Machado de Assis Poema Pai Contra Mae
Há alguns anos perdi o maior
homem da minha vida,
não teve seu nome impresso em livros,
nunca subiu ao pódio,
nem, tampouco, foi um nome famoso.
Não deixou patrimônios, nem riquezas,
mas deixou o maior tesouro para os seus queridos:
a dignidade. Para esses ele foi um herói.
Jogou no time da honestidade,
fidelidade, justiça, do amor e do trabalho.
Ensinou às pessoas, a quem Deus lhe confiou,
o caminho da verdade, com sabedoria.
Para mim, foi o maior exemplo de amor pela vida.
Saudades de você, meu pai!
O tempo passa, a gente acostuma, mas a dor...
Faça-se a dura vontade do que habita meu peito: Vem, Jonathan, traz flores pra minha mãe e um par de algemas pra mim.
Eu tecerei uns sonhos irreais... Como essa mãe que viu o filho partir; como esse filho que não voltou mais!
Um dia, caiu um raio na casa do velho Galvão, matando-o e ferindo-lhe a filha. A mãe disse: «Deus castigou. Eles eram muito malvados». Além do castigo da professora, do castigo dos pais da gente, havia então um castigo maior, muito maior - o castigo de Deus?
Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é.
Não acredite que está mal: deixe que a Mãe possua seu corpo e sua alma, entregue-se através da dança ou do silêncio, ou das coisas comuns da vida.
Acorda amiga, mulher precisa de homem, e homem precisa de mulher. Meninos só precisam de uma mãe e um playstation.
Só deus nesse momento, via o triste espetáculo. E sem dúvida a mãe! Há coisas que fazem abrir os olhos dos mortos nos seus túmulos!
Na balança a mãe colocará seus sete filhos
para que sejam, enfim, julgados
e o que virá a seguir é veneno de escorpião
que consumirá até os inocentes
e aí saberão que é o tempo
do princípio das dores
A Mãe colocará seus sete filhos na Balança
Cinco de um lado
Três de outro
E a diferença entre eles
Será de XXI quilos
31/07/2010
Não acredito em Deus, pois não acredito na Mãe Ganso*.
*Mamãe Ganso (Mother Goose) - referência à fictícia autora de uma série muito popular de contos infantis publicada em Londres no século XVIII.
Ao final de 72 voltas
A Mãe dará a Luz ao primeiro
Dos 33 irmãos que aguardam em seu ventre
E o mundo começará a conhecer
Uma nova era
Pelos filhos do ferreiro
02/10/2010
Simplesmente Sertão...
Ser tão belo,
Ser tão maravilhoso,
Ser tão grande,
Ser tão gostoso.
Ser tão meu,
Ser tão seu,
Ser tão dela,
Ser tão fera.
Ser tão cruel,
Ser tão distante,
Ser tão gigante.
Ser tão calado,
Ser tão apaixonado,
Ser tão... Simplesmente sertão!
Romance da Bela infanta
Chorava a infanta chorava na porta da camarinha
Perguntou-lhe o rei seu pai: Por que choras filha minha?
Eu não choro senhor pai, se chorasse razão tinha
Todas eu vejo casadas, só a mim vejo sozinha.
Procurei no meu reinado, filha, quem te merecia
Só achei o conde Olário e esse já mulher havia
Ai meu rei pai de minh’alma, esse mesmo é que eu queria
Mande aqui chamar o conde pela vossa escravaria
Palavras não eram ditas, já o conde chegaria
E que a vossa majestade quer com minha senhoria?
Mando que mate a condessa pra casar com minha filha
E traga a cabeça dela nesta dourada bacia
Sai o conde por ali com tristeza em demasia
Ter que matar a mulher, e a mulher não merecia
A condessa que o esperava para abraça-lo corria
Com o filhinho nos braços já de longe bem ouvia
Sentaram-se os dois a mesa, nem um nem outro comia
As lágrimas eram tantas que pela mesa corriam
Porque choras senhor conde, desafogue essa agonia
Me dê a sua tristeza que lhe dou a minha alegria
Ou te mandam pra batalha ou te mandam pra Turquia
Nem me mandam pra batalha nem me mandam pra Turquia
O rei manda que te mate, pra que case com sua filha
E quer a sua cabeça nessa dourada bacia
Não me mate senhor conde, um remédio haveria
Vou meter-me em um convento da ordem da freiraria
Lá guardarei castidade e a fé que te devia.
