Mario Quintana- Brevidade da Vida

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A contragosto
(Mauro 1Evaristo)

Eu sei tudo o que não preciso
Para tropeçar ou fazer errado
Agora só tenho que cuidar comigo
Pra não pôr em prática o errado.

Eu sei tudo o que não devo fazer
Para não sair da estrada
Sei inclusive o que não dizer
Pra não piorar o peso da jornada.

Eu sei tudo o que não posso
Pra não degringolar os meus dias
Sei até não dar brechas a energia

Que inflaciona a contragosto
A desimportância de pequeno desgosto
Logo, não devo ser o que jamais seria.

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Os justos
(Mauro A Evaristo)


O filho mais suco de fruta,
Político de atividades corruptas
São sempre os mais amados
Muitas vezes os justos são execrados.


Os colegas de trabalho mais sacanas
Por vezes são mais valorizados
Enquanto quem virtudes não proclama
Acaba ficando de lado.


Todos os aparentemente maus,
Verdadeiros agentes do caos
Se sobressaem e bem nesse viver,


Mas mesmo na desordem social
Tenho algo bom a lhe dizer:
Sorria! Existe poder infinito em você.

A boa intenção deste poema
(Mauro A Evaristo)

Desejo que se liberte da dualidade
Que todo, qualquer ser humano tem,
Essa tal divisão que nunca faz bem,
Mas presente em toda sociedade.

Desejo que ao ver como as pessoas são
Que modere nas palavras e na mão,
Que não seja ferramenta de vingança
Porque ignorância traz mais ignorância.

Desejo que realmente entenda
A boa intenção deste poema
Que tem por perspectiva que possa ver

Que mesmo que algo lhe ofenda
Não se rebaixe em igualdade responder
Pois, existe poder infinito em você.

Garantia
(Mauro A Evaristo)

Enquanto toca a playlist da Enya
Busco palavras para este poema
Num mundo de teorias da conspiração
Que iludem os que desejam salvação.

Tudo nesta vida coopera
Para aqueles que amam a Deus,
Respeita os pais, cuida dos seus
Isso é garantia não é promessa.

Enquanto toca a playlist da Enya
Procuro palavras para este poema
Na maneira mais simples de lhe dizer

Para que evite demandas e contendas
Pois, assim poderá em paz perceber
Que existe um poder infinito em você.

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Próxima obviedade
(Mauro A Evaristo)

Alguns, diversos, poucos, muitos, vários
Não significa que sejam todos
E interpretar fora do eixo feito louco
Poderia ser resolvido com dicionário.

Cada época tem suas necessidades,
Cada era tem seu peso e valor
Agora, acorde, desperte, faça o favor
Não veja tudo pela próxima obviedade.

Você tem um privilégio neste trafegar
Que muitos abrem mão de aprimorar
O que se identifica neste viver

Que é a oportunidade de estudar
Lição diária dada para aprender
Que existe poder infinito em você.

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Suas crenças
(Mauro A Evaristo)

Tudo o que você acredita
É o que lhe edifica
Lembre tudo é possível ao que crê
Logo suas crenças fazem você.

Aquilo em que você acredita
É o que lhe prejudica
Lembre-se tudo é possível ao que crê
Por isso suas crenças fazem você.

Tudo em que você acredita
É o que lhe edifica
Pois, tudo é possível ao que crê,

Crença limitante só prejudica
Impede inclusive de perceber
Que existe poder infinito em você.

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Anjos cuidam de você
(Mauro A Evaristo)

Eu sei que não comenta com ninguém,
Mas no caos consegue se sair bem,
Você percebe sem saber explicar
Perfume de anjos no ar.

Sei que sente flores a exalar
Pouco importa qual seja o lugar,
Consegue nos ambientes se sentir bem
Mesmo não falando com ninguém.

As vezes você lança o olhar
Sem saber os mínimos "porquês"
Mesmo não sabendo o que dizer

É inteligente em não comentar
Que sabe que nada precisa dizer
Pois, anjos revezam no cuidado a você.

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A dor do alheio viver
(Mauro A Evaristo)

Se alguém atingiu o conhecimento
Que liberta das mazelas do tempo,
Mas defende aos outros o sofrer
O que de bom valeu esse aprender?

Se alguém "perceptou" a verdade
Que liberta das maldades,
Mas defende aos outros o sofrer
Qual a validade desse perceber?

Se alguém assimilou a compreensão
Que tudo se resolve via educação,
Mas defende aos outros o sofrer

Como pode toda uma nação
Aplaudir, ovacionar esse Ser
Que ignora a dor do alheio viver?

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A graça e oportunidade
(Mauro A Evaristo)

Se algo incômodo lhe aborrece
Mesmo que estranhe ouvir dizer agradece
Pois você tem a graça e oportunidade
De mudar sua realidade.

Quando lhe disserem algo a magoar
Não entre nessa de tudo reclamar,
Por mais estranho que pareça
Levante os olhos e agradeça.

As vezes a vontade é do balde chutar,
Sair a esmo deixar tudo pra lá
Respire fundo, pense direito, agradece

Muitas vezes o que você está a passar
É o preparo, resposta a sua prece
Jamais deixe de aprender ao que recebe.

