Matei Voce dentro de Mim

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Pra mim, sempre é tudo que agora se faz eterno.

Quando teus olhos brilharem perto de mim o bastante para te alcançar com meus braços, tu vais esquecer a dor, a espera que machuca.

Eu me importo, e muito. Quero marcar mais quem passa por mim, quero perder esse medo de não agradar, essa preocupação em ser o que todos esperam. Tentando não incomodar ninguém eu fico neutra. Invisível. E todas as minhas experiências de falta de preocupação já me indicaram que seria bem melhor me assumir. Eu não sou tímida. Sou calculista.

Nem sempre faço o que é melhor pra mim
Mas nunca faço o que eu
Não tô afim de fazer
Não viro vampiro, eu prefiro sangrar
Me obrigue a morrer
Mas não me peça pra matar, não!

Tá tudo assim queimando em mim
como salva de fogos
Desde que sim, eu vim morar nos seus olhos.

Pra mim :
Não importa se ri ou se chora linda sempre estará por isso eu digo que coisas mais lindas nunca haverá

Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e cada estação de metrô no ensaio de uma tragédia.

Eu não entendo. Honestamente, é demais pra mim. Como pode uma pessoa dizer que ama, fazer juras de amor e milhares de promessas baratas e num belo dia resolver ir embora?

Vivo num constante ir e vir,
onde pra mim,
nem curvas, nem esquinas turvas,
nem aos tropeços paro!
Levanto...
Sigo cada vez mais lapidada...
mas preparada pra chegar onde eu quero

Eu sempre dei 100% de mim. Não consigo fazer as coisas de outra forma.

Talvez lembre de mim como uma mulher vivida, descolada, que lida bem com relações descartáveis, logo eu que odeio copos de plásticos, canudinhos, tudo que não dure.

Se depender de mim, vocês, jornalista, irão esgotar os adjetivos do dicionário.

O perigo de mim é que me entrego, me dou, me mostro de ponta cabeça, de todos os lados...o perigo de mim, é que quando desisto não tem jeito.

⁠Tive vergonha de mim próprio quando percebi que a vida é uma festa de máscaras e participei com meu verdadeiro rosto.

Desconhecido

Nota: Citação atribuída a Kafka, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

Não amei o mundo, nem ele a mim;
Não bajulei seu ar vicioso, nem dobrei
Aos seus idólatras o joelho do sim.
Meu rosto não abriu risos ao rei
Nem repetiu ecos; a turba, eu sei,
Não me inclui entre os seus. Vivi ao lado
Deles, porém sem ser da sua grei;
E à mortalha da sua mente atado
Estaria se não me houvesse precatado.

Eu ando sem saber o que fazer.
O caos e o desespero estão tomando conta de mim,
Eu ando sem saber o que fazer.
Meu coração não me responde, parece não bater e bater mais forte ao mesmo tempo.
Eu ando sem saber o que fazer.
Minha consciência entrou em estado de pré-óbito.
Eu ando sem saber o que fazer.
Com a multidão vem o desespero, e com o silêncio vem o pânico.
Eu paro sem saber o que fazer.
Nada funciona, nada parece dar certo.
E eu não sei mais o que fazer.

Às vezes esqueço de mim
Um esquecimento tímido e modesto
Que vem me inundando, me preenchendo
E quando vejo, sou apenas metade do que era

Às Vezes esqueço de mim
E os segundos passam tão lentamente
Que posso parar para refletir
Sobre as nuâncias do tempo

Às Vezes esqueço de mim
E mesmo conciente deste fato
Convenço-me de minha natureza humana
Falha e egoísta, falsa e irônica

Sim, eu às vezes esqueço de mim
E de minha fragilidade
Às vezes esqueço de mim
Só para lembrar, mais uma vez

De ti

Uma verdade sobre mim: Minha paciência sempre é a primeira que morre.

Soneto

Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.

Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.

Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.

Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.

Botão Off


Desligar-se do mundo por uns dias, ter um bom tempo só pra mim.
Preciso dar ordem na minha cabeça, antes que seja tarde. Quem manda em mim finalmente? Acho que eu mesma. Portanto é de mim que vou cuidar por um bom tempo, é por mim que vou fazer o melhor, é por mim que tenho que lutar e não esperar respostas de ninguém.
A família, os sentimentos mais frágeis, amigos, responsabilidades, metas a atingir. Está tudo bagunçado, e a única a poder reorganizar tudo isso sou eu. Ah, e logo eu que sou tão perfeccionista, que ironia do destino.
Nada esta como o planejado, será que por erros cometidos no passado? Eu tenho isso pra mim como amadurecimento. Errar é quando pisamos na bola e não aprendemos com isso.
Paz de espírito é tudo que minha alma precisa para poder por tudo em ordem novamente.
Quem precisa de mim, mais do que eu mesma?