Mais que uma Mao Estendida
Há uma forma de existência que nasce depois do colapso, uma existência que não depende mais de sentido, apenas de permanência.
Há uma beleza trágica em perceber que as pessoas que mais amamos são as que mais têm o poder de nos ferir, e que o perdão não é um favor que fazemos ao outro, mas uma cirurgia de emergência que realizamos em nós mesmos para remover o projétil da mágoa.
A busca por sentido é uma estrada sem fim onde as paradas são mais importantes que o destino, pois é nos momentos de pausa, contemplando a poeira da estrada, que percebemos que o caminho em si é a resposta que tanto procurávamos em mapas inexistentes.
Às vezes você pensa em dizer algo, mas não diz. E por mais de uma vez você pensa em dizer..., mas não diz. E o tempo passa, e a oportunidade se vai — e às vezes, para sempre.
... perdoar
é resgatar uma energia
no passado bruscamente
usurpada - algo que, hoje, mais
sensatos; menos ressentidos,
recuperamos!
... um mínimo
gesto de Fé que seja,
para além da mais sincera
oração; de uma honesta e profunda
devoção, nasce da certeza da mão
do Criador encorajando-nos
o viver!
... em meio a
uma infinidade de falatórios
e conclusões infundadas, o mais
perto que chegaremos da Verdade
é a coerência; portanto, seja
coerente!
Quem mais cutuca uma ferida
Costuma esconder suas próprias
Apenas por medo, ou talvez conveniência
A dolorosa verdade é que todos estamos feridos, porém, uns escondem melhor que os outros.
Tudo que fazemos sem uma reflexão tende a dar errado com mais frequência. Pensar antes de agir me evitaria muitos problemas...
Mais uma vez a natureza me mostra o seu poder... Nada aqui é eterno...Não temos controle sobre quase nada nesta vida... Devemos, assim, viver como se estivéssemos no último segundo de vida à cada instante.
O Silêncio foi o lugar mais lindo que eu conheci na vida... lá ouvir uma voz que sempre me acompanha e ela me diz:* VOCÊ PODE SER MELHOR QUE TUDO ISSO . ( Flávio S.Silva)
8:28 - 4 de setembro de 2023
Sonhei mais uma vez, descobri que alguém do passado estava morando na cidade outra vez
Ele é vítima de uma infância corrompida.
Por mais que a gente queira se afastar, precisamos saber que nunca foi culpa dele.
Agora, a culpa é dele quando ele não sabe o que fazer com tudo isso, e acaba se moldando da forma como a gente o vê...
Eu havia escrito uma carta, e nela falava para nunca mais me procurarem, porque seguiria a minha vida.
Mas, terminei a carta ás 3 da manhã!! Após alguns minutos que meu pai havia me deixado em paz, pois ele me torturava com um facão e psicologicamente, desde ás 6 da tarde. Porque eu comecei a trabalhar para o estado estagiando na época, graças a uma indicação da mãe de uma colega. E, nesse dia havia recebido meu primeiro pagamento. Ele queria tudo. Mas, eu precisava comprar meu material escolar, não dei. Disse que estava tudo no banco que no outro dia eu sacaria.
Na verdade, eu estava com tudo.
250,00!
Então, terminei a carta...
Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.
Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.
E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.
Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.
Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.
E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.
O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.
E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.
Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.
UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026
O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO
Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.
Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.
Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.
Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.
Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.
Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.
Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.
Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.
Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.
Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.
Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.
Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.
Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.
Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.
Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.
Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.
E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.
Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.
Eu me tornei alguém livre!! Livre.
Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.
Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.
Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.
Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.
Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.
Eu nunca achei que fosse conseguir.
Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.
Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...
Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.
Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.
Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.
Eu sempre tive uma vida difícil.
Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.
Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.
Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.
Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.
Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.
Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.
Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.
Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.
Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?
As defesas não significavam nada.
Mas, o tempo é o senhor das conspirações.
E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.
Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.
A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.
Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.
Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.
Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.
Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!
Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.
Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!
Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.
Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.
Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.
Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.
Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.
Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026
É mais fácil perguntar onde Deus estava durante uma injustiça do que perguntar onde estavam aqueles que poderiam ter impedido essa injustiça. É mais fácil culpar uma força invisível do que reconhecer a própria responsabilidade diante da vida.
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