Me Ame quando eu menos Merece
Quando somos bons para os outros, somos melhores para nós.
"Viver para odiar uma pessoa é o mesmo que passar uma vida inteira dedicado a ela"
Quando você fecha os olhos, você pode preferir não ver nada, ou você pode olhar para o que você deseja, abrir e lutar por aquilo, mas jamais olhar para atrás, apenas ver o que conquistou!
Quando algumas pessoas não todas, perguntam como você está, elas nunca querem realmente saber a verdade... Apenas querem receber um sim. Ou perguntam por educação, a verdade é que a maioria das pessoas não se importam com as outras, apenas com elas mesmo!
Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.
Quando você diz algo de mal gosto para alguém na brincadeira.
Não significa que mesmo que ela leve na brincadeira não machucou...
Acho que minha primeira indignação feminista foi quando a professora do 4° ano explicou que poderia ter 99 mulheres, mas se tivesse 1 homem, o pronome seria "eles".
Quando se tratava de escolher, ela nunca me disse o que fazer.
Em vez disso, me olhava com aqueles olhos que sabiam mais do que diziam,
e me pedia, com doçura e firmeza:
“Seja grata. Por cada escolha que você fizer.
Porque eu nem sempre tive esse privilégio.”
E eu entendi.
Entendi que sua vida foi costurada entre deveres e silêncios,
que muitas das portas que hoje eu atravesso
foram abertas pelas mãos calejadas que ela não usou para si.
Ela fez caminhos para mim — e ficou.
Ficou atrás, para garantir que eu fosse adiante.
Minha mãe não teve todas as escolhas.
Mas me deu todas as minhas.
E, por isso, cada decisão minha carrega também o nome dela.
Acho que só não estou oca porque estou cheia de saudades.
É ela que me preenche quando você falta.
Uma presença dolorosa, mas viva.
"E quando naquela noite acabaram as tintas, só me restou o sangue para expressar a dor que consumia minha sanidade."
[...] quando é toda hora, todo momento, por anos [...] - dizia Domingos à calar Bárbara naquela tarde de verão, o inédito elogio da traição.
É quando a noite cai, desordenada, em reflexão deslavada, que muitas palavras são ditadas, sem dizer nada.
Espero a morte nos soluços da vida, e quando engasgo com os desabafos, busco socorro no amargor das lembranças doloridas.
O que resta ao homem quando o coração acaba dilacerado, o corpo adoece e a esperança morre, não necessariamente nessa ordem?
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Voei
Foi assim:
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez.
Quando o avião decolou,
eu subi junto.
A alma foi atrás.
Quanto mais alto ele ia,
menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta,
12.000 pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui.
Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei
e, mesmo no ar,
relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão,
voei.
Logo, nós três éramos apenas um:
eu, a alma e o ar.
Engraçado,
tudo fica tão pequeno daqui.
De repente, um grito!
Mudo.
Apesar do maxilar travado, dava para sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Foi lá que percebi algumas coisas:
Que o amor não é gaiola e céu,
que é para o alto que nascemos
e que o colo de Deus é infinito.
Não foi salto,
foi entrega,
foi retorno.
Soube que era saudade
Soube que era saudade
quando houve perdão sem ter ocorrido pecado.
Quando notei que a lua desrespeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando preparei duas porções para jantar só.
Soube que era saudade
quando o tempo se desfez em instantes,
e as palavras, antes certas, calaram-se.
Quando a distância virou ponte invisível
e o silêncio, companheiro do meu sentir.
Quando esperei por cartas que jamais foram escritas,
e o vento, em sua dança, trouxe teu perfume ausente.
Quando me vi falando contigo em pensamentos,
enquanto o mundo ao redor continuava em sua pressa.
Quando houve dicotomia, e minha alma se viu sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar a mente.
Quando vi tua foto, e a memória quis se encarnar.
O que os pés dizem
Os pés falam quando a boca se cala.
Depois do êxtase, descansam sem culpa,
despreocupados como gato ao sol,
um sobre o outro, cruzados,
ou largados ao acaso—
o prazer não pede alinhamento.
Há quem estique os dedos,
como quem espreguiça o pensamento.
Outros os deixam pender de lado,
desarmados, esquecidos do chão.
A posição dos pés é confissão sem palavras:
se recolhidos, um restinho de pudor,
se soltos, um abandono feliz,
se entrelaçados, um desejo de demora.
No fim, não são os olhos que dizem tudo.
São os pés, descalços,
rendidos ao próprio silêncio.
Domingo é quando desaconteço.
Não me peça poesia — estou despalavrado.
Fico feito pedra que esqueceu de ser chão.
Aos domingos, todo meu rabisco é sem querer.
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