Matei Voce dentro de Mim
Eu desisti rem, eu desisti sim isso era um fardo grande de mais para mim, as minhas mãos são tão pequenas que eu deixei tudo correr pelos meus dedos sem sobrar nada.
E oque é que você sabe? Me fala, oque você sabe sobre mim? Esse é o tipo de pessoa que eu sou! Eu não tenho força nenhuma mas eu quero ter tudo, eu não sei de nada mas sonho o tempo todo, não tem nada que eu possa fazer mas eu sofro atoa.
Eu me odeio, tudo que eu sei fazer é falar e tentar me aparecer quando ma verdade eu não sei fazer nada, eu nunca faço nada mas eu sei reclamar mais do que todo mundo. Quem eu acho que sou? É incrível eu conseguir viver assim sem ter vergonha de mim mesmo, não é verdade?
Eu sou o vazio, não tem nada dentro de mim, eu sei disso, e isso é tão óbvio, eu sei que é.
Antes de vir até aqui, antes de entrar nessa situação você tem ideia do que eu fazia? Eu não fazia nada, eu nunca fiz nada. Todo aquele tempo, toda aquela liberdade eu podia ter feito qualquer coisas mas eu nunca fiz nada. Esse é o resultado, oque sou agora é o resultado. Toda a minha fraqueza, toda a minha incompetência, isso é fruto do meu mau-caratismo rem, tentando fazer alguma coisa quando eu nunca fiz nada isso é passar os limites da arrogância sabia?
O preço do meu ócio e dos meus hábitos errados acaba com toda nossa vida. Isso mesmo, eu não tenho caráter, mesmo achando que ia conseguir viver aqui nada mudou, não foi? Eu não tava tentando ficar mais forte, nem tava tentando consertar as coisas eu só tava fazendo cena, tentando me justificar mostrando que eu tava tentando e que eu não tava parado sem fazer nada. Eu queria falar que não podia fazer nada, eu queria que me falassem que eu não tinha nada pra fazer, eu só queria levar o meu corpo ao limite para que isso fosse possível.
Mesmo quando você tava me ajudando a estudar eu só tava tentando esconder a vergonha toda que eu sentia. No fundo eu não passo de umonte de lixo covarde e imundo que está sempre preocupado com que os outros vão acabar pensando de mim e nada, NADA sobre mim mudou. Eu sabia disso desde o começo que tudo isso era culpa minha, eu sou mesmo um inútil e eu me odeio muito.
Aqui estou eu de novo, encarando a mim mesma e ainda tentando entender por que estou aqui — novamente.
Querendo expressar o inimaginável, querendo dizer o que não sei como dizer. Tentando buscar letras, formar palavras que ainda não fazem sentido.
Será que minha expressão seria arte? Uma música, uma dança desleixada, uma poesia solta… ou talvez a junção de todas elas? Dançando sobre o solo, cantando em forma de poesia o que sinto — leve, e ao mesmo tempo tão pesado.
Agora me diga: será que, ainda assim, você conseguiria entender? Saberia como me acompanhar, sem me achar lunática, sem me ofender de alguma forma? Ou agiria como muitos — apenas normalmente?
Escreva!
Textos que posto não são só para mim,
embora eu não ligue se lhes interessa.
Eu escrevo mesmo sem estar afim.
Eu escrevo mesmo quando estou com pressa.
Meio estagnado, antes me sentia
e já nem lembrava de meu ideal.
Distraído, vi que algo me impedia,
me impedia de ver meu potencial.
Esse algo era a falta de planejamento.
Planejar me faria ir mais além,
não trocar a vida por um só momento,
nem viver tentando impressionar ninguém.
Escrever me ajuda a me planejar.
Dia-a-dia, ideias ou pensamentos.
Quando estou em dúvida, eu devo voltar
e releio trechos de alguns momentos.
A ideia é fazer com que você, leitor,
compreenda a mensagem que estou trazendo.
Escrever não vai tirar a sua dor,
mas te faz entender por que está sofrendo.
Busque suas formas de reflexão.
Escrever ajuda a se aprimorar.
Quando estou confuso ou sem motivação,
essa é minha forma de me concentrar.
Só estou expondo meu ponto de vista.
Quando estive mal, foi isso o que eu fiz.
Só mantive o foco, fui otimista.
