Machado de Assis Poema Pai Contra Mae
Deixa de uma vez de ser só passageira
Do rumo que leva sua ambição
Deixa de pensar que tudo é brincadeira
Acho que isso é Síndrome de Peter Pan
Com força total pro meio do nada
Vai contrariada pelo que não é
Como ela esperava e decide ser livre
Leve, solta, longe do que cega a fé
Não se sente parte integrante do todo
E a zona de conforto é uma pedra no pé
Não vê quem não quer
Abre o olho mulher
Lá vem ele
Achando que é o cara
Dominando
Insiste e não para
Ele acha
Que vai conseguir o que quer
Mas tá errado
Ninguém segura essa mulher!
Olha ele
Achou que podia
Impôr regras
Cortar regalias
Enganado
Achando muito natural
Ser controlado
Perder seu lado individual
Mas não precisa ser assim
Podia ser diferente
Você podia gostar de mim
Mas confiando na gente
Se a solução for o fim
Ao menos por você, tente enxergar
Que ela é assim e nunca vai mudar
Azar o dele, que não soube ver
Que tinha tudo, e pôs o tudo a perder
Mas ele sabe, no fundo, ele sabe
Que o destino dela, à ele não cabe
Se ele acha besteira o que eu faço
Só porque eu peço meu tempo e espaço
Eu só lamento, e até sinto um pouco de dó
Num relacionamento, os dois não podem ser um só
E num sorriso eu levo a vida
Sem direção, mas decidida
Felicidade é de momento
Perco até a noção do tempo
Já avisei pro coração
Ser bem disciplinado e aprender a lição
Mas acho que ele esquece quando chega o verão
Que custa obedecer
Melhor não se envolver
E sendo assim
Que há de se fazer
Confio tanto em mim
E nada em você
Não posso te encontrar
Senão vou me perder
E a conclusão no fim
Viver pra aprender
Na primavera, outono, verão
É sempre o mesmo discurso furado
Inverno reina no seu coração
Parece um músculo enferrujado
Caminho nesse ir infinito
repleto do silêncio
que há em meu ser
incapaz de digerir esse amargor passageiro
resta apenas o natural
entre ir e voltar
converso com minha alma
em demasia intensa.
o instante
é escasso
não há como planejar...
se perigoso é
ninguém doa
porque doação
não há valor
só há banalidade
É preciso valorizar a vida,
a oportunidade de viver, a dádiva de existir. Sua existência foi uma vitória, portanto
já é um vencedor, veja as soluções,
veja além para poder vencer.
Um homem no chão da minha sala
alonga sua raiz
galo que estufa o pescoço
cana-de-açúcar e bronze
poças, chuva, telha-vã
rio que escorre na velha taça empoeirada
O homem no chão da minha sala
cidades de ouro
castelos de mel
velhas metáforas
sinos línguas gelatina
O céu no chão da minha sala
Esse homem no chão da minha sala
provoca o veneno da cobra
pulgas atrás das orelhas
mexeu nos meus bibelôs
consertou aquela estante
revirou a roupa suja
desenterrou flores secas
fraldas
chifres
quatro cascas de ferida
um disco todo arranhado
e um punhado de pelos
Aquele homem no chão daquela sala
me fez cruzar o ribeirão dos mudos
estufa de tinhorões gigantes
no piso do meu mármore
ele acordou a doida
as quatro damas do baralho
uma ninfeta de barro
e a cadela do vizinho
Daquele homem no chão da minha sala
há meses não tenho notícia
desde que virei a cara
saltei janela
fugi sem freio ladeira abaixo
perdi o bonde
estraguei tudo
vim devolver o homem
assino onde
o peito desse cavaleiro não é de aço
sua armadura é um galão de tinta inútil
similar paraguaio
fraco abusado
soufflé falhado e palavra fútil
seu peito de cavalheiro
é porta sem campainha
telefone que não responde
só tropeça em velhos recados
positivo
câmbio
não adianta insistir
onde não há ninguém em casa
eu, a amada
eu, a sábia
eu, a traída
agora finalmente estou renunciando ao pacto
rasgo o contrato
devolvo a fita
me vendeu gato por lebre
paródia por filme francês
a atriz coadjuvante é uma canastra
a cena da queda é o mesmo castelo de cartas
o herói chega dizendo ter perdido a chave
a barba de mais de três dias
NUVEM
babado de organdi
floco de algodão
carneirinho regredido p
rimeira comunhão
beleza que é o cúmulo
Angústia
aspero ser
aspero existir
não há o que gere
falta, ausência
se o amargor
é inevitável
solitude é ter instante
para apreciar a miséria do mundo
e buscar propria vertente de existir.
Do alto da Montanha
vejo como há beleza
em viver, em conectar
com sensações
sentidas nos ventos
e no silêncio intenso
de minha alma.
Não ver com coração
porque a ação repúdio
do significado
se ver com olhos físicos
da peversidade
maldade em falsas promesas
em falso sentimentos.
Sobreposição
Sobre o silêncio
onde acomodo
o belo olhar
posiciono a frente de casa
para ver o por do sol
Com a companhia de pássaros.
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