Me Apaixonei a primeira Vista
... da pertinaz
experiência e refinamento
destinados aos nossos espíritos,
a razão primeira que nos trouxe, traz
e, por muito ainda nos sujeitará
aosintrincados e pedagógicos
paradoxos dessa
terra!
Não é a primeira vez
e nem será a última vez,
que digo que amores
clandestinos não são feitos
para o meu tamanho;
e que sem nenhum engano
vivo um pacto etéreo,
atemporal e silencioso
sob o guião inexplicável
do destino que me leva
ao amor predestinado
onde todas as estrelas são
e serão sempre mais visíveis.
O meu amor não é daqui,
eu incansavelmente repito
sempre que for preciso
na altura dos doze tepuis
pertencentes ao Esequibo
onde todas as nossas
estrelas se encontram
e se encantam na fronteira.
São dois os quadrantes
do Hemisfério Celestial Sul
que orientam o desidério
que na escalada crescendo
têm aberto trilhas no tempo,
embalando os dias a fio
de tudo aquilo que para nós
é imenso, inabalável e sidérico.
Janeiro
Janeiro é a primeira
página para escrever
a tua volta por cima
com fé, paz, alegria,
e êxito o ano inteiro;
Cada dia se permita
viver a poesia do dia
para ser feliz na vida.
Quando te vi
pela primeira
vez cheguei
a crer que era
amor para
a vida inteira.
Você brilhou
no meio de
uma elegante
reunião com
a sua presença.
Bem rápido
conversamos,
números dos
telefones nós
dois trocamos.
Você veio até
o carro para
se despedir,
o céu estrelado
do balneário
foi testemunha.
Não me recordo
de quem foi em
busca de quem,
só me lembro
do primeiro beijo
que jamais
me esquecerei.
Quando você
não quis mais
permanecer,
decidi partir
para o amor
no coração
não se perder
para quem
merece receber.
Rodeio lá no Diamantina
Rodeio lá no Diamantina
a primeira Capela foi
devotada a São Valentim,
E descobri que nasci para você
e você nasceu para mim.
Rodeio lá no Diamantina
a imagem de Nossa Senhora
do Loreto foi apresentada
e assim a Capela à ela consagrada.
Rodeio lá no Diamantina
quando te vi pela primeira vez
foi amor à primeira vista,
E até hoje tenho orgulho
de morar em Santa Catarina.
Criciúma Profunda
A memória originária
está no teu nome,
A lembrança da primeira
fábrica de cerâmica
por mim jamais será
da História apagada.
Das tuas etnias aqui
deixo as pistas para serem
recordadas algum dia,
Porque este poema
é de cerâmica, carvão
e de taquara pequena
para a sua (auri)curiosidade.
A memória ainda te trata
com saudade, fascínio
e festa com quem sempre
teve conversa aberta comigo,
e conhece o meu afeto
pelas araucárias do destino.
Mãe Luzia e teus filhos
Sangão, Maina, Criciúma,
Ronco D'água, Linha Anta,
por todos eles ainda
tenho alguma esperança
que flutuante nas correntes
até o Eldorado e Quarta Linha.
Minha Criciúma profunda,
pelas picadas abertas,
estrada de ferro
e a rodovia estabelecida,
Tu sabes como ninguém
que ocupas um lugar
importante na minha vida
na Bela e Santa Catarina.
Com certeza você está
pela primeira vez apaixonado,
Imagina quando provar
a minha Carne de Onça
e o meu Barreado,
Vai se lamentar porque
não quis comigo
antes ter se casado,
A cada dia mais você está
querendo ficar bem grudado.
Primeira Página
O barro da estrada
levantava ao redor,
Eu muito pequena
e afobada esbarrei
em Carmem Teresa,
Que vinha com
a sua cesta na cabeça
após a colheita
de capim dourado.
Do Sol sobre o Jalapão
era um mulher serena
desta terra que me deu
um caderninho bem
baratinho que ela
comprou na venda.
Logo, na primeira
página que foi aberta
havia um poema
que nem o tempo
da memória apagou o verso:
"Até onde o Tocantins me tocar..."
(Homenagem a querida Poetisa Carmem Teresa Elias que escreveu uma obra que é uma declaração de amor ao Estado do Tocantins).
A primeira e essencial mudança sempre é a do pensamento. O palco da vida exige atores coordenados e organizados.
Não vejo diferença daquela primeira-dama dondoca que abandonou o pequeno Miguel no elevador entregando nos braços da morte daquelas pessoas que não entendem que todo o governante distribuí sobre as nossas cabeças o céu e o inferno, e que é preciso ter bom senso ao aliar a Economia com a Saúde para salvar a nós mesmos e o Brasil que desejamos entregar para sermos lembrados da melhor maneira possível pelas novas gerações.
Desde a primeira vez
lembrei das fronteiras,
das correntezas dos rios
e quando te vi algo
lindo fez querer ouvir
você dizendo para mim:
"- Ama-me, senhora."
Se estiver certa,
fiz a promessa
de não ir jamais embora;
Amor de verdade na vida é
feito para não ser jogado fora.
No ritmo do Chamamé,
ao som dos violões,
da gaita de botão
e do bandoneon,
Você só vai pensar
como o amor é bom.
Quero ouvir você
com improvisação,
cheio de empolgação
e com tom de paixão
dizendo para mim:
"- Te protejo, senhora!"
E dançar contigo até
o raiar da aurora,
Se não houver o raiar do amor,
é melhor que cada
um escolha o caminho e vá embora;
para que fique o melhor na memória.
Sob a bênção da Estação
Primeira de Mangueira
nasceu o Samba-Sincopado,
No ritmo do sol que beija
apaixonado o mar
que os meus versos dos pés
a cabeça te beijem já
que não posso te beijar,
Nascemos para nos encaixar
e o Universo vai mostrar
o rumo certo e a hora de amar.
O amor surgiu
bem mais claro
que cristal puro,
Desde a primeira
vez senti que era
você o meu mundo;
Vivendo a entrega
perfeita e mútua
aqui estamos
a cada segundo.
Desde a primeira
vez que te não paro
de te amar dos pés a cabeça,
Hoje plantei até uma
muda de Aroeira-Vermelha
e escrevi um lindo poema.
Desde a primeira vez
que nos encontramos
nós dois pressentimos
que amor como o nosso
nos dias de hoje é bem
raro de ser encontrado,
O nosso amor vale muito
mais do que crisopázio.
Quando nos olhamos
pela primeira vez
enxergamos a fortaleza
de um amor que veio
para ficar tal qual antimônio
criado por Deus para todos
os desafios da vida aguentar,
e juntos hoje celebramos.
Janeiro é a primeira
linha para escrever
a poesia do ano todo:
(Por isso evite
tudo o quê não traz
paz e conforto).
Tabsur
Na primeira aldeia a ser
abandonada por causa
do conflito os vestígios
dos mosaicos foram apagados
Não me fale porque mesmo
que você conseguir os meus
poemas atravessaram o mar,
e agora não vai mais adiantar.
Para tentar colocar no sótão
da História cada instante esquecido
em Tabsur foi por muitos vivido.
Não me desculpe
porque não vou parar
nunca mais de falar.
Grãos, legumes, melancias
e pepinos eram a colheita
na estonteante planície costeira,
e agora muita gente há de se lembrar.
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