Mais que uma Mao Estendida

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As horas passam rápidas;
mais rápidas que elas é a vida
sem propósitos e objetivos definidos.

Todo trabalho é bom; mas o que mais recompensa é ser um trabalhador da Seara de Deus.

Para onde você vai nada levará; por isso a sua alma vale mais que o mundo inteiro desde que ela foi comprada à preço de sangue.

Na oncologia chove?
Temporais, chuva fina, garoa, sempre vi chuva na ala da Oncologia.
O dia mais chuvoso por incrível que pareça, não é o dia do diagnóstico.
A tempestade vem no dia que a gente ouve que o câncer voltou ou cresceu, junto a sensação de impotência, a dúvida sobre o tempo, o que fazer, foi tudo em vão, e um milhão de porquês?
É uma doença que coloca o paciente numa guerra desleal, onde ninguém queria estar.
Eu tinha um pavor enorme da palavra câncer. Lá em casa a gente dava apelidos para ela.
Tive que encarar o diagnóstico da minha mãe numa quarta-feira de manhã, num pronto socorro em meio a pandemia.
A incerteza, o medo, a sensação de perda tomaram conta de mim e tive que fingir que não tinha ouvido nada.
Para minha mãe era apenas um sintoma ruim de algo que ainda estava por investigar. Eu sabia do diagnóstico no primeiro dia e me calei para encarar os próximos passos.
Quando foi o diagnóstico do meu pai, não foi diferente, passei horas olhando para o resultado na tela do meu computador da empresa e pensando como partir o coração daquele que era o alicerce lá em casa.
Até nosso peludo Viny teve que encarar uma tempestade de cachorro, o câncer também maltrata nossos pets, a tal temida quimioterapia de cachorro deixou a gente sem chão.
A sala de oncologia não era tão novidade para mim, tivemos outros diagnósticos na família, mas dessa vez eram os mais imortais que estavam ali. Dona Lina e Seu Rubens não tinham esse direito, dizia meu coração, com eles não.
Mas sabe, não existe só chuva na oncologia não. Posso afirmar que são mais dias ensolarados do que chuvosos.
A oncologia tem uma espécie de superpoder. A droga mais eficaz que eles fornecem não está na lista da farmácia.
O Remédio é o amor. Esse é infalível. Faz parte da cura. Eles aplicam em pequenas doses e mesmo a gente que não é paciente, acaba sendo medicado junto.
Na Onco também tem um remedinho que muda a gente. É lá que a gente entende que perdemos um tempo danado com coisas tão banais. Aprendemos que a gente complica a vida demais.
Formada pelos seres mais cativantes que já vi, a equipe oncológica é uma terra encantada. A gente sorri querendo chorar, a gente chora as vezes também, mas incrivelmente a gente sai de lá melhor. Não é só da parte física não, melhor na alma, na essência mesmo.
Meu pai e minha mãe eram mimados por lá, a gratidão habita a Onco e uma legião de anjos também, uns atendem pelo nome de enfermeiros, outros de médicos, as tias da cozinha, da limpeza, da recepção e até os residentes são criaturinhas de luz.
A medicina é só um protocolo, mas o que a gente vive por lá é mesmo o amor ágape, no dicionário ágape significa amor incondicional, altruísta e transcendental, e é tudo isso e mais um pouco.
Eu vi lindos arco-íris nos “quimio-days” do Papi e da Mamy e até do Viny.
As Joyces, as Anas, as Larissas, as Victórias, os Pedros, os Frankleins, os Gabriéis, as Duans, as Biancas, as Carols são uns dos protagonistas que cessaram os temporais dentro da gente diversas vezes.
E o último dia de quimio? Esse é para lá de especial. E nem sempre é sobre cura, a maioria das vezes não é mesmo. O sino toca e o coração bate forte e o hospital vira uma festa.
É minha gente, assim é a oncologia, um lugarzinho mágico, onde a gente vira do avesso e escalamos montanhas. Lá nascemos denovo, a metamorfose é visceral.
E a chuva? Passa, de uma forma de outra ela passa.

A humanidade precisa de alguém que faz muito mais do que corrigir verbalmente, poder nunca é substituível, enquanto haver forças opostas haverá correções na ética.

Quando você é chamado para liderar e ser suporte de pessoas mais sensíveis, o inimigo da sua alma não vem fraco, ele ataca direto o teu psicológico, tentando te confundir, te cansar e te fazer duvidar de quem você é.

Mas não esqueça para o que você foi chamado.
Você não foi escolhido por acaso, foi preparado no secreto para suportar o que muitos não suportariam.

Você veio para fazer a diferença… então permaneça firme, porque até as tuas batalhas estão formando a autoridade que vai transformar vidas.

Tem coisas que não me servem mais.
Tem mesas que não me assento mais.
Tem assuntos que não me interessam mais.
Simplesmente porque amadureci.
Nem toda porta merece ser aberta novamente, nem toda companhia merece continuar a viagem.
Há fases que terminam para que outras possam começar.

Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo. (Filipenses 3:13-14)

⁠Todo mundo tem alguma medida dessa luz, algum raio tênue e cintilante, que mais cedo ou mais tarde, mais ou menos, ilumina todo homem que vem ao mundo. . .Assim que nenhum homem peca porque ele não tem graça, mas porque ele não usa a graça que ele tem.

⁠E quando te acusarem do seu passado, apenas responda: Deus não se lembra mais!

⁠Aprender o que Deus quer nos ensinar no meio da dificuldade é mais importante do que sair dela.

Demonstrar amor e respeito com o próximo gera mais resultados do que ficar citando textos bíblicos que você não vive. ⁠

⁠Às vezes a coisa mais espiritual que um homem pode fazer, é ir para cama com sua esposa.

⁠Felizes são aqueles que fazem a vontade de Deus, e, mais felizes ainda aqueles que a experimentam. John Wesley - Carta para Sra. Bolton

⁠Deus nos chama para oração e meditação. Através da primeira nós falamos mais diretamente com Deus, e pela segunda Ele fala conosco. John Wesley - Carta para Christopher Hopper

⁠Normalmente são as crises que nos fazem crescer; São as quedas que nos tornam mais humildes; São as perdas que nos fazem olhar para o céu e são as tempestades que nos fazem buscar a Deus.

⁠Muitas empresas da fé que ainda funcionam hoje não têm mais credito algum na sociedade, estão quase que totalmente descartada pela nova geração, elas ainda se sustentam apenas pela força da propaganda, do entretenimento, dos shows, dos artistas e pelas muletas e escoras de coaches que prometem sucesso e riqueza aos seus frequentadores.

⁠Os medíocres sempre vão escolher e encaminhar outros medíocres para as posições mais proeminentes, pois, eles não querem que haja nenhuma ameaça e como resultado; a quebra de sua continuidade no poder!

- A diferença é que agora consigo controlar mais meus pensamentos sem falar atoa, e isso ta me matando.

De fora para dentro,
o observador desperta.


E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.


Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.


E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.


A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.


O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.


Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.


Então ele cria o novo.


Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.


Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.


Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.


Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.

[Verso 1]


Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.


O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.