Mão Amiga

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As tempestades vão tentar nos sacudir, os dias difíceis vão tentar nos distrair, mas a minha mão continuará entrelaçada à sua, firme, quente e presente. Porque amar você não é apenas um sentimento passageiro, é uma escolha diária, profunda e irrevogável. É saber que, enquanto eu tiver pulsação, você nunca caminhará sozinha.
_Enzo Ruchell_

“Na subida te aplaudem. Na queda, quem estende a mão é raro.”

"‘Tamo junto’ é fácil de dizer… Difícil é ser a mão que aparece quando ninguém mais vem."

"Tem gente que diz ‘tamo junto’… e tem quem segura tua mão quando até você já pensou em soltar."

"Às vezes, a única diferença entre cair e continuar… é uma mão que você nem esperava mais ver."

“Por quanto tempo você quer segurar a mão da pessoa que ama? Até o fim do dia… ou até o fim da vida?”

Quem passa o tempo julgando quem estende a mão para ajudar a sair da dificuldade está, na verdade, cavando o próprio caos sem perceber a destruição que causa.

"Boca promete o céu, mão constrói o chão."

Aprendi a colar palavras com cola emoção, onde se compra essa grudenta que o poeta tem à mão, será barata
será batata passou secou inventou, coladas em versos chiclete palavras
divertem quem gosta do doce que
entrete com figurinhas de imaginação...
na boca a recordação nhoc nhoc
nhoc


Leonardo Mesquita

Uma fruta madura pronta pra colher
Um poema na mão para ler
Sabor de imaginação
Fica...
Não se joga fora o caroço de uma frase
Mas, todos os que
Ficam...
Se semeados comunicam mais
Ler novamente é plantar no
Terreno da linguagem


Leonardo Mesquita

A palavra é uma moeda
Que na mão do poeta tem um valor a mais
Se tirar cara ou coroa — da
Poesia; no bolso
Ele bota outra...
Há mais




(Leonardo Mesquita)

Mesmo sangrando, estende a mão também.

Eu não quero ser o furo em quem me estende a mão.

A recuperação começa quando o viciado entende que a mão que o levanta está no final do seu próprio braço.

— Douglas Santos - Os Viciados Estão Sozinhos! Pare de se fazer de vítima.

Se você não pode ajudar, não segure a mão de quem pode.

Por muito tempo eu quis ficar; tentei de tudo, abri mão dos meus sonhos, até envelheci.

Se o que querem te dar for migalhas, deixem que coloquem em sacolas e joguem onde nenhuma mão possa alcançar.

O sofrimento ocupa um espaço imenso. Abrir mão das dores é enfrentar os vazios.

Não se diminua para caber na vida outro, nem abra mão de sonhar para caber numa determinada realidade. Não é porque você está acostumado com o que vive, que precisa abrir mão do que deseja.

Há dias em que algo dentro da gente desperta como quem encosta a mão numa ferida antiga e, pela primeira vez, não recua. Vem uma lucidez quieta, dessas que não fazem barulho, mas deslocam tudo por dentro. Uma compreensão branda de que a vida é feita de tentativas — algumas inteiras, outras tortas — e que não há vergonha alguma nesse descompasso.

Fiquei pensando no quanto a gente insiste em sustentar a pose de quem acerta sempre, quando, na verdade, o amor se constrói é na hesitação. No passo em falso. No gesto que sai pela metade, mas ainda assim diz tudo. Amar é caminhar sabendo que o chão cede, que o corpo treme, que o coração desobedece. E, mesmo assim, continuar.

Há algo de profundamente humano em admitir que não damos conta de tudo. Que tropeçamos nos próprios medos, que às vezes derrubamos o que queríamos proteger. Essa honestidade silenciosa — a de reconhecer nossas bordas — abre um espaço onde o outro pode respirar sem performance, sem armadura, sem exigência de perfeição.

No fundo, acho que a beleza está nesse acordo invisível entre dois inacabados: a permissão de ser falho sem ser abandonado. A coragem de mostrar a rachadura e confiar que ela não será usada como arma. O abrigo construído não pelo acerto, mas pela delicadeza de tentar de novo — e de novo — mesmo sabendo que não existe garantia alguma.

E talvez seja isso que mais me atravessa: a percepção de que falhar não nos faz menores. Às vezes, é justamente o que nos torna verdadeiros. Porque só quem aceita o próprio desalinho consegue amar com profundidade — e permanecer, apesar das quedas, com uma força que não se aprende, apenas se vive.