Matei Voce dentro de Mim
"Alguns amores não permanecem ao nosso lado, mas permanecem para sempre dentro de nós, convertendo a própria saudade em uma forma superior de beleza."
O NATAL DENTRO DE NÓS.
Pelo Espírito: Catarina Labouré / Irmã Zoé.
Momento abençoado e bendito,que visita as criaturas em seus corações empalidecidos e calejados pelas dores atrozes,numa desesperança alimentada dia-a-dia...
Na divisão do calendário de outrora,para aniquilar os deuses ignóbeis e desajustados que já não serviam mais como consolo para a humanidade,eis que surge na mente gregoriana deste mesmo, apontar a brilhante estrela de belém no nascediço de Nosso Senhor Jesus Cristo,num solstício quando o mesmo mais se destacava das estrelas mais fulgurantes à cantar as maravilhas porvindouras do Rei dos reis.E para calar a voz das idolatradas pedras mortas e voltar os corações humanos à personalidade real do pequenino de Belém,marcou-se uma data para ele evarmo-nos em alto e em uníssono fraternal a capacidade de amar no perdão.Neste dia,tão imantado já de luz por mais de dois mil anos,Jesus tem refeito muitos,operando verdadeiros modos, voltados ao bem,retornar à casa Paterna celestial!
Ainda não se tem uma confirmação exata sem se correr o risco do anacronismo para o dia do seu nascimento,tanto quanto para o de sua aparente morte,mas o que se salienta é que ele aqui veio,misturou-se por entre os mais pobres,pecadores e adoentados e aos sorrisos admoestou que:
- Meu Pai trabalha até hoje e eu também!
O seu nascimento dividiu a história,sem precisão numérica,mas sim numa imposição meiga de amor tão peculiar de si.Recorria à simplicidade da terra levando-nos à singeleza do universo.
Nasceu o pequenino numa humilde posição ignorado por muitos numa estrebaria ou numa gruta que seja,mas em meio ao vínculo de carinhosos pais terrestres,aquecido pelos bafejos de animais e das palhas,recebeu como impulso para a data presente,ouro,mirra e incenso,que a Providência Divina o presenteou na figura afável dos três reis magos,que saíram de longe para antes dos presentes dizerem: - Nós viemos adorar o menino!
Baseado nesta prisca passagem,reflitamos nos dias de agora!
O valor natalício preponderante no comércio se antepõem às adorações pelo reconhecimento infinito para com este que tem que ser nascediço diário em nossas vidas.Não nos é pedido ou imposto que paremos de nos unir à mesa,até mesmo porque nos reportamos em família à imagem sagrada da Santa ceia,mas nos é pedido mormente,que o aniversariante seja honrado primeiro e concluímos,para depois,a pecaminosa glutonaria enfim!Tal visão é tão real,que depois surgem dietas para se livrar dos toxinas alimentares!
Jesus veio ao mundo,ainda está nele,estará sempre,porque bem poucos do mundo vão em sua direção.O simbólico natal vem trazendo ele de volta para fazer morada nesta gruta tão escurecida e funda do nosso coração!
O menino jesus,não se mantém assim,mas se o amarmos assim,todos cearemos com ele neste dia porque ele cresce no cerne daqueles que o amam.
A palavra da cruz é a mesma da manjedoura,pois nos dois acontecimentos lágrimas e sangue foram vertidos.Só não nos detenhamos nas profundas tristezas pois que o messianismo nos é dado de presente mergulhado em plenitude de vida imorredoura!
Que o natal nos seja leve e suave,mas que façamos por sentir esta energia transcendental que viaja o cosmos a atingir os corações estalajadeiros que vibram na mesma faixa de dentro de si para receber tamanha visita magnânima!
Contudo que esta mesma característica perdure aos confins dos séculos,porque também não se tarde o ano novo que tantos se mostram afetados pelas desilusões e não obstante fazem planos pelo que vem,mas não desanimemos com os primeiros solavancos,estes são as dores do parto que logo se amenizará na meiguice do anjo que Deus nos presenteia.
Irmãos,não nos debatamos por datas que só existem porque a matéria existe,mas nos unamos mutuamente pois a angelitude da supremacia da Belém de outrora,antes já amava o mundo.Agora este "menino" nos trás o valor que devemos dar à matéria neste dia e que possamos também dizer:
- Nós viemos adorar o menino!
Um feliz natal,votos propensos de paz para o ano novo
que assim seja!
QUANDO A TEMPESTADE ESTÁ DENTRO DE NÓS.
Autor: Marcelo caetano Monteiro.
O episódio narrado em Mateus 8:23 a 27 não descreve apenas uma tempestade sobre as águas da Galileia. Ele retrata, sobretudo, as tempestades que atravessam a alma humana. A embarcação é a própria existência. O mar representa as circunstâncias mutáveis da vida. Os ventos simbolizam as provas, as perdas, as enfermidades, os conflitos familiares, as decepções afetivas e as angústias que, por vezes, parecem querer afundar nossas esperanças.
