Mas Sinto uma coisa muito Forte por Vc

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O passado só tem poder sobre você se a sua memória for mais forte do que a sua vontade de seguir em frente.

A gente se torna mais forte nos intervalos entre as ações, no silêncio da preparação, não no palco.

Deus não elimina as tempestades, mas garante que sua âncora interna seja mais forte que a fúria do mar.

Você é maior do que pensa, mais forte do que imagina. Quem duvida disso é o seu medo, projetando uma sombra onde a luz deveria estar.

Não espero mais que a vida seja leve, eu apenas escolho ser forte, leveza é consequência, força é decisão, e eu decidi.

Ser forte cansa, mas desistir dói mais, então eu sigo, mesmo trincado, mesmo exausto.

Se a sua confiança não for forte o suficiente para aceitar e aguentar o peso da sua dúvida sincera, talvez não seja uma convicção sólida, mas uma crença fraca, construída nas suas próprias certezas. É no momento da dúvida que a convicção se aprofunda, forçando-nos a largar as certezas superficiais para mergulhar na visão do propósito.

Sofrer não me fez forte, me fez consciente. A força veio depois, quando percebi que ninguém viria me resgatar. Foi ali que descobri que Deus não tira a dor, mas sustenta quem a carrega. E sustentar-se já é um milagre diário.

Ser forte não é resistir ao impacto, é continuar andando depois dele. É juntar os pedaços sem saber onde cada um encaixa. É aceitar que certas partes nunca mais voltarão a ser como antes. E mesmo assim, escolher existir.

Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.

O problema de ser forte o tempo todo é que as pessoas esquecem que o aço também cansa, que as vigas também rangem sob o peso da estrutura e que, às vezes, o que o herói mais precisa não é de uma capa nova, mas de um colo onde possa finalmente desabar sem julgamentos.

Há dias em que eu não quero ser forte. Quero apenas descansar de mim mesmo. Mas a vida não oferece pausa para a alma cansada. Então sigo, mesmo exausto, porque desistir nunca foi uma possibilidade que o destino me permitiu.

Não escrevo para parecer forte, escrevo porque conheço a fragilidade de perto. Entre lembranças, orações e silêncios, aprendi a transformar ausências em linguagem e a dar sentido às ruínas que encontrei dentro de mim.

Quem se controla não é frio; é forte o bastante para não obedecer todo sentimento que aparece.

Aquele alguém

Aquela voz forte, rouca que emanava daquela boca de dentes alvos, a pele morena como se queimada de sol e o cabelos grisalhos deliciosamente desalinhados, me tomaram de assalto os pensamentos, fazendo com que cada célula em mim vibrasse ao simples soar da voz.
Emudeci, pois a muito não sentia a vibração que emanou em meu corpo.
Não pude e nem quis fingir que não senti…
Me autorizo a ser, ter, fazer e sentir tudo que me faça bem ao coração e que me possa fazer expressar vida…

Fruta Caída


Aquela fruta que cresce na árvore
mas o vento forte a derruba
antes de amadurecer.


Enquanto as outras, firmes no galho,
amadurecem no seu tempo.


Ela se rompe.
Interrompida.
Começa a apodrecer.


Dispensada pelos pássaros
que se deliciam nas que ficaram,
só os fungos a comem


Mas fruta caída vira adubo.
O que apodrece no chão
alimenta a raiz da árvore.


Talvez o interrompido
não seja lixo.
Talvez seja o que faz
a próxima safra crescer mais forte.


A vida não desperdiça o que caiu.
Ela recolhe, transforma,
e faz do que apodreceu
motivo de vida nova.


Marcio Melo

⁠porque eu ainda tento? Ninguém entende meu ponto, só exigem de mim, querendo que eu seja forte. Mas eu sou forte, eu só não quero ser mais...

Acordei após sonhar com um forte abraço e um lindo sorriso, vindo em minha direção e eu me senti tão amada, tão feliz e fui beijada, com todo o fervor.
Sim. Foi um sonho e a pessoa que me abraçou, me deu sorrisos, me beijou e ficou ali...


7 de abril de 2023 14:27

No fim das contas, a gente passa tanto tempo tentando parecer forte que esquece o básico, quase infantil, quase óbvio, mas ainda assim tão difícil: abrir a boca e dizer. Dizer o que incomoda, o que pesa, o que lateja baixinho no peito como quem pede socorro sem fazer barulho. Porque tem dores que não gritam, elas sussurram. E são justamente essas que mais machucam quando a gente decide ignorar.


Eu fico pensando que amar, de verdade, não tem nada a ver com esse teatro bonito onde ninguém erra, ninguém sente, ninguém reclama. Amar é meio bagunçado mesmo, meio torto, meio cheio de pausas estranhas no meio de uma conversa que deveria fluir melhor. Amar é ter coragem de olhar pra quem está do nosso lado e dizer com uma sinceridade quase constrangedora: olha, isso aqui me doeu. Não foi grande coisa pra você, eu sei. Mas aqui dentro fez barulho.


Porque quando a gente não fala, a gente cria. E a mente, ah, ela é uma roteirista dramática. Ela inventa histórias, aumenta detalhes, distorce intenções. O que era só um incômodo pequeno vira uma novela inteira dentro da cabeça. E aí a gente começa a se corroer por dentro, como se estivesse sendo consumida por algo que poderia ter sido resolvido em uma conversa simples, dessas de fim de tarde, com um café morno e um pouco de coragem.


Tem gente que acha que amar é aguentar calada. Que é nobre engolir o choro, fingir que não viu, que não sentiu, que não doeu. Mas isso não é amor, isso é acúmulo. E tudo que acumula uma hora transborda. Não como uma poesia bonita, mas como uma ferida aberta, daquelas que já poderiam ter sido tratadas lá no começo, quando ainda era só um arranhão.


Amar, no fim, é quase um exercício diário de manutenção emocional. É perceber o pequeno antes que ele vire gigante. É ajustar o que está fora do lugar antes que a casa inteira desmorone. É escolher conversar mesmo quando dá vontade de se fechar. Porque se fechar parece proteção, mas muitas vezes é só isolamento disfarçado.


E eu digo isso como quem já ficou em silêncio quando deveria ter falado. Como quem já criou mil histórias na cabeça por falta de uma frase dita no tempo certo. A verdade é que não existe amor que sobreviva bem ao silêncio constante. O silêncio até acolhe, às vezes, mas quando vira regra, ele distancia.


Então, talvez o que realmente importe seja isso mesmo: sentar, respirar e dizer. Sem ataque, sem defesa, sem roteiro pronto. Só dizer. Porque amar não é fingir que nada dói. É ter coragem de mostrar onde dói, enquanto ainda é possível cuidar.


E se tem uma coisa que a vida ensina, meio sem pedir licença, é que sentimentos ignorados não desaparecem. Eles só mudam de forma. E nem sempre a nova forma é gentil.


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Meu galho é forte e eu já sei voar.