Me Deixa que hoje eu To de Bobeira

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Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.

Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.

Quando a vida passa a ser sobre o que Deus quer, o “eu” deixa de ser o centro. E isso não é perda, é libertação.


miriamleal

A vida deixa de ser sobre, o que eu quero viver;
e passa a ser sobre, como posso honrar Aquele que me salvou.


miriamleal

A presença d’Ele eu carrego em todo tempo e lugar,
No silêncio ou no dia, Ele nunca deixa de estar.
Eu priorizo o Céu, antes de tudo aqui,
Porque tudo que eu tenho… foi Ele quem me deu, tudo vem d’Ele em mim. E em cada detalhe da vida… foi o amor d’Ele que me formou. miriamleal

Eu sei que uma flor não acalma uma guerra,
Mas ela deixa um perfume suave no ar, e transforma.

Moreninha, deixa eu ser seu beija-flor. Moreninha, onde entrego aquela flor?

Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.

Eu não venci a vida; apenas me recusei a deixá-la vencer primeiro

Eu amo a minha namorada mais não sei fala as palavras pra deixa se sentido a mulher mais incrível do mundo e pra deixá-la segura

⁠Deixa eu ser o teu
Abrigo,
nos dias ruins...
Deixa vai ?

Ti despertes

Deixa-me encontrar o teu olhar
Desejando me amar.
Eu me verei no teu riso de menina
Que deixou se encantar.

Tu que sabes que eu te amo
E vejo o mundo em teu olhar,
Não me negues o teu carinho
Onde eu possa me abrigar.

Estejamos sempre juntos
Qualquer que seja a estação.
Que se abrasem os nossos corpos
Se no inverno ou verão...

Ensinarei meu coração
A merecer o teu querer,
Farei desse amor
Os acordes de uma canção...

Por hoje,
Deixe que eu aflore os teus pensamentos
Até que eu possa despertar-te
Neste mesmo sentimento
Que lhe tem meu coração...

Edney Valentim Araújo

Em uma flor

Deixa eu saber aonde estou,
Se meu coração está contigo
E já não anda mais comigo...

As águas que vieram
Ainda banham os meus olhos
Neste rio tão vultoso
Do amor que te espera...

Não te esqueço um só instante,
Mas se lembrares de que te amo
Não demores a voltar...

Se não te importas a minha dor,
Saiba ao menos do amor
Que em tuas mãos
Depositei em uma flor...

Edney Valentim Araújo

Deixa eu sentir o sabor de como é te amar?

Deixa eu partir


Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?


Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.


Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.


Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.

"Bondade sem limites, quando não preserva o próprio eu, deixa de ser virtude e torna-se desgaste da alma."

Me deixa em paz..
me deixa no meu canto...
me deixe só. .
eu com os meus pesadelos..
eu com os meus fantasmas..
Talvez eles sejam minha melhor companhia. .
Talvez seja eles.. o remédio que eu preciso..

Graças a DEUS conheci o alho,
alho eu como com prazer,
apesar do bafo,
o alho não me deixa adoecer!

ASSIM OU ASSADO

Se não for assim vai ser assado
Deixa pensar que tudo é passado
Se eu não for assim amado
Vou cair fora pra outro lado
Quantas vezes falei do meu amor
E você só fala decepção e dor
Causada por quem nunca te amou
E não enxerga que tudo passou
Mas a sua memória que travou
Na linha que não quer desprender
Para uma nova história viver
Se for assim de jeito sem jeito
Vou sair sangrando meu peito
Porém a dormir no meu leito
Mesmo chorando sei que vai passar
Vou contar pra Deus meu sofrimento
E sei que Ele vai entender meu lamento
Se for assim ou mesmo assado
Se por assim ou por acaso
Eu seja pra você só mais um caso
Mas que nos laços que o destino traçou
Ainda vou te mandar lindas flores
Dizer que mesmo em pranto e dores
Vou vivendo de um jeito meio louco
De amar você sem ser amado
E nas trilhas de sonhar acordado
O brilho do sol pra mim tao intenso
Depois um tempo nublado
E no corrimão dessa estrada
Seguro forte pra seguir em frente
Mesmo que peça em minha mente
Que Deus faça um novo milagre
Enquanto provo deste vinagre
Que pra mim parece tão doce
Já não sinto a tal realidade
Somente um amor de verdade
Mesmo que entre a saudade
Entenda que não é por maldade
Simplesmente é assim ou assado !

João Batista Barbosa
Poesia

Deixa eu te contar a última,
Quem se ama primeiro,
Não escolhe amores de segunda.