Os discípulos não eram homens inexperientes. Muitos deles conheciam o mar desde a infância. Contudo, diante da violência dos elementos, perderam a serenidade. A experiência humana ensina algo semelhante. Há momentos em que o conhecimento, a posição social, a cultura e até mesmo os anos de vivência parecem insuficientes diante de determinadas dores. Nessas ocasiões, o medo fala mais alto que a razão.
Jesus dormia.
Esse detalhe, aparentemente simples, possui extraordinária profundidade filosófica e espiritual. Enquanto os discípulos se desesperavam, o Mestre permanecia em paz. Não porque ignorasse o perigo, mas porque possuía plena confiança nas Leis Divinas.
Sob a ótica espírita, Allan Kardec nos ensina que nada ocorre fora das leis sábias e justas de Deus. As dificuldades não são acidentes sem propósito. Elas constituem instrumentos educativos destinados ao progresso do Espírito. Quando a tempestade surge, ela não vem para destruir-nos, mas para revelar-nos.
Muitas vezes acreditamos que o sofrimento é o problema. Entretanto, frequentemente o verdadeiro problema é a forma como reagimos a ele.
A psicologia contemporânea observa que a mente humana possui uma tendência natural à antecipação catastrófica. Antes mesmo de o pior acontecer, imaginamos cenários ainda mais dolorosos. Criamos tempestades mentais maiores que as tempestades reais. O Evangelho demonstra exatamente esse mecanismo psicológico. O mar estava agitado, mas o desespero dos discípulos era ainda maior que as ondas.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec esclarece que a fé sincera produz uma espécie de força moral capaz de sustentar o indivíduo durante as provações. Não se trata de uma fé cega, mas de uma confiança racional, edificada sobre a compreensão das leis espirituais.
No cotidiano moderno, quantas vezes repetimos o grito dos discípulos.
Diante das contas que se acumulam.
Diante da enfermidade inesperada.
Diante da ingratidão.
Diante da perda de alguém amado.
Diante das crises familiares.
Diante da ansiedade que silenciosamente consome as forças emocionais.
Em todos esses momentos, o pensamento parece gritar.
"Senhor, estamos perecendo."
Todavia, a resposta permanece a mesma através dos séculos.
"Por que tendes tanto medo."
O ensinamento não condena o sofrimento humano. Jesus compreende a fragilidade dos homens. O que Ele procura despertar é uma consciência mais elevada, capaz de enxergar além da tempestade momentânea.
A antropologia demonstra que todas as civilizações criaram símbolos relacionados à travessia das águas. O mar sempre representou o desconhecido, o risco e a transformação. No Evangelho, essa simbologia alcança seu significado mais profundo. A travessia não é apenas geográfica. É espiritual. Cada ser humano atravessa mares interiores para alcançar maior maturidade moral.
Sob a visão espírita, a calma de Jesus também nos recorda a imortalidade da alma. Quando compreendemos que a vida física é apenas um capítulo da existência, muitos dos temores que nos paralisam começam a perder força. As ondas continuam existindo, mas deixam de possuir o poder absoluto que imaginávamos.
Léon Denis observava que a confiança em Deus não elimina as dificuldades, mas transforma nossa maneira de enfrentá-las. O indivíduo equilibrado não é aquele que nunca encontra tempestades. É aquele que aprende a conservar a luz interior mesmo quando os céus parecem escurecidos.
A verdadeira calmaria começa antes da transformação das circunstâncias externas. Ela nasce quando o Espírito decide não entregar o leme da própria consciência ao medo.
Talvez a maior lição desse episódio seja esta.
O Cristo não prometeu ausência de tempestades.
Prometeu presença durante elas.
E quando a presença do Mestre é sentida na intimidade da consciência, os ventos podem rugir, as ondas podem crescer e as noites podem parecer intermináveis, mas a embarcação da alma continua seguindo em direção ao porto seguro do progresso e da renovação.
"Quem aprende a confiar nas Leis Divinas descobre que nenhuma tempestade é eterna e que toda madrugada nasce para aqueles que perseveram na travessia."
Fontes:
O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XIX. A Fé Transporta Montanhas.
O Livro dos Espíritos Questões 115, 132, 625 e 872.
A Gênese Capítulo II.
Depois da Morte - léon Denis.
O Problema do Ser, do Destino e da Dor - Léon Denis.
Bíblia - Novo Testamento.
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A ESTÓRIA DO PÁSSARO VIVO OU MORTO DENTRO DA MÃO.
Marcelo Caetano Monteiro.
