Machado de Assis Poema Pai Contra Mae
Um cafezinho depois de fazer amor…
o silêncio ainda quente entre nós,
lençóis bagunçados contando segredos
que a boca já não precisa repetir.
Teu cheiro ainda mora na minha pele,
teu toque insiste nos meus caminhos,
e enquanto o café esquenta no fogão,
meu corpo relembra o teu com calma.
Helaine machado
Vamos brincar de natureza e liberdade
Vamos brincar de floresta e ancestrais
Vamos viver como povos da terra, com respeito
Vamos brincar de conexão com a natureza
Vamos imaginar a vida em harmonia com a floresta
Vamos brincar de tribo, com respeito às raízes
“Vamos brincar de floresta,
não de estereótipos.
Descalços na terra,
com respeito aos que vieram antes,
aprendendo com o vento,
sem ferir a memória de ninguém.”
Helaine machado
Ser protagonista
nem sempre é estar no centro,
às vezes é só não desaparecer
dentro de si.
E quando possível —
sumir…
não do mundo,
mas das máscaras
que nunca foram nossas.
— Helaine Machado
Deus não fala alto.
Ele entra quando você já não aguenta mais
se ouvir.
Quando tudo em você quebra,
quando o caos perde a força,
quando você já não tem mais argumento
nem fuga…
Ele começa.
Não como resposta —
mas como presença.
Porque às vezes,
o diálogo com Deus
não nasce da fé…
nasce do esgotamento.
— Helaine Machado
mais cru, mais direto — como um corte que não pede licença:
A vida não é só um personagem —
é uma pele que gruda
mesmo quando você tenta arrancar.
Helaine machado
Deus não fala alto.
Ele entra quando você já não aguenta mais
se ouvir.
Quando tudo em você quebra,
quando o caos perde a força.
— Helaine Machado
Quando o barulho de dentro cala…
não é paz —
é exaustão.
É o cansaço de lutar consigo mesma
até não sobrar voz,
até o peito desistir de gritar.
E é nesse silêncio pesado,
quase morto,
que algo começa a sussurrar.
Não vem como milagre,
nem como luz bonita —
vem como um corte limpo na alma.
Helaine machado
Dizem que super-herói é invencível.
Mentira bonita.
Não tem peito de aço,
não tem capa que salva,
não tem poder nenhum
além de continuar.
Super-herói de verdade sangra.
Helaine machado
A verdade é menos bonita:
a democracia sangra em silêncio
toda vez que é manipulada
por quem diz defendê-la.
Ela nasce do povo, sim —
mas morre um pouco
cada vez que o povo é ignorado.
Helaine machado
O meu tempo não é atraso,
é raiz se fortalecendo,
é Deus trabalhando em silêncio
no que ainda está nascendo.
Então que a plateia espere,
ou que nem chegue a ver —
porque há uma beleza secreta
em florescer sendo eu… sendo você.
Helaine machado
Entre aplausos que não são meus
e silêncios que ninguém vê,
eu caminho por dentro de mim
tentando não me perder.
É estranho ser comparado
como se a vida fosse igual,
como se o tempo de cada um
obedecesse um mesmo sinal.
Helaine machado
sem verniz, sem pedir perdão —
esse teu riso meio torto
que não cabe em padrão.
Chamam de ogro o que é verdade,
o que não sabe fingir,
o que prefere ser inteiro
a se moldar pra caber ali.
Mas não endurece por inteiro,
não deixa o mundo te levar:
até pedra guarda água
se aprender a escutar.
Helaine machado
Sonhe —
mesmo que tudo em volta diga não,
mesmo que a vida tenha fechado portas
e deixado só o eco da solidão.
Sonhe…
como quem segura a última chama
numa noite sem estrelas,
como quem insiste em ver manhã
mesmo cercado de trevas.
Se for a última coisa, então que seja:
o último ato de coragem,
o último grito da alma
recusando a própria paisagem.
Helaine machado
Ser extraordinário
não é brilho fácil —
é carregar o peso de ser visto
e, ainda assim, continuar.
É estranho…
quando você cresce,
alguns não aplaudem —
medem, comparam, diminuem.
Não porque você seja demais,
mas porque o seu voo
lembra o chão onde eles ficaram.
Helaine machado
A vida é como um lápis de cor —
às vezes gasto, às vezes novo,
às vezes quebrado na ponta
de tanto insistir no mesmo traço.
Tem dias de azul tranquilo,
céu aberto dentro do peito,
e outros de cinza pesado
que parecem não ter jeito.
Helaine machado
Verde, branco e grená pulsando no peito,
um canto que nasce como vento no Rio,
ecoando histórias de glória e respeito
nas arquibancadas de um sonho antigo.
És mais que um time — és memória viva,
das Laranjeiras brota tua raiz,
cada chute carrega a alma altiva
de quem nunca deixou de ser feliz.
No toque leve, na arte em campo,
há poesia em cada jogada,
como se o futebol fosse um canto
de esperança jamais calada.
Fluminense, chama que não se apaga,
mesmo na dor, insiste em brilhar,
porque quem ama não se entrega —
aprende, luta… e volta a sonhar.
Helaine machado
Chegam sem alarde,
sem passos que ecoam,
quase como quem pede licença
ao próprio ar.
Mas quando ficam…
mexem em tudo.
Viram o avesso da alma,
tocam onde ninguém ousou tocar.
Não gritam, não exigem,
não fazem tempestade —
são chuva fina
que insiste…
até encharcar o coração.
Têm cheiro de abrigo,
voz de oração baixa,
mãos que curam
sem anunciar milagre.
Helaine machado
A vida não pede licença —
ela chega, ensina, marca,
às vezes com mãos suaves,
às vezes com golpes que rasgam a alma.
Cada dor carrega um segredo,
cada queda sussurra uma verdade,
mas só entende quem aceita
que aprender também dói.
Há lições que queimam por dentro,
que a gente tenta negar, fugir, esconder…
mas quando, enfim, as abraçamos,
elas deixam de ser feridas
e se tornam armas silenciosas.
Helaine machado machado
Quero ser lembrada —
não por vitória, não por glória,
não por nada que caiba em mãos humanas.
Quero ser lembrada
porque desaparecer em vida
é uma morte que ninguém enterra.
Eu não quero aplausos,
quero prova de que eu não fui um vazio andando,
de que meus passos não foram só barulho perdido
num mundo que esquece rápido demais
Helaine Machado
Ser extraordinário
é, no fim,
ter coragem de ser você
quando o mundo prefere cópias.
Helaine machado
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