Matei Voce dentro de Mim
Atravessa o deserto, onde o sol impõe a sede e o medo,
mas ela traz um oásis pulsante dentro do peito.
É guerreira que guarda a luz como um segredo,
fazendo do árido caminho um lugar de respeito.
-------- Eliana Angel Wolf
O maior campo de batalha está dentro da mente. Quem não pensa por si mesmo acaba sendo controlado pelas forças do medo, da dúvida e da inércia. O “diabo” não é um ser, mas o hábito de viver no automático, sem propósito e sem coragem de decidir. A liberdade começa quando você domina seus pensamentos e escolhe agir com consciência. Cada ideia cultivada molda o destino. Quem governa a própria mente, governa a vida. A chave está em disciplinar o pensamento e transformar medo em ação aí nasce o verdadeiro poder.
Há um ponto silencioso dentro de cada ser humano onde a verdade sempre esteve intocada pelas máscaras, imune às distrações, alheia às ilusões que o mundo insiste em vender.
Não é sobre rebeldia vazia… é sobre lucidez.
É sobre abrir os olhos quando todos preferem dormir.
Viver de verdade começa quando você percebe que a maior prisão não está fora, mas dentro: nas crenças herdadas, nos medos aceitos, nas rotinas que anestesiam. O mundo moderno oferece entretenimento constante não para te expandir, mas para te manter ocupado o suficiente para nunca se questionar.
Consciência exige desconforto.
Exige encarar a própria sombra sem fugir.
Exige assumir responsabilidade total pela própria existência.
Exige abandonar a necessidade de aprovação.
Viver consciente é parar de reagir no automático e começar a agir com intenção. É observar seus pensamentos como quem observa o céu sem se confundir com as nuvens passageiras. É perceber que a maioria das escolhas que você faz não são suas… foram programadas.
E então, pouco a pouco, você começa a se libertar.
A cada dia vivido com presença, você retoma um fragmento do seu poder.
A cada ilusão que cai, sua visão se torna mais clara.
A cada distração que você recusa, sua essência se fortalece.
Não se trata de se afastar do mundo, mas de não ser dominado por ele.
A verdadeira liberdade não está em fazer tudo o que se quer, mas em não ser escravo de nada nem dos próprios desejos, nem das expectativas alheias, nem das narrativas impostas.
A luz, nesse caminho, não é conforto. É clareza.
E clareza transforma.
Viver de verdade é estar desperto enquanto o resto do mundo sonha.
É escolher consciência quando seria mais fácil se perder.
É lembrar, todos os dias, que existir não é o mesmo que viver.
E que viver… exige coragem.
O sujeito contemporâneo procura fora aquilo que só pode ser erguido por dentro — e, nessa busca, corrói justamente a capacidade de construir. Cada tentativa externa enfraquece o gesto interno, num ciclo que se alimenta de si com precisão implacável. Quanto mais procura, menos encontra; quanto mais acumula, menos sustenta. Não por falta de recursos, mas por abandono do único lugar onde algo, de fato, poderia nascer.
O sujeito fragmenta-se por dentro para sustentar, por fora, a aparência de coerência. Essa é a matemática silenciosa da modernidade: negocia-se a interioridade para exibir uma superfície sem fissuras. Quanto mais íntegra parece a imagem, mais repartido está o íntimo. E o preço dessa unidade aparente não é pequeno — é a perda gradual daquilo que, longe dos olhos, deixava de ser encenação para ser vida.
O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no silêncio do que sinto, guardo no peito esse amor por você como minha única certeza.
Não existe lugar melhor no mundo do que dentro do seu abraço. O nosso amor é lindo e eu só sou feliz se você ficar aqui, pertinho de mim.
Autossabotagem
Existe um tipo de queda que não acontece de repente.
Ela começa dentro da própria mente.
A pessoa duvida de si, cria fantasmas, alimenta inseguranças
e, pouco a pouco, começa a destruir aquilo que poderia ser bom.
Mas a autossabotagem mais triste não é cair sozinho.
É quando alguém, perdido dentro das próprias sombras,
tenta puxar outros para o mesmo abismo.
Nem todo conflito nasce da maldade.
Às vezes nasce do medo, do ciúme ou da incapacidade de lidar com o que sente.
Por isso, aprendi algo simples:
quando alguém escolhe se perder,
não posso permitir que leve minha paz junto.
— Sariel Oliveira
Quando as rosas se abrem ao sol, as estações mudam dentro de nós: a leveza se despede, e a vida passa a pulsar com peso e intensidade.
Linha tênue
Há uma tristeza por dentro,
querendo escapar
Mas há felicidades contidas
querendo aflorar
De um extremo ao outro,
um limite, uma linha tênue
Quem há de entender,
quando dos olhos a tristeza brotar?
Mas em seguida,nos lábios,
a felicidade aflorar?
O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?
A paz começa dentro de si mesmo: aceitar o que não podemos mudar é o primeiro passo para viver com leveza.
Não existem barreiras para a poesia, ela está dentro e fora de nós, poetas, que a absorvemos sem parar, sedentos como num deserto.
Sou arquiteta de versos
e assim dentro de minha poesia
posso colher mil estrelas
que iluminam o caminho
dos que comigo vão,
vem, junte-se a mim,
toque meu rosto
como a brisa de verão,
fazendo isso, quero que saibas,
que tocarás meu coração...
" E tudo aquilo que permanece encarcerado dentro do espírito acaba retornando mais tarde sob a forma de ansiedade, angústia ou vazio existencial.
Por isso, quando a emoção agonizar dentro de você, não a humilhe.Não a trate como inimiga."
Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.
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