A história do "pássaro vivo ou morto" é uma famosa parábola sobre sabedoria, responsabilidade pessoal e livre-arbítrio. Ela narra o encontro entre um jovem astuto e um sábio idoso.
A História
O Desafio: Um jovem, querendo desmoralizar um sábio conhecido por nunca errar, captura um pequeno pássaro vivo e o esconde entre as mãos.
O Enigma: O jovem aproxima-se do sábio e pergunta: "Mestre, o pássaro que tenho na mão está vivo ou morto?".
A Armadilha: O rapaz planejou a resposta: se o sábio dissesse "vivo", ele apertaria o pássaro para matá-lo; se dissesse "morto", ele o libertaria. Em ambos os casos, o sábio erraria.
A Resposta Sábia: O sábio, com serenidade, olha para o jovem e responde: "O pássaro está como você quiser que ele esteja. O destino dele está nas suas mãos".
Moral da História
Responsabilidade Pessoal: A história ilustra que o nosso futuro, ou a vida de um projeto/sonho (o "pássaro"), depende das escolhas que fazemos, e não da sorte ou de terceiros.
Livre-Arbítrio: Temos o poder de escolher cuidar e dar vida (abrir a mão) ou destruir (apertar a mão).
Sabedoria: A verdadeira sabedoria não é apenas saber a resposta, mas compreender as consequências e a responsabilidade das ações.
Essa fábula é frequentemente utilizada para ensinar que somos autores de nossa própria vida.
O Livro dos Espíritos » Parte Terceira - Das leis morais » Capítulo X - 9. Lei de liberdade » Livre-arbítrio
843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”
844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”
O "LOUCO":
Aparentemente, todo mundo é "normal".
Dentro da cabeça, todos carregam uma loucura única.
Vivemos em uma sociedade hipócrita que ostenta máscaras de normalidade, enquanto oculta as loucuras reais que habitam cada um de nós.
Fingem, fingem e fingem a cada dia. Vêem um "louco" dançando na rua e o julgam como "anormal", mas, dentro do seu quarto, em quatro paredes, se entregam à sua própria dança, imersos em suas próprias "loucuras".
Sentem vergonha quando alguém é verdadeiramente si mesmo, mas fingem ser o que não são, movidos pela vergonha de se aceitarem como realmente são.
Criticam alguém como "inconveniente", mas o verdadeiro incômodo está em não se aceitarem por inteiro.
Sofrem de "vergonha alheia" ao ver alguém ser verdadeiro, mas têm vergonha de ser quem realmente são.
Julgam o próximo como "louco" por não entenderem sua essência, mas é o "louco" quem entende o verdadeiro motivo de ser julgado. Quem, então, é realmente "louco"?
Para os outros, ele é estranho, mas para si mesmo, ele é apenas alguém que se permite ser. Quem, então, é realmente "louco"?
Tem medo de ser você mesmo, mas quem é "louco"?
Tem medo do que os outros vão pensar, mas quem é "louco"?
Não sabe o que está fazendo neste mundo, mas quem é "louco"?
Tem medo de ser rotulado de "louco", mas quem é "louco"?
Enquanto os outros fingem ser "normais" para o mundo, os "loucos" são simplesmente quem realmente são, vivendo o que são por dentro, sem esconder nada.
" E tudo aquilo que permanece encarcerado dentro do espírito acaba retornando mais tarde sob a forma de ansiedade, angústia ou vazio existencial.
Por isso, quando a emoção agonizar dentro de você, não a humilhe.Não a trate como inimiga."
" Quando o sofrimento nasce dentro do próprio lar, quando a frieza brota daqueles que receberam colo, alimento, renúncia e amor, a alma experimenta uma das mais profundas provas morais da existência terrestre. "
A ciência é extraordinariamente útil dentro dos limites que lhe são próprios. O cientificismo é a ilusão de que esses limites não existem, e é dessa ilusão que nasce a arrogância travestida de inteligência.
Às vezes, a "bagunça" que sentimos por dentro é o material que Deus usa para construir algo novo é extraordinário.
Noites a dentro
Arquiteto da noite,
Escritor da lua,
Construtor rei do silêncio,
Bússola de corações apaixonados.
De dentro pra fora fui recomeçando,
Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,
Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,
A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.
Da janela para fora, a calmaria, a beleza da floresta e as promessas,
De dentro da janela, a paz interior, o controle das ações e a busca por um amor.
"Estou disposto a perdoar uma mentira, mas não estou preparado para viver dentro dela."
(FURUCUTO, P. D., 2026)
As vezes is monstros vivem dentro da nossa própria casa.
Mas á quem fale ,que o monstro é gente boa,que não faz mau a ninguém.
Nunca acreditem nessa história, tentam sempre ver o lado que está falando.
As vezes a verdade aparecem,mais muitos não querem acreditar.
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