Mario Quintana- Brevidade da Vida
Feliz é a alma que ao fim dum dia de trabalho
Pode retornar sereno para o conforto de seu lar
E repousar a cabeça num travesseiro e descansar
Sem ter seu sono por sua consciência assombrado.
Desejar o que ao outro pertence é um mal. Sem dúvidas. Porém, mais danoso que isso é desejar o que o outro deseja.
As últimas peripécias totalitárias do governo de Nicolás Maduro, o little Chávez, contra o povo venezuelano demonstram, entre outras coisas, o quão canalhas são os idólatras defensores desse biltre aqui no Brasil, que estufavam o peito para defender o Bolivarianismo como se esse trambolho fosse um exemplo de democracia e de respeito aos direitos humanos. Pior! São bem capazes de continuar insistindo nessa tecla sem, ao menos, corar de vergonha, haja vista que essa lhes é uma ilustre desconhecida, tanto quanto o é o senso de realidade.
Descobrimos o que há no íntimo de nossa alma - ou, como dizem os populares, do que somos feitos – não tanto quando estamos atarantados com nossas obrigações corriqueiras, mas sim, nos momentos entre uma obrigação e outra – ou entre uma obrigação e nada, somos brindados com a delícia de termos em nossas mãos o tal do tempo livre. O que fazemos com ele revela quem de fato somos, quando desnudados de nosso disfarce profissional.
Nós, modernosos cristãos católicos, aceitamos a cruz, a nossa cruz, mais nominalmente que de fato e, ainda por cima, dum modo geral, não reconhecemos nela a sua real importância para viver e compreender a vida. A nossa vida. Em muitos casos é muito mais um adorno [verbal e/ou material] que qualquer outra coisa.
O bom ladrão deve saber o que roubar. E se você não sabe o que roubar, você está vivendo errado. Esqueceu algo.
Santo Antão, que na vastidão das areias do velho Egito
Consagrou todo o seu coração e toda sua alma ao Senhor,
Num silencioso caminhar penitente de heroicos suplícios
Ensinou-nos a diferenciar os desejos vãos do sublime Amor.
Os ratos e ratazanas onde quer que se alojem
Sempre deixam pra traz um ignóbil rastro
De imundice e ruína no chão por eles pisado
Como legado de sua glutomaníaca rapinagem.
Se a história se divorcia da inspiração advinda da poesia
Ela acaba por entregar-se ao vagar catatônico da boemia
Relativista, caduca e bocó que desde sempre se alinha
Com as mais sangrentas e canhestras formas de tirania.
Horas e mais horas trancafiados numa sala de aula podem até auferir a um aluno o tal do diploma, porém, essas horas de cárcere não irão garantir que o indivíduo estará liberto e protegido dos grilhões do famigerado analfabetismo funcional não. Na verdade, em muitíssimos casos, o diploma apenas atesta que o infeliz é um. E esse é o dado que primeiramente devemos reconhecer e encarar antes de falarmos um “a” que seja a respeito da dita cuja da educação. O primeiro.
Para Maria Santíssima são poucas todas as honras.
Também, todas as virtudes o são, hoje e sempre.
E o são porque a salvação veio através dela, sem pompa,
Por meio do fruto bendito de seu abençoado ventre
Que liberta nossa alma do pecado e ilumina o mundo.
Tudo isso através dum sim modesto e profundo.
Que o ano que está por vir
Nos faça crescer e sorrir.
E se nele viermos a chorar e cair
Que Deus nos valha e venha nos acudir,
Ajudando-nos a levantar e a seguir
Pela vereda da retidão e persistir
Na Verdade sem jamais desistir.
Na democracia da república do bichos
Sempre deixa tudo e todos imersos no lixo.
Nela não há limites para o destrutivo caos
Que impera na brasílica Fazenda Animal.
Os anos passam, os dias vão
Seguindo o rumo dos eventos
Que seguem ao ritmo do vento
E da multidão sem coração.
Os dias vem, o ano descansa
Ao passo sereno da esperança
Que não se cansa das andanças
Nem da inocência das crianças.
Estou com Drummond e não abro quando o poeta diz que certas amizades comprometem a ideia de amizade. Certas amizades corrompem o caráter e pervertem a personalidade.
As pessoas, dum modo geral, não procuram a verdade e não a acatam mesmo que ela lhe bata as portas da percepção. O que a maioria dos indivíduos procuram sem cansar e sem cessar é o primeiro boato do dia para nele, entusiasticamente, acreditar e voluntariamente propagá-lo aos quatro ventos para todos aqueles que desejarem o mesmo que eles: uma fofoquinha para ocupar o tempo das conversar fiadas do dia a dia.
Antes de sermos um animal racional, antes mesmo de seremos uma criatura sociável, somos um bicho que se move por meio da imaginação.
O povo brasileiro está tendo de comer o pão que Marx amaçou, que foi assado por Gramsci e que lhes foi vendido ao preço duma baita crise pelos intelectuais progressistas que só conhecem essa abatumada receita que estraga o sabor da vida e o paladar de qualquer um.
De modo similar ao poeta Manoel Bandeira que, da majestade de sua prosa e da realeza de seus versos, afirmava ser uma alma provinciana, e eu, de minha parte, nas limitações de minha simplória pena e parvo tinteiro, me ufano de ser caipira.
- Relacionados
- Frases de Mario Quintana
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
- Charles Chaplin sobre a Vida
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Charles Chaplin Poemas sobre a Vida
- Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
