Mario Quintana fim e Começo
O gênio não vence por si, mas apenas sobra ou sobrevive da derrota total. Esse é o aspecto trágico da genialidade. Por isso, não se podem acusar as multidões de não compreenderem os gênios. Eles têm que ser incompreendidos (...) Só uma humanidade de gênios poderia entender os seus gênios.
Em todas as doutrinas, mesmo quando erradas, há algo de verdadeiro, não, porém, suficiente para refutá-las in totum, embora in partem.
Na verdade, na história da humanidade, quase todos os famosos ‘amigos do povo’ foram ligados aos grandes exploradores.
Todo existir tem um só vetor: buscar a perfeição do seu bem, o seu maximum de perfeição com o minimum de dispêndio.
Se o que vem a ser não é, o vir-a-ser prometeico viria do nada, e, nesse caso, o nada teria aptidão de ser, o que já lhe daria uma eficacidade e deixaria de ser nada para ser Ser. (...) Neste caso, tudo quanto se dá no Devir já é, e o Devir é o apontar do que é; é o apontar do Ser, símbolo do Ser.
A reminiscência platônica é apenas a possibilidade de atualizar, pela consciência, o anelo ao supremo Bem e aos valores hierarquicamente colocados.
Nosso desejo de alcançar um fim talvez seja, apenas no mundo do espírito, um grande desejo de fim, de termo, de destruição, de aniquilamento e não da verdade absoluta, sonhada por todos.
A autoridade, e a única que aceitamos, é a dada pelo próprio pensamento, quando em si mesmo encontra a sua validez, a sua justificação.
Assim como o homem tente para o supremo bem, tende para o supremo verdadeiro, porque não lhe satisfazem as verdades próximas que encontra, pois quer alcançar a verdade final, a verdade perfeitíssima, a verdade suprema.
O amor pode ser só amor em sua função, como também o entendimento só entendimento, e a vontade só vontade. Contudo, só há vontade humana onde há amor, e entendimento, onde há amor e vontade; só há amor onde há entendimento e vontade, porque o amor tem de nitidamente conhecer o que ama e intensamente querê-lo.
Não encontramos até hoje um único ateu que tivesse uma ideia clara e justa de Deus. O "deus" que eles concebem é uma caricatura, deformada pela imaginação e produto de leituras precipitadas em autores mal intencionados, que é atribuída aos cristãos. Chegamos até a conclusão de que não há ateísmo; há apenas uma má colocação do que seja o teísmo.
A ignorância do clero sobre matéria social é lamentável. Havendo doutrinas sociais democráticas, libertárias e totalitárias, preferem esses homens as últimas, as mais contrárias ao espírito cristão.
"Existir não é um afastar-se de ser, é um modo de ser no pleno exercício de ser, é o ente fora de suas causas."
Com símbolos, expressamos o que não poderíamos fazer de outro modo, porque, com eles, transmitimos o intransmissível.
