Me Deixa mais Forte
A boca apenas revela o que já habita o coração. Quando Deus ocupa esse lugar, falar d'Ele deixa de ser obrigação e passa a ser consequência.
A graça é, por definição, favor imerecido. Se você faz por merecer, deixa de ser graça e passa a ser dívida. Portanto, livre-se da heresia religiosa de que Deus seria "justo" salvando apenas alguns. Como todos pecaram, o amor do Pai abraça a todos, e todo aquele que crê é justificado pela fé.
Na nossa agenda de prioridades, Deus é o primeiro da fila quando o assunto é quem a gente deixa pra depois.
Deixa tudo o que passa para seguires Aquele que permanece. Recebe com gratidão os dons, mas deseja, acima de tudo, o Senhor dos dons — pois Ele sozinho basta.
A poesia
Me dá azia
Deixa um travo
Na boca
De gosto amargo
Quem me dera
Ser poeta
Em outra era
Em que a verdade
Era sincera
“O Sangue que Ainda Corre”
Há momentos em que a vida deixa de pedir explicações.
Ela apenas nos coloca diante do espelho.
E talvez seja justamente diante dele que começam as confissões mais difíceis: quando já não podemos culpar o tempo, os outros, as circunstâncias ou os caminhos que escolheram por nós.
Eu também jurei verdades que eram mentiras.
Prometi permanências quando dentro de mim já existiam despedidas. Defendi certezas nas quais eu mesmo já não acreditava. Rompi acordos, abandonei caminhos, traí algumas versões de mim e carreguei durante anos a estranha sensação de que havia deixado pedaços da minha alma espalhados pelos lugares por onde passei.
Talvez viver seja também isso:
uma longa coleção de fidelidades e traições contra nós mesmos.
Existem ventos que chegam tarde.
Existem ventos que sopram com toda a força e, ainda assim, não conseguem mover aquilo que dentro de nós já deixou de girar.
Foi assim que descobri que nem todo vento é capaz de mover um moinho.
Há coisas que simplesmente param.
Amores.
Sonhos.
Convicções.
Amizades.
E até algumas partes de nós.
Mas o coração possui uma teimosia quase incompreensível: mesmo cercado pelos escombros daquilo que perdeu, continua batendo.
Carrego comigo os meus mortos.
E não falo apenas daqueles que a terra recebeu.
Existem mortos que continuam caminhando conosco.
São pessoas que partiram, amores que terminaram, cidades que abandonamos, juventudes que não voltam, abraços que ficaram presos na memória e versões de nós mesmos que jamais encontraremos novamente.
Somos um pouco cemitério.
Mas somos também nascimento.
Porque dentro do mesmo homem que enterra seus mortos existe outro tentando nascer todas as manhãs.
Eu venho de caminhos tortos.
Nunca consegui acreditar muito nas estradas perfeitamente desenhadas. Talvez porque minha própria existência tenha sido feita de desvios, quedas, retornos e perguntas.
Minha história não foi escrita com régua.
Foi escrita com cicatrizes.
Há sangue correndo dentro de mim que nasceu muito antes de mim.
Sangue de gente que amou, sofreu, atravessou oceanos, enterrou sonhos, criou filhos, perdeu pessoas, rezou em silêncio e continuou caminhando mesmo quando não havia nenhuma certeza esperando na próxima esquina.
Carregamos nossos antepassados sem perceber.
Talvez por isso algumas saudades não tenham nome.
Talvez certas dores sejam antigas demais para sabermos exatamente onde começaram.
Existe dentro de cada homem uma pátria invisível.
Uma terra que ele carrega mesmo quando vive longe dela.
Uma língua que continua morando dentro da boca.
Uma música que desperta lembranças.
Um cheiro que abre uma porta esquecida.
Uma palavra que, de repente, nos devolve à infância.
Podemos atravessar fronteiras, trocar de endereço, aprender outras línguas e envelhecer sob outros céus.
Mas há raízes que viajam conosco.
E talvez o verdadeiro exílio não seja viver distante da terra onde nascemos.
Talvez seja viver distante de quem realmente somos.