E escrever sobre isso me deixou feliz.
vira-lata
mesmo sem carne,
roo o osso —
rosno
para mim.
mostro os dentes —
ninguém encosta.
curvo, cavo,
te enterro.
quebra os dentes,
não enche estômago.
tutano egóico,
só por ser meu.
Hoje, eu decido voltar para mim.
Depois de tantas esperas, silêncios e gestos que nunca vieram,
hoje eu paro de procurar fora o que sempre mereci dentro:
respeito, presença, delicadeza, reciprocidade.
Fui ficando em silêncio por medo de perder,
quando, na verdade, eu estava me perdendo.
A cada não dito, a cada gesto ignorado,
a cada vez que eu quis ligar — e não pude —
um pedacinho meu ficava mais longe de mim.
Mas agora, não mais.
Não é que eu deixei de amar.
É que comecei a me amar também.
E isso muda tudo.
Percebi que o que me machuca não é a ausência de lembrancas fisicas.
É a ausência de significado por trás disso.
É a ausência de presença.
É a ausência de mim na vida de alguém que esteve inteiro na minha.
Eu me entreguei. Me doei.
Esperei sinais, aceitei migalhas, li entrelinhas.
Mas agora, eu leio meu próprio coração.
E ele grita por mim.
Hoje, eu volto para mim.
Para a mulher que cuida, que sente, que merece ser cuidada também.
Para a mulher que não quer viver de "quases",
mas de inteiros.
Se alguém não sabe me amar, tudo bem.
Eu sei.
E vou recomeçar — daqui, de dentro, com calma e verdade.
Porque eu sou minha. E isso… basta.
Hoje, eu volto para mim.
E não me deixo mais sozinha.
Ensinar matemática é, para mim, mais do que transmitir fórmulas ou resolver equações. É plantar sementes de lógica, raciocínio e confiança. É um privilégio guiar os passos de quem, no início, muitas vezes se vê perdido entre números, mas que aos poucos começa a enxergar padrões, soluções e possibilidades.
Vocês não precisam se lembrar de mim
Nem ao menos do que eu fiz
Lembre-se dos ensaios arrogantes
De todas as vezes que errei
Não se lembre do meu esforço,
Hoje não quero ser herói,
Menos ainda morar nos holofotes.
Da vida quero pouco,
Quero quietude.
Não se lembre de mim, por favor.
Me deixe aqui, no escuro, sozinho.
Às vezes inspirando o ar do alívio,
Mas quase sempre suspirando desespero.
Me deixe aqui, onde estou.
Onde decidi desistir...
Não da vida, mas de tentar ser tão feliz.
Estou bem, melhor assim:
Num canto, sempre pensante,
Sempre longe.
E sempre que me enxergar tão fora daqui,
Saiba que estou em uma convenção,
Sentado à mesa, com varios de mim.
Devorando o pouco que me resta.
“Quando compreendi que sou eu quem determina a força e o poder que o outro tem sobre mim, descobri um lugar onde ninguém mais pode me ferir: dentro de mim mesma.”
“Eu reconheço: o poder que o outro tem sobre mim vem de mim. Hoje, escolho recolher tudo o que entreguei sem perceber. Onde antes havia ferida, agora há limite. Onde antes havia dor, agora há presença. E nesse reencontro comigo, ninguém mais pode me ferir.”
Se não vier de ti a
atitude esperada,
que de mim parta
a decisão do adeus.
A vida é feita de
escolhas, partidas
e novos caminhos.
E eu não fui feita
para esperas.
– J.
Agora quero ver tudo. E embora nada do que entrar fará parte de mim quando entrar, após algum tempo tudo se juntará lá dentro e se fundirá em mim.
Dia dos Namorados
Pra mim, é um dia normal, pois não muda nada.
Solteiro, mas não sozinho.
Sempre apaixonado, mas nunca desesperado,
pois, no dia certo, eu acho aquela pessoa pra mim.
Conheço um não agora,
mas a vida ainda vai…
Como um pássaro, sempre voa,
mas, um dia, vai fazer seu ninho.
Esse olhar apaixonado de um cão, que me cuida…
Gruda em mim, sempre atento, para saber se estou bem.
Não é apenas cuidado, é amor que transborda em mim…
Incondicional, puro, sem pedir nada em troca.
Talvez seja simples, mas é profundo e verdadeiro…
Um olhar que diz ‘eu te amo’, sem precisar de palavras.
É o amor que flui livremente, sem barreiras…
Um sentimento que me envolve, me aquece e me completa.
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