Matei Voce dentro de Mim
O princípio de TODA compreensão histórica e sociológica é o amor ao próximo, incluindo a preocupação pessoal com o seu destino eterno. Ignorando isso, o estudioso não se coloca na posição real de indivíduo humano concreto, mas na de um observador divino hipotético, na qual toda a sua visão da realidade histórico-social se reduz a uma dança de estereótipos.
"Queria saber porque tinha que ser assim? Porque cada um foi para um lado assim, de repente? Porque tudo que eu olho, eu lembro da gente? Porque até em meus sonhos eu vejo você sorrindo pra mim? Não queria ter visto você naquela situação, doeu mais em mim do que você imagina!
não queria que você passasse por isso novamente, mas infelizmente não sou eu que faço suas escolhas. Lembra de nós no seu quarto, escuto e quieto, só eu e você!
se for pra ser, não vai ter jeito, o destino vai juntar, aí você vai ter que me aguentar!
lembro dos nossos momentos, tão únicos!
sua mão percorre meu corpo, sua boca encosta na minha, seu corpo se enrosca no meu.
Que saudade de você, meu Amor. Estou cuidando de ti, de longe, mas estou! ❤
#Vitoria de Souza ... ❣️❣️❣️
Há muitos trechos bíblicos difíceis de serem entendidos: sugerem uma ideia e é outra completamente diferente. Daí, o cuidado na hora de interpretá-los deve ser redobrado (21.03,17).
MATURIDADE
Ednaidegp
A gente pensa que quando chegamos a certa idade, não voltamos a passar por certas coisas, que “jamais” voltaremos a cometer os mesmos erros do passado, acreditamos que a experiência de longas datas de vida nos dar essa imunidade. Será?
Seriamente, olhando por outro ângulo vejo o contrário, percebo que é exatamente nesse estágio a permissão de voltar atrás com maior intensidade, nos damos o “luxo” de dizermos e entendermos o quanto vivenciamos várias histórias, fazemos jus de uma caminhada que está numa trajetória para o fim... Mas o fim do que? Certamente por um fim na ilusão da perfeição.
A maturação é a segurança de nossas prioridades, erramos e repetimos quantas vezes for necessário, pois perdemos o medo e a ingenuidade de como somos visto pelo o “outro” para valorizarmos como somos visto por “nós mesmos”. Deixamos de ver como os outros e enxergamos pelos outros... Colocar-se no lugar alheio é no mínimo o respeito às diferenças e é por sermos um ser singular que fortificamos o direito de errar.
Quais nossas limitações? Até onde podemos ir? Vencer nosso ego permitir-se apreciar o que não sabemos por que ainda podemos aprender, não nascemos sabendo de tudo e não vivemos numa ignorância absoluta, todos os dias aprendemos, todos os dias temos a chance de mudar, reconhecer.
Cada aprendizagem, por menor que seja ajuda-nos a ultrapassar o número de páginas de um livro de papel à autenticidade das páginas do livro da vida.
Mudança
Será que foi eu quem me perdi nessa mudança ou foi a sua mudança quem me perdeu?
Será que eu estava dormindo
Ou foi o sonho quem morreu
Eu só sei que eu vi tudo partindo
Quando aquela multidão desceu
Tinha muita gente cantando
E muita gente fingindo
O menino já vinha chorando
E a mudança estava tinindo
Será que foi eu
Quem ficou para trás
Ou foi o sol quem se escondeu
Eu só sei que roubaram
A minha paz
E tudo o que a gente viveu
Será que foi eu
Quem esperava demais
Ou foi o claro da manhã
Que dessa vez escureceu
Eu só sei que nunca mais
Eles foram os mesmos
E a ninguém mais ele obedeceu
Escondeu de mim o cais
E aquela bala de hortelã
Será que foi o destino
Com cara de gente grande
Pensou que a gente era menino
Dizendo olha pra frente e ande
Eu só sei que foi bagunça
Muita luta saiu fumaça
Ali eu conheci sua dança
Mas hoje por você eu perdi a graça
Pelo tamanho da muamba
E o teor da desgraça
Mudança esquisita
Pra quem esperava ser diferente
Se não houvesse os parasitas
Pra impedir que meu barco
Remasse sempre pra frente
Mas nem sempre é o que se quer
Tem sempre uma moda
Uma linha torta e aflita
Nessa mudança marota
De quem come a soda
Palita os dentes
E depois arrota.
