Mario Quintana- Brevidade da Vida

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Estraçalhamos o pão como quem fere a vida, uma lástima, pois o Consolodador habita ali.

A vida é um jogo de cartas de tarot, dessa vez interpretada por Deus e não pelos esotéricos.

A vida sempre será mais fértil para aqueles que encontram no seu próprio deserto, cântaros para saciar sua sede.

É na vida onde recebemos nossas maiores lições, para quando partirmos sentarmos ao lado do corretor e conferir o gabarito.

A vida é uma orquestra; bom regente, quem domina a linguagem.

A vida segue salgada, mesmo com o mar morto.

Ao pessimista famélico, a vida é pão dormido.

Que a nossa vida desperte no outro a alegria de viver e que a nossa partida traga lágrimas de esperança aos que devem continuar.

A vida é um hábito divino a trajar com humildade a freira chamada esperança e o monge chamado amor.

Lemos errado o livro da vida e costumamos dizer que o mundo está de cabeça pra baixo.

A vida é um curto intervalo de tempo, entre um estou aqui e um até breve.

Uma mulher é capaz de esquecer o amor da sua vida, mas jamais esquece uma ofensa.

Talvez os gênios jamais sejam reconhecidos em vida, o mais importante é que realizem seus desejos.

Quem precisa de um terço para ser inteiro só enxerga a profundidade da vida ao professar jaculatórias.

Quem fecha os olhos para a vida não admira a paisagem do caminho.

Sentimo-nos a plenos pulmões, ainda assim passamos a vida a carregar cadáveres.

A vida é nossa maior professora; com altivez, marca nossa jornada com grandes lições.

O religioso que tira o terço diante da morte, normalmente usa-o como chicote em vida.

O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.


***Exercício de engenharia linguística***
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Um belo dia avistei o horizonte e vi a vida passar diante dos meus olhos.
Percebi o quanto a vida passa tão rápido que nem sempre conseguimos acompanhar o tempo.