Mais que uma Mao Estendida
Verdadeiros amigos, quando se encontram, mesmo depois de muitos anos levam uma conversa como se tivessem começado ontem. Foi o que senti ao te reencontrar.
Decifra-me...
Um dia sou uma ‘‘menininha” que sonha
Entretanto, tem medo de acordar
E encarar a realidade...
No outro, sou incontestavelmente
Uma mulher sem medos.
Um dia sou como um forte vendaval
Que por onde passa
Deixa marcas...
No outro, sou como uma leve brisa
Branda e inofensiva.
Um dia sei exatamente o que sou
E no outro fico confusa
Em relação ao meu ser...
Fico perdida
Sem saber o que fazer ou até mesmo pensar.
Posso ser uma ‘‘menininha”
Ou uma linda mulher...
Um vendaval ou uma leve brisa
No entanto, se quer saber quem sou
Então decifra-me.
Se uma pessoa é forçada por meio de violência ou ameaça de violência a realizar uma determinada ação, então não mais está havendo uma escolha moral de sua parte,
TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007
Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.
Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.
Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.
Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
(Renascimento de uma fênix)
Frutos da causa e efeito, das más e boas experiências, somos, fomos e seremos. Passamos por um processo de continua auto-reciclagem a cada dia vivido. Por vezes nos tornamos impacientes, arrogantes, talvez, por todas as traições, as decepções para com as pessoas com as quais empenhamos confiança. Nossa esperança é machucada, e um dia ela volta, anestesiando a nossa dor, clamando por um novo recomeço, clamando por felicidade, pois temos esse direito, mas as coisas voltam a sua estaca aparentemente inicial, novamente percebemos que as pessoas valem menos a cada dia, e então sofremos calados, ainda crentes de que um dia as coisas mudarão. E um dia percebemos que tem gente realmente disposta a nos ajudar sem receber nada mais em troca que um único sorriso em nossas faces agradecidas, um pagamento valioso para poucos, e superficial para muitos. Percebemos que existe gente disposta a nos amar sem intenção alguma de nos magoar, ou de se aproveitar negativamente disso. Percebemos que o mundo não é feito somente de pesares, passamos a enxergar mais cores em uma visão antes monocromática e triste, mas ainda assim, machucada, e a partir daí nasce um singelo sorriso, que até então, fora reminiscência de uma face petrificada e corrompida pelos maus que lhe causaram. Nasce uma nova esperança, ainda que pequena e digna de precaução, mas ainda assim, esperança...
Sombras,
Buscai a ti nos confins da poesia. Ouse. Admita uma vontade. Sinta o chamado. Se apresse, que estão escrevendo sobre sua dor. Porém, há sombra na pena desse poeta. Não é verdade que a minha verdade é singular?
Vi uma borboleta de cor viva
Em direção a um jardim de flores com cores vivas
Era bem livre e brincava de voar
No jardim perfumado repousava e se protegia em meio as cores
Que de tão vivas brilhavam como luz
E luz é a sua virtude
Me seguia como se me protegesse com sua leveza e sabedoria
Eu vi suas assas sobre a minha alma
Eu vi um novo caminho de desenhar feito com suas cores vivas.
Hipocrisia a gente vê e muito!!!
Gente que diz ser uma coisa e é outra, chamando os outros de falsos!!!
Gente que tem a língua afiada e curiosidade exagerada, chamando os outros de fofoqueiros!!!
Gente que fica com o troco a mais, chamando os outros de desonestos!!!
Gente que aprontou muito na vida, se horrorizando com os erros dos outros!!!
Gente que não é amigo, falando de inimigos!!!
Gente imperfeita, falando de perfeição!!!
Gente que não sabe viver a própria vida, querendo dizer como o outro deve viver!!!
Gente que não dá a mínima pra nada, falando das pessoas que não se importam com ela!!!
Gente que fala de Deus, mas manda os outros pro inferno!!!
Gente que não perdoa, mas quer ser perdoado!!!
Gente que teve a vida inteira errando e acertando pra formar o seu caráter, falando da formação do caráter dos outros!!!
Gente que vive apontando o dedo pros outros, falando do julgamento que recebeu!!!
O dia que as pessoas pararem de serem hipócritas esse mundo vai ser um lugar maravilhoso de se viver!!!
E me diz uma coisa... já parou pra hoje pra te olhar no espelho?
Se queres mesmo que as coisas boas te aconteçam, comece sendo você uma pessoa melhor!
Todas as estrelas acabam caindo. Mas uma estrela é apenas uma pequenina centelha do grande facho de luz que há no céu.
Não ter pressa em aprender tudo de uma vez só: a ansiedade, a pressa, a agonia para estudar tudo de uma só vez gera angústia, medo e depressão, criando quadros psicóticos profundos. Os apressados vivem uma eterna guerra de pensamentos acelerados. Sobrecarregam o córtex cerebral, escoando a energia vital do espírito. Andam tristes, agitados, fatigados e esquecidos de tudo e de todos.
Deixam de contemplar o belo, e, num processo inconsciente, perdem a alegria interior. Como não ser apressado? Gostando de si mesmo, pensando para viver, e não viver para pensar. Dinheiro, fama, status, cargo público importante não compensam a sensação de ansiedade.
Qualquer vitória só faz sentido se for obtida com esforço em clima de festa. Esse é o único modo de reescrevermos o script de nosso destino, pois podemos ser felizes enquanto lutamos.
Devaneios
Vestida para matar
Só de calçinha
Uma camisa fininha
Transparente curtinha
Olho para o espelho, mostro a língua
Mordo os lábios com ares de menina
A dança começa e nunca termina
Deito no chão com as pernas pra cima
No espelho as posições me inflamam, excitam
Depois me viro de quatro, coloco o meu rabinho arrebitado
todo empinado, enquanto nas coxas eu bato
Os olhos brilhantes, apaixonados
As mãos deslizando pelo meu corpo suado
Eu canto, eu danço, eu amo o que vejo
O desejo descontrolado, o corpo sendo surrado
Chegando ao fim as resistências do meu físico cansado
O suor escorrendo o meu corpo em êxtase
Os músculos enrijecidos, gosto de sal nos lábios
Me entrego aos DEVANEIOS até ao orgásmo.
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