Cortesia
Não quero te ver triste assim
Tristeza assim não combina
Não quero que seja teu fim
Acabar tão triste, menina,
Eu quero te ver sorrir
Eu quero te ver correr
Não quero que façam por mim
O que eu não consegui por você,
Mas me leva na tua gandaia
E me deixa apagar teu facho
Me dá um nó em tua saia
E me leve no teu requebrar,
E quando você sai
E eu não te acho
Não sei o que será de mim
Seu riso corta como uma navalha
E sua boca fala como um arlequim
Não quero te ver tão louca
De louco já basta eu
Não quero te ver tão rouca
De tanto me chamar de seu,
E quando eu beijar a sua boca
Já pode vir buscar o que é teu
Antes que eu saio de touca
Antes que eu viro um ateu
Menina linda de lança
Prazer o meu nome é confiança
Se eu te pego de jeito eu te laço
E no seu dedo
Eu coloco uma aliança,
Depois eu te aperto
Com o meu abraço
E pra sempre
Vai ficar na lembrança,
Porque é tão forte
O nosso passado
É um elo feito de aço
E por sorte
Me tem amarrado.
Sina
A estrada era longa
E parecia nunca chegar
Os olhos distantes
Eram aqueles faróis
Que a noite carregava
Como se o dia nunca fosse raiar,
E o vento era como os pneus
A correr macio no asfalto
É como se a brisa nunca existisse
E só o barulho pudesse escutar,
E assim entrei na madrugada
Correndo sem sair do lugar
Olhando ao meu lado
Quem sofria em disparada
E os meus olhos com sono
Já queriam fechar,
Como se perdessem o trono
E quisessem repousar.
É Tudo Que Eu Vejo
Eu vi tanta gente crescendo
E tanta gente morrendo
Vi tanto rio secando
E tanto peixe correndo,
Vi tanta água se acabando
E tanta multidão apressada
Algumas lutando por quase nada
E outras por tão pouco
Levando quase tudo,
Vi mistério gritar como surdo
E tanta promessa
Ser feita no escuro,
Vi tanta lógica perdida no fundo
E tantos rabiscos tortos
Na parede do muro,
Vi tanta bestage
E tantos outros corpos
Fazendo parte
Da mesma estalagem
Eu vi midingo correndo
Sem ter pra onde ir
E tanta coisa ele querendo
Sem saber como conseguir,
Por exemplo um pão
Pra ele estar comendo
E uma cama pra ele dormir
Tudo isso eu vejo
Todo dia com frequência
Lhe falta carinho,
Um abraço e um beijo
Lhe falta ternura
E pra quem te olha a decência,
Pra uma só criatura
Que já padece pedindo clemência
Eu já vi de tudo nessa vida
Coisas até que os meus olhos
Não queriam enxergar,
Tanta coisa estranha
Num só lugar
Todo dia me apanha
E me leva
A outra maneira de pensar,
Porque os meus olhos
Já não querem ver mais
Tanta treva
E tantas formas de penar,
Tanta loucura que só nos leva
Para trás
Nos deixando perdidos na relva
Naquele abandonar,
De quem diz adeus
E até nunca mais.
Ideal
Toda estrada chega
Em algum lugar
Todo pé alcança
Onde quer pisar,
Mas é preciso
Um bucado de intuição
Uma certa locura
Um certo penar,
Vestígio de quem não luta
É o pó que escurece um coração
Como canção esquecida na gruta
Composta pra solidão
Todo estrada chega
Em algum lugar
Todo pé alcança
Onde quer pisar,
Apesar de toda sorte ser cega
E o teu corpo já cansar
Enquanto ela dança,
É sinal que as vezes
A vida escorrega
Por isso é preciso acreditar
Que um dia a gente alcança
Que o medo
É o paradigma de tudo
Quando se faz por prazer
Ou deseja profundo,
Apesar de ainda estar cedo
Muito se tem pra fazer
Apesar das dores do mundo
E também alguns credos
Caminhar sem olhar para trás
Sonhar como nunca jamais
Ideal é a lógica pra seguir
E fė pra se ter muito mais,
Nada do que foi ontem
Hoje será
Os dias nunca foram iguais
Mas nem por isso vão diminuir
Toda estrada
Chega em algum lugar
Todo pé alcança
Onde quer pisar,
Que a luta é vista como escada
Pra quem tem o dom de amar
Pois louco que é louco balança
E o resto é maneira de falar,
Lucidez é pura vaidade
Pra quem tá sem rumo
Procurando alguém pra abraçar
Rodando toda a cidade
E tantas vezes
Perdendo seu prumo,
Vivendo por acreditar
E nunca escondendo a verdade.
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