Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
"AS CRITICAS PROCEDENTES SÃO MELHORES QUE OS ELOGIOS SÓ PARA AGRADAR, AS PRIMEIRAS PERMITEM A NOSSA CORREÇÃO, OS SEGUNDOS NADA ACRESCENTAM". Ademar de Borba
A gente nunca sabe o tamanho da luta que alguém está enfrentando em silêncio.
Por isso, que a nossa passagem pela vida dos outros seja leve. Que a gente saiba oferecer gentileza sem perguntar se será devolvida, cuidado sem fazer alarde e afeto sem medir merecimento.
Há encontros que não resolvem a vida, mas devolvem coragem para continuar.
E isso já é uma forma bonita de amor.
Edna de Andrade
" A HISTÓRIA DA UVA E DA RAPOSA: ELA PODE ILUSTRAR UMA SITUAÇÃO QUE VOCÊ ESTEJA SOFRENDO E PARA CESSAR É NECESSÁRIO RESCINDIR; PODE SER NO.CASAMENTO, NAMORO, NO TRABALHO ETC.
" A RAPOSA BICHO MUITO ESPERTO, PASSANDO EMBAIXO DE UMA PARREIRA DE UVA, OLHOU PARA CIMA E AVISTOU MUITOS CACHOS DE UVAS AO PONTO DE DEGUSTA-LAS ( A FRUTA QUE ELA MAIS GOSTA), DEU O 1° PULO PARA APANHAR E NÃO CONSEGUIU, 2°, 3°, 4°, NO 10° JÁ CANSADA OLHOU PRA CIMA E DISSE: NÃO VALE A PENA ESTÃO VERDES. DISSISTIU E SEGUIU O SEU CAMINHO".
MUITAS VEZES TEMOS QUE INVENTAR UMA DESCULPA E IR EMBORA (LARGAR O SOFRIMENTO). Ademar de Borba
A verdade machuca, mas a mentira destrói.
Nossa educação não pode conviver sem controlar efetivamente suas verbas, pela legalidade e transparência, que deveriam ser o fundamento de todo e qualquer ato administrativo.
O que digo posso provar com resultados e indícios fortes em mais de uma dezena de processos de controle da Administração oficial.
15/09/2026
Os humanos são estranhos.
Destruíram o mundo e ainda chamam a si mesmos de civilizados.
Cyntia Karla De Liz
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.
Fale.
Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.
Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.
Entrar para a política é fácil.
Difícil é permanecer nela sem transformar a mentira em profissão.
Cyntia Karla De Liz
Na política, mentir parece ser requisito.
O caráter, aparentemente, é opcional.
Cyntia Karla De Liz
Há alturas que só se alcançam quando a gente se abaixa. Descobri isso ajoelhado, diante do meu sobrinho — um pequeno mestre que ainda chama o tempo de milagre e o quintal de mundo.
Aprender a ser grande não tem nada a ver com subir, conquistar ou colecionar aplausos. Tem a ver com reaprender a ver do chão, de baixo, da inocência que a pressa desaprende. O olhar das crianças não mede, não julga, não calcula. Apenas acolhe. E quem acolhe, cresce.
Ajoelhar é um gesto sagrado: é dizer ao universo que não se esqueceu de onde veio. É lembrar que a sabedoria mora nas alturas baixas, nas perguntas simples, nas respostas que ainda não têm forma.
Ser grande, talvez, seja isso: caber inteiro num instante pequeno.
Porque quem se abaixa para amar, se eleva sem perceber.
— Douglas Duarte de Almeida
O silêncio chega sem aviso, atravessa o corpo e nos obriga a olhar para o abismo do que somos. O “eu” é apenas um fio, tecido por memórias que se apagam e ecos que nunca nos abandonam, e o infinito não está lá longe: pulsa na respiração que falha, no coração que não cabe na caixa torácica, na mente que tenta nomear o indizível.
Entre o eu e o infinito, há apenas um instante de lucidez. Um sopro onde todas as certezas desmoronam, onde a consciência se abre como pétala que não se fecha, onde o universo, finalmente, se revela dentro de nós. E quando passa, o eu retorna diferente: mais leve, mais profundo, mais inteiro.
— Douglas Duarte de Almeida
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
O tempo de florescimento não se anuncia com calendários nem com relógios. Ele chega em gestos sutis: um suspiro que demora a se acomodar, um arrepio que insiste em não passar despercebido, uma palavra dita com a boca trêmula e os olhos firmes. Diante do espelho, aprendi a não correr. A gentileza que me devo não é um prêmio, é o mínimo que posso oferecer ao meu próprio reflexo. Observar-se sem pressa é um ato de coragem: enxergar a delicadeza nos ossos, a força nas veias, a poesia escondida nos gestos cotidianos.
Florescer é não se obrigar a ser mais rápido que a própria vida. É permitir que a paciência me encontre, que o respeito por mim se assente como terra fértil, que minhas raízes cresçam sem alarde. Cada dia é um capítulo, cada cicatriz, uma letra, cada sonho guardado no peito, uma semente.
Quem se respeita floresce com dignidade, quem se pressiona murcha antes do tempo. E talvez o maior ato de coragem seja sorrir para si mesmo, no espelho, sabendo que cada fissura também é parte do desenho que só você consegue completar.
No fim, florescer não é competir com ninguém. É ser inteiro em si, com toda a intensidade de uma tempestade e a suavidade de uma brisa que atravessa folhas sem derrubá-las. É aprender que a própria vida, se observada com cuidado, já é poema suficiente.
(Douglas Duarte de Almeida)
Perdoar não é esquecer, é deixar de apodrecer por dentro. Há dores que o tempo não cura, apenas decanta. O perdão não é o antídoto do veneno, é a coragem de não bebê-lo mais. É olhar para a ferida e, em vez de perguntar “por quê?”, perguntar “até quando?”.
O perdão é uma escolha sofisticada. Não por bondade, mas por lucidez. É quando a alma entende que continuar punindo o outro é continuar se amarrando na mesma corda. E há cordas que, se a gente não solta, acabam nos enforcando em silêncio.
Perdoar não é absolver o erro, é devolver o peso. É dizer: “isso foi teu, não meu”. É o ato mais elegante de liberdade.
Porque guardar rancor é carregar um corpo morto nas costas achando que é proteção. Às vezes, o perdão não vem como gesto, vem como distância. Como aquele passo que você dá pra fora da repetição, sem plateia, sem discurso, sem aviso.
Há perdões que se dão em silêncio, e há silêncios que são o perdão em estado puro. Perdoar não é voltar — é seguir. É olhar pra trás sem desejar vingança, sem querer justiça divina, sem precisar de testemunhas. É só entender que o que te feriu não merece mais residência no teu coração.
O perdão, no fim, é uma forma de amor próprio altamente evoluída — a mais discreta e, talvez, a mais revolucionária.
(Douglas Duarte de Almeida)
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