Luto Morte
LUTO AVÓ!
Nossa família está de luto, perdemos a nossa base, a parte mais importante da nossa felicidade. O luto será eterno, assim como a falta da senhora, minha querida vovó.
LUTO VÔ.
O meu coração está em luto, mas confiando nas promessas de Deus de que um dia nos encontraremos outra vez. Saudades, vovô!
Todo gigante pode ser derrubado
Mas só por quem ousa lutar - Frase da música eu luto contigo do dj gato amarelo
E o amor que insiste em ficar
É o que sabe onde quer morar - Frase da música eu luto contigo do dj gato amarelo
A maior felicidade é a ausência de luto
Mas quando o filho se vai, a dor é real
Paz real é a paz sem despedidas
Mas a família distante é um vazio a preencher
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama
Ignorar a perda é viver na bem-aventurança
Mas a saudade de um filho é uma dor que não passa
Que a memória do amor compartilhado traga conforto
E que a esperança de um reencontro ilumine o caminho
*:*
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama
Luto moral é enterrar uma versão de si mesmo sem velório, sem flores e sem perdão, sabendo que ninguém te matou além de você, e que ninguém vai te consolar por isso.
Todo dia eu luto, se hoje minha vida parece mais fácil, é simplesmente porque me esforcei antes, honrei minha mãe e deixei de fazer por mim, para fazer por alguém, que muitas vezes nem merecia, não esperei gratidão, pois um dia, todos os dias que tive ar para eu respirar, Deus foi bom comigo sem eu merecer.
Luto...
"Não importa o sucesso, currículo, saldo em conta... quando os pais morrem e a orfandade escancara a sua fragilidade, você é apenas uma criança que soltou das mãos da mamãe e está no meio do parquinho, imóvel, com medo e já não consegue sequer enxergar os brinquedos, apenas o vazio sufocante no tempo que parou."
o luto é a única dor que lhe acompanhará pelo resto de sua vida, ele não diminui, não dá pra esquecer, apagar, ignorar, ele só adormece, pois ele carece de lembranças para vir a tona, ele e saudade são palavras distintas no dicionário mas sempre andarão lado a lado na existência humana.
O pior dia do luto não é o dia do enterro,
nem a missa de sétimo dia,
nem a dor silenciosa do primeiro aniversário.
O pior dia do luto é um dia comum.
Um dia em que a vida segue, tranquila,
e algo acontece, algo tão simples
que te faz pensar em contar pra aquela pessoa.
Mas, de repente,
a realidade te atravessa e te esmagada pela dor da realidade que ela não vai mais voltar.
Desmataram o verde e cobriram de luto
com as cinzas das próprias folhas
a mesma folha que assina o contrato
é a mãe das que jazerão nos matos
consequência de nossos atos
em transformar que vive
em algo tão barato.
O pior do luto é quando a vida continua, mas uma parte de você fica parada no tempo.
Não é só a falta da pessoa, é a falta do que você era, quando ela estava aqui.
Existem dias, em que a saudade aperta tanto, que respirar parece difícil, porque tudo lembra quem se foi: uma música, um cheiro, um momento simples que nunca mais será igual.
E então, vem aquele silêncio doloroso, a certeza de que, nenhuma lembrança abraça de volta.
O luto é aprender a viver, todos os dias, com uma ausência, que nunca deixa de doer.
Entendimento do luto
Luto, palavra que carrega um peso enorme nas nossas mentes. Vivemos o luto quando uma grande mudança acontece em nossas vidas. Confundimos com perda, mas o luto é mudança, não finalização. Viver o luto envolve entender e aceitar mudanças que abalam o sentido da vida. De repente alguém que amamos ou algo que acreditamos muito, que lutamos para merecer ou que depositamos esperanças, não está mais lá, então tudo o que construimos encima disso se acaba, e fica um vazio, e esse vazio faz eco, esse eco vibra no coração e na mente a importância daquilo que mudou. Por um tempo desconectamos da luz, visitamos sentimentos opostos ao que sentíamos, questionamos tudo, lutamos para tentar voltar ao que era, mas nunca mais seremos os mesmos. Então aceitamos que nada permanece o mesmo, que nada realmente acaba, apenas muda de caminho, apenas segue o fluxo do que tem que ser. Muitas vezes fazemos o luto como sendo uma finalização, mas algo continua florindo e brotando, e sempre vai continuar, porque luto não é fim, é mudança, transição. E pode ser recomeço, ou um simples começo, porém nada fica igual após vivermos esse momento.