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Minutos de alegria
(Mauro A Evaristo)

Das 24 horas do seu dia
Quais foram os minutos de alegria?
Na hora do seu alimento
Qual fez lembrar do bom sentimento?

Das tantas horas do seu dia
Qual foi aproveitada com plena alegria?
Na hora que tirou pra descansar
Em qual minuto percebeu que estava lá?

Das intensas horas do seu dia
Qual delas trouxe aquela harmonia
Em que sentiu a plenitude de viver,

Qual minuto sentiu em simetria
A ponto de olhar pra si e perceber
Que existe poder infinito em você?

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Entre o café e o vinho
(Mauro A Evaristo)

Todos os domingos são assim
Levo as horas sem receio ou pantim,
Aproveito bem todo o caminho
Com intervalos entre o café e o vinho.

Sigo bem nesse ínterim
Aprendi a ter paz comigo,
Mentalizo rios, mares, jardins,
Navego por entre poemas e livros.

Tudo é bom e faz bem
Aos que buscam se amarem também
E isto enriquece todo viver

Que faz merecer toda bondade além,
Pois, tudo é fazer o mundo um lugar bem
Por saber do poder infinito em você.

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Coisas simples
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho coisas simples para agradecer
Ar pleno pra respirar, água para beber,
Um longo caminho para trilhar,
Sonho (plural) feito estrela a brilhar.

Coisas simples das quais me agradar
Perfume de flores e Anjos no ar,
Muito em viver, água para beber,
Caminho em perspectiva a percorrer.

Eu tenho muito em que me agradar
Um universo em expansão em meu Ser,
Livros ainda por ler, água para beber,

Muitas histórias para contar,
Amar sem temores em amar
É claro, um poder infinito a compreender.

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A flor da pele
(Mauro A Evaristo)

Ando tão a flor da pele
Que não há o que não se revele
O fim do mundo numa semana,
O fim de um caso tão bacana.

Ando tão à flor da pele
Que não há o que se revele
O fim da saudade de um bem querer,
O começo recomeço de viver.

Ando tão à flor da pele
Que filmes rápidos de internet
Bagunçam com meu jeito de ser

Sem me abalar algo que não se apresse
Em minha alegria e meu jeito de ser,
Isso sim é viver.

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Hora certa
(Mauro A Evaristo)

Não existe a hora certa pra ser feliz
Aproveite o momento de agora pra sorrir,
Muitos esperam pela data
Sem verem que a hora é esta, a exata.

Não aguarde a chegada das visitas
Faça a festa pra si, pra família,
Muitos que guardam enxoval
Teriam vergonha da partilha pós funeral.

O momento é este, a vida é agora
Felicidade não tem, jamais tem hora
Lembre-se que o melhor da vida é viver,

Faça, busque o que importa
No fim o que o que vai prevalecer
É o poder infinito que existe em você.

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Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)

Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.

Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.

Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,

Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.

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Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)

Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.

No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.

Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo

Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.

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Próximo ponto
(Mauro A Evaristo)

No balançar do ônibus
Me equilibro até o próximo ponto
Indagando sobre o que fazer
Para melhorar este viver.

Observo os que estão à minha volta
Silencio-me para não dar manota,
Enquanto pergunto o que fazer
Para melhorar esse viver.

Vejo a tristeza das pessoas
(Sou feliz por estar de boa)
E pergunto sobre o que fazer

Pra validar o tempo que voa
E o leitor já sabe que vou dizer:
Existe poder infinito em você.

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Vou ali
(Mauro A Evaristo)

É normal querer acabar com o poema,
Mas uma voz bem suave diz "experimenta",
Eu desisto de desistir
Caneta e papel na mão vou ali.

As vezes quero acabar com o poema,
Mas a voz delicada repete "experimenta",
E eu feito criança feliz
Sorrio e vou por ali.

As vezes só quero um pouco parar,
Mas a voz sabe que posso continuar
E sabe que absorvo o que vai dizer

Diz-me enquanto eu respirar
Tudo pode de bom acontecer
Pois existe poder infinito em meu Ser.

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Sementes de positividade
(Mauro A Evaristo)

Nem toda hora é de alegria
Confesso que bem o queria
Embora seja normal tropeçar
O mais normal é seguir, recomeçar.

Nem todo sorriso é de amizade
Ainda assim a gente segue
Superando o surreal que acontece
Ao plantar sementes de positividade.

Nem toda hora é de alegria
Às vezes tentam estragar o dia,
Mas a gente nunca vai esquecer

Que tudo passa inclusive a letargia
Logo algo muito bom vai ocorrer,
Acredite, para mim também pra você.

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Perspectiva aberta
(Mauro A Evaristo)

Causou aos próximos comoção
Por decidida postura e posição,
Frisou com clareza tudo perdoado,
Mas afirmou sem medo acesso negado.

Tinha voltado ela a estudar,
Perspectiva aberta em se realizar,
Disse entender ele ter errado,
Mas não estava presa ao atraso.

Prestou concurso federal,
Abriu olhos para um novo ideal,
Tinha muito ainda por fazer,

Estudar melhorou seu Alto Auto Astral,
Não via mais sentido nesse conviver
Depois de visto o poder infinito do Ser.

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