Luz poema

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Sob a velha Hercílio Luz, diante da imensidão do mar que se perde no horizonte, sinto a mão de Deus me abraçando, lembrando-me da dádiva de ter nascido neste pedaço de paraíso que pulsa com a brisa, a chuva e o som das ondas.

Perdi a esperança, reencontrei na manhã, a primeira luz trouxe novo ponto de apoio, até a noite mais longa se dobra ao sol, a esperança volta com cada amanhecer.

O amor-próprio nasce ao ver valor no escuro, descobrir-se na escuridão é encontrar luz interna, valor íntimo não depende de aplausos, no silêncio aprendi a me reconhecer.

Muitos corações fogem do Senhor porque temem ser vistos. Mas a luz sempre encontra brechas, e o perdão é o abrigo que não julga. Voltar não é fraqueza, é lembrar quem você sempre foi.

A primeira luz trouxe a esperança escondida, a manhã devolveu o que a noite tentou levar, renascemos tantas vezes quanto amanhecemos, a luz é promessa de novo começo.

Em meio a cenários sombrios, você não precisa esperar pela luz. Escolha ser a faísca que, por si só, reacende a esperança alheia.

O discernimento é a luz que separa a voz do instinto de posse do clamor do amor protetor.

A vida nos oferece a chance de ser reis em nosso próprio domínio, escolhendo a sabedoria e a luz.

A sombra não é inimiga, é o testemunho geográfico de que a sua luz interna ainda projeta presença.

A Luz da Fé não dissolve a noite, mas providencia o fio de prumo para caminhar na escuridão sem cair no fosso da desesperança.

O silêncio é a resposta nuclear que anula a performance de quem só busca a luz do palco para encenar o próprio ataque.

O excesso de luz artificial do externo induz à cegueira para a urgência da lanterna que precisa ser acesa no interior.

Quem te observa hoje, sob a luz plena de um palco que você custou a montar, nunca terá a dimensão exata dos escombros internos que você precisou varrer com as próprias mãos antes de se permitir respirar fundo, eles aplaudem a chegada, mas ignoram a escalada vertical dos teus dias mais sombrios, onde a única plateia era o silêncio corrosivo das madrugadas sem propósito, aquelas em que o corpo seguia em frente por um impulso meramente biológico, enquanto a alma já havia decretado a própria falência, um atestado de óbito emocional assinado em lágrimas frias no travesseiro da desistência.

O dia chuvoso tem o poder alquímico de lavar a poeira da alma que a luz do sol insiste em manter visível.

A verdadeira caridade não busca a luz dos holofotes, ela é a semente plantada na escuridão, cujo fruto é visto apenas por Deus.

Ainda que a luz se recuse a tocar o chão, há um rastro que a memória insiste em manter. Não me refiro ao toque, à palavra, ao perdão, mas ao contorno que a ausência deixa em você. O espaço que a água preenche é o mesmo que define o vaso, e o que se perde é apenas a medida do achado. Há encontros que não têm nome nem rosto, e são o silêncio que me deixou falado. Eu procuro no eco a prova de que não sumiu. E o ar que respiro não seria o mesmo, se a essência da sua passagem não tivesse ensinado o meu eu a ser extremo.

A vida, às vezes, te coloca no escuro não para esconder sua luz, mas para que você descubra que a única fonte que precisa já está acesa em você.

Cada perda que vivi abriu espaço para algo maior, às vezes maior dor, às vezes maior luz, mas sempre algo que me transformou, sou feito de recomeços obrigatórios, e sou grato por todos eles.

Somos chamados a ser a luz que dissipa as trevas, a voz que proclama a esperança em meio ao caos e a mão que estende o amor de Deus a um mundo que precisa desesperadamente de acolhimento e direção. A grandeza do nosso propósito não se mede pelo aplauso dos homens, mas pela fidelidade em fazer o que o Pai nos confiou, sem desanimar diante dos desafios ou das críticas, pois o nosso olhar está no Autor e Consumador da nossa fé. Tudo o que há em nós deve ser ofertado em gratidão e louvor, pois a vida só vale a pena quando é vivida para o Seu Reino.

A maior escuridão que enfrentamos não está fora, mas na nossa recusa em acender a luz da autocrítica. A vida não examinada é apenas um longo e caro sono.