Durante muito tempo tentei obedecer aos ritos.
Depois rompi alguns deles.
Quebrei minhas próprias lanças.
Questionei minhas certezas.
Gritei contra aquilo que me prendia.
E percebi que existem gritos que não são revolta.
São nascimento.
Às vezes um homem precisa gritar para finalmente ouvir a própria voz.
Porque chega um momento em que já não importa parecer perfeito.
Importa permanecer inteiro.
Não importa quantas vezes a vida tenha nos derrubado.
Não importa quantos tratados tenhamos rompido com nossos sonhos.
Não importa quantos caminhos tortos existam atrás de nossos passos.
Existe uma diferença enorme entre estar ferido e estar vencido.
Feridas sangram.
Cicatrizes permanecem.
Lágrimas caem.
Mas nenhuma dessas coisas significa derrota.
A verdadeira derrota talvez aconteça somente quando entregamos a alguém ou ao medo, à culpa, ao passado o direito de decidir quem ainda podemos ser.
Por isso continuo.
Com meus mortos.
Com minhas lembranças.
Com minhas contradições.
Com meus caminhos tortos.
Com tudo aquilo que perdi e tudo aquilo que ainda espero encontrar.
Minha alma talvez tenha conhecido muitas prisões.
Mas meu sangue ainda corre.
E enquanto houver sangue correndo, haverá alguma coisa dentro de mim dizendo que a história ainda não terminou.
Talvez seja apenas um gemido.
Talvez seja um grito.
Talvez seja uma oração.
Não sei.
Sei apenas que ainda estou aqui.
E às vezes, depois de tudo o que atravessamos, permanecer de pé já é uma das formas mais bonitas de liberdade.
No caminho da vida tropece no que te deixa feliz!
Sinta a beleza de estar vivo em cada pequeno detalhe.
Não se prenda ao que te deixa triste.
A vida é caminhada, se tiver pique, corra, ou apenas ande, mas, viva!!!
“A libertação começa no campo da decisão. A virada de chave acontece quando se deixa de buscar no outro aquilo que só pode ser encontrado em si mesmo. A partir daí, o vínculo deixa de ser dependência e passa a ser escolha.”
Tem momentos em que insistir deixa de ser força
e começa a virar desgaste.
A gente fixa o olhar em algo como se ali estivesse tudo
como se, alcançando aquilo,
o resto finalmente se organizasse por dentro.
Mas nem tudo que chama
é feito para permanecer.
E há um limite silencioso
entre persistir
e se perder de si tentando.Às vezes, o que falta não é mais tentativa.
É direção.
É entender que nem todo desejo precisa ser sustentado
até o esgotamento.
Que nem tudo que não veio
precisa ser esperado até cansar.
Existe um tipo de sabedoria
que não está em segurar,
mas em soltar o foco
antes que ele nos prenda.
Redirecionar também é escolha.
Também é cuidado.
Porque enquanto a gente insiste no que não responde,
outras possibilidades passam
discretas, vivas, possíveis.
E a vida não pede que a gente queira menos,
mas que a gente queira melhor.
Que a gente aprenda a mover o olhar,
a ajustar o caminho,
a trocar de direção sem sentir que falhou.
Às vezes, não é sobre abrir mão.
É sobre se devolver.
Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.
Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.
Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.
E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.
Um brinquedo na mão de uma criança,
deixa feliz.
Uma Fábrica, de brinquedo.
Quem fabrica, é inteligente.
Fabricador(a).
Uma Loja, de brinquedo.
Comprar, um brinquedo.
Ganhar, um brinquedo.
Primeiro. Ver o desenho. O filme.
Do Homem Aranha.
Spiderman.
Para depois, brincar.
- Relacionados
- Frases para conquistar uma mulher e impressioná-la
- Aprendi a me Virar Sozinha
- Frases de recomeço para renovar a sua vida
- 53 frases de cura para amenizar suas aflições
- Ela é forte e sabe sonhar: frases de menina mulher
- Seja forte e corajoso, Josué 1:9
- Cartas de despedida de morte para quem deixa saudades
