Me Deixa que hoje eu To de Bobeira

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Chamado que começou no céu, hoje se cumpre na terra.
(Jeremias 1:5)
— Lílian Arriel

Entre o invisível e o extraordinário,
Deus escreveu o que hoje o mundo pode ver.
— Lílian Arriel

Vestida de propósito, marcada pela promessa e sustentada pela fé.
Hoje, o que Deus escreveu em silêncio, o mundo vê em forma de conquista.
— Lílian Arriel

O anel representa uma conquista,
mas o chamado representa toda a minha história com Deus.
Hoje, celebro os dois.
— Lílian Arriel

O que hoje é força, um dia foi dor entregue a Deus.

Hoje vejo a injustiça dos homens, mas amanhã contemplarei a justiça de Deus.

Hoje entendo que cada cicatriz é prova de que o Senhor Jesus esteve comigo em cada batalha, transformando dor em esperança e queda em recomeço.

Às vezes esquecemos que estamos vivendo hoje respostas de ontem, enquanto oramos pelo amanhã.

Se hoje parece que tudo está em silêncio, não desanime: é justamente nesse momento que Deus está agindo, preparando algo lindo que você ainda não consegue ver.

Hoje entendo que felicidade não é um lugar onde chegamos.
É uma presença que escolhemos cultivar.

Aquilo que hoje parece apenas luta pode estar se tornando a raiz de uma força que amanhã sustentará muitos outros.
Deus ainda está trabalhando na sua história.

Se hoje você só conseguiu continuar respirando… já foi um ato de coragem.

Você não precisa ter todas as respostas… só precisa não desistir de si hoje.

O que hoje é cicatriz… um dia já foi ferida aberta. E ainda assim, você ficou de pé.

O que um dia feriu, hoje apenas passa... e não fica.

Duas Raízes, Um Mesmo Encanto


Hoje o dia ganhou perfume de infância,
daquelas tardes que aquecem o coração
sem fazer barulho.


Laís chegou com doçura serena,
Nicole veio junto, iluminando o instante —
e nos dois nomes mora a mesma raiz antiga,
nascida do grego, como um laço invisível
que também revela o milagre de serem gêmeas:
graça, povo, vida… e vitória silenciosa.


Duas luzes iguais
e ao mesmo tempo únicas,
meigas no olhar,
tímidas como flor que desabrocha devagar,
educadas no gesto,
inteligentes no silêncio que sabe escutar.


Brincam como toda criança deve brincar,
correm, riem, inventam mundos,
mas guardam dentro de si
uma calma rara,
de quem já entende a beleza dos detalhes
antes mesmo de crescer.


Há nelas um dom bonito:
falar sem ferir,
ouvir com carinho,
organizar ideias como quem organiza sonhos.


Parecem já caminhar
na direção de futuros luminosos —
boas profissionais,
filhas orgulhosas,
netas que abraçam a vida com delicadeza,
mulheres sábias…
sem nunca perder
o brilho dos olhos,
o sorriso aberto,
nem a alegria que dança no rosto.


E eu, que hoje as conheci,
guardo em silêncio uma certeza doce:
existem encontros
que não fazem barulho nenhum,
mas deixam o coração
mais bonito para sempre.

O Mar Está Ali

O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.

Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.

Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.

Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.

O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.

Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.

O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.

Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.

Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.

Raiz, Não Rótulo

Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.

No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.

Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.

⁠E então...hoje é meu aniversário. Um dia que, para muitos, é algo para celebrar. Mas para mim, é apenas um lembrete cruel do tempo que insiste em passar, mesmo quando eu não quero. Nunca gostei dessa data, mas neste ano ela pesa ainda mais. É o primeiro aniversário depois da separação dos meus pais, o primeiro aniversário em que minha família não existe mais


Não que antes fosse unida de forma verdadeira, mas havia pelo menos a ilusão de um corpo inteiro, um frágil tecido que, mesmo rasgado, ainda conseguia cobrir o vazio. Agora, nem isso. A casa parece maior, mais silenciosa, como se cada parede tivesse aprendido a guardar segredos e ausências de cada um.


Sinto que perdi não apenas a família, mas também a ilusão de que, de alguma forma, eu fazia parte de algo. Hoje, não há bolo que disfarce, não há vela que ilumine. Só há o peso da solidão, o eco das lembranças e a certeza de que aniversários não são feitos para mim.


Me sinto como uma vela acesa em um quarto vazio, há chama, mas não aquece ninguém. O silêncio pesa mais do que qualquer palavra, e a lembrança é como um curativo que não cura nada.


É estranho: dizem que aniversários são sobre vida, mas o que eu sinto é apenas a lembrança de tudo que se quebrou.


Sou feita de pedaços, e neste dia, percebo que até a minha própria história se recusa a ser inteira.

⁠Hoje o dia amanhece mais escuto, pois em meus olhos e em meus peito, vivo a dor da saudade!