Como pode ser tal coisa condessa da minha vida
O rei manda que te mate pra casar com sua filha
E quer sua cabeça nessa dourada bacia
Deus que te perdoe meu senhor conde lá na hora da cotia
Me tragam aqui meu filho entranhas da minha vida
Deste sangue do meu peito, beberá por despedida
Bebe meu filhinho, bebe, este leite de agonia
Hoje aqui ainda tens mãe que tanto bem te queria
Amanhã terás madrasta de mais alta fidalguia
Já ouço tocar o sino, ai meu Deus quem morreria?
Morreu foi a bela infanta, pela culpa que trazia
Descasar os bem casados, coisa que Deus não queria.
MEIO AMBIENTE
Mãe Gaia, Mãe Terra a Boa Mãe
Somos partes integradas
A Mãe Terra tão fértil
Por todos és tão amada
Do humano ao réptil
Olhando para o teu céu
Apreciando o teu mar
Não estou jogada ao léu
Pois eu tenho um lar
Símbolo tão maternal
A terra tão cuidadosa
Nasce o alimento geral
Na gestação tão amorosa
Muitos a estão maltratando
Mas ela também pode ser malvada
Uma mãe que está alimentando
Pode também ficar descontrolada
O ser humano precisa perceber
Que das entranhas é dependente
Dela sai tudo para sobreviver
Não somos tão independentes
Sentindo o cheiro de terra
As montanhas e seus mares
Produzindo em suas serras
Frutos doces em seus pomares
De perfumes tão inebriantes
Mãe majestosa tão encantada
De lua, e o sol tão vibrantes
Tão sagrada e tão fecundada
De simbologia tão feminina
Quer todos seres vivos abraçar
Tão senhora de nossos destinos
Somos teus filhos a projetar
Mãe de ternura abrangente
Mesmo na escala alimentar
Sabe ser fértil e elegante
Para nada nos faltar
Mãe Gaia, Mãe Terra, Planeta Azul
Quero poder sempre te exaltar
Nesta vida, do norte ao sul
Te agradecer e te agradar
Muitos estão lhe matando
Suas veias estão dessecando
Suas nascentes estão secando
E a água doce está acabando
É sua resposta certeira
O Mãe Terra tão altaneira
Muitos homens fazem asneiras
E você devolve da mesma maneira
Mas de Vós sempre precisamos
É necessário a Vós proteger
Pois de Vós nós alimentamos
Todo cuidado devemos ter.
Mãe tão bela natureza
É aqui que nós moramos
De infinita Grandeza
Somos teus filhos, a Vós amamos
(NORMA AP SILVEIRA DE MORAES)
05/06/2017
“Virgem do Silêncio”
Venho a Ti;
Querida mãe, Senhora nossa, Santíssima Virgem Maria;
Que acompanhou Jesus, seu Filho, em todos os momentos de sua vida; (Lc 1,31)
Tanto nos momentos de dor e tristeza e nas alegrias e vitórias;
E em todos os momentos, fizeste presente, com tão incomparável silêncio!
É exemplo e, modelo, diante das tribulações ou alegrias;
Ajuda-nos a calar todo nosso ser e não maldizer ou malfazer diante das dificuldades;
Ensina-nos a calar e não falar, a parar e não agir;
A aprender o silêncio do coração para escutar Jesus;
Dá-nos;
O silêncio do pensar, do ver;
O silêncio do ouvir, do falar;
O silêncio do agir, do sentir;
O silêncio do comunicar.
Para obtermos o discernimento para fazermos o bem e afastai-nos do mal.
Nossa Senhora, Virgem do Silêncio, abençoa-nos, proteja-nos e intercedei a todo o momento.
Amém!
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
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