Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Lembre-se! Quem você destruiu sorrindo, no abandono ele se fortaleceu. Hoje emite o silêncio como resposta, porque é a sabedoria que o tempo lhe ofereceu.
Hoje estou me dedicando em meu último projeto...
Cuidar de mim até o final.
Obrigado Deus por estar ao meu lado.
"Quem dobrou o seu paraquedas hoje?"
É uma pergunta que serve para refletir sobre as pessoas que ajudam no dia a dia, mas que muitas vezes não recebem o reconhecimento que merecem.
👇👇👇👇👇
Hoje despertei enferma. Disse que era gripe — a desculpa habitual, uma justificativa pronta para quem pergunta apenas por educação. Mas, entre nós, foi mais que isso. A doença física era só a casca, o sintoma mais visível de algo que me envenena mais fundo. Não entrei em detalhes, é claro. Porque, no fundo, não há criatura viva que realmente deseje saber como estou. Eles escutam, mas não ouvem; dizem que se importam, mas é o silêncio que realmente diz a verdade. Quem ama de verdade adoece junto. Por isso calei-me — foi um gesto de amor-próprio. Ou de resignação.
Fiquei deitada de barriga para cima até as dez da manhã, imóvel, como um cadáver temporário, tossindo tanto que a própria garganta parecia se desfazer em fiapos. Um rasgo interno, uma agonia que vinha de dentro para fora. Permaneci assim até reunir coragem para me arrastar até a pia: havia pratos a lavar. E então os sequei, como quem seca também a si mesma — tentando dar um mínimo de ordem ao caos que me habita.
No café da manhã, preparei uma papa de Mucilon. Um gesto infantil, quase um consolo. Foi bom. Mas também foi tudo que pude fazer. Retornei à cama — meu pequeno túmulo provisório — e apenas consegui erguer-me por breves instantes às duas da tarde. Comi, quase por obrigação, e engoli o ibuprofeno como quem engole o cansaço acumulado dos dias.
Já marcava quatro horas quando, num gesto quase heroico, reuni minhas últimas forças para me levantar outra vez. Enfim tomaria banho. Mas o inesperado me golpeou: não consegui fechar a porta. A chave, antes leve como uma pétala, agora era chumbo em meus dedos.
E então compreendi — não pela razão, mas por um suspiro da alma — que fazemos diariamente coisas que não notamos, e que talvez por isso mesmo nunca agradecemos. Trancar uma porta. Lavar um prato. Respirar. Tudo isso era fácil — até deixar de ser. E só quando a capacidade nos abandona, é que percebemos o quanto aquilo nos pertencia. Ou pensávamos que pertencia.
Agora, estou deitada novamente. Tossindo.
Como quem fala com Deus em código morse.
Como quem espera um milagre no silêncio.
Como quem compreende, tardiamente, que o corpo adoece quando a alma já está exausta.
Vou deixar para chorar amanhã, não quero sentir gosto de lágrimas hoje, se o amanhã não existir para mim, também não vai existir choro.
Se o tempo é o remédio indicado, pra hoje quero uma dose em gotas, põe na conta, vou tomar sem conta gotas.
Ofereci banquetes,alimentei egos,recebi migalhas,hoje não é qualquer cardápio que atende meu paladar.
O pente fino que minha mãe passava em mim quando criança,hoje continuo passando,tirando quem não soma,deixando quem interessa.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
- Eu sou assim: frases que definem a minha essência
- Eu Sou
- Mensagens espíritas do dia de hoje: palavras que elevam e fortalecem a fé