Seja como for, de alguém que partiu, uma separação ou afastamento de alguém importante, um trabalho especial… tudo que importa e de repente não está mais na nossa vida e por isso muda a forma como vivemos, é luto. Nosso corpo sente, nossa mente sabe, a alma não esquece, e dói, dói demais não ter mais algo que era tão importante. Mas a vida não permite que fiquemos estagnados, ela pede mudanças e sempre vai trazê-las independente da nossa vontade.
Nessa fase encontramos respostas que não procuramos antes. Entendemos a importância daquilo que vivemos depois que acaba, nos questionamos muito sobre o que deveríamos ter feito, ou e se eu tivesse feito diferente? E se eu não tivesse feito isso ou aquilo? E se eu tivesse ficado quieta? Questionamos tudo, mas é inevitável, precisamos lidar com a mudança, causada por nós ou pela vida. Não há o que fazer.
A LIÇÃO DE MARTA
Vozes de pranto em Betânia,
a pequena aldeia o luto abateu;
Marta e Maria, soluçando:
“o amigo do meu Mestre faleceu”.
Por que Ele não veio quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez.
Onde será que está agora
o Cristo poderoso, Rei dos Reis?
Quatro longos dias se passaram,
à pequena aldeia Cristo então chegou.
Prostrada aos Teus pés, ajoelhada novamente,
Marta então falou:
Por que não vieste quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez;
Lázaro morreu a Te esperar,
ó Cristo poderoso, Rei dos Reis.
Onde foi que o puseram?
A ressurreição e a vida em mim estão.
Marta então falou com refrigério
quando viu a Lázaro ressuscitar.
Cristo nunca tarda, Ele sempre tem
o momento certo para agir,
porque Ele é o Senhor,
da vida o Autor,
o Cristo poderoso, Rei dos Reis.
Cícero Marcos
O Brasil hoje é um pêndulo brusco que oscila entre o luto e a luta. E a consciência humana coletiva é o ponto de equilíbrio para a vida vencer.
Quando a morte vence, ninguém ganha.
Que luto é esse?
O que é pior?
Esquecer alguém que morreu
ou enterrar alguém vivo?
As lembranças vêm à tona o tempo todo…
Ele está ali.
Existe. Respira. Caminha no mesmo mundo.
Mas eu não posso vê-lo,
não posso senti-lo,
não posso tocá-lo,
nem ao menos ouvir a sua voz.
Que luto estranho é esse
que não tem velório,
não tem despedida,
não tem última oração?
É o luto de quem precisa
eliminar da própria vida
alguém que ainda vive.
Não apenas nas memórias,
não apenas nas fotografias —
mas vive, aqui, na realidade.
E o pior de tudo…
vive aqui dentro de mim.
Como uma presença silenciosa
que o tempo ainda não levou.
Luto Vivo
Lutar contra um luto vivo
não é tão simples assim.
São dores profundas
que atracam a capacidade de viver,
como âncoras pesadas
presas no fundo da alma.
Você se sente viva…
mas ao mesmo tempo
sente a própria pele
consumindo os ossos.
Porque a carne que ainda respira
vai se desfazendo lentamente
na angústia
e numa solidão devastadora.
E quando alguém aparece
com amor nas mãos
tentando te alcançar…
você o puxa também
para esse buraco escuro,
avassalador,
sem fundo.
Como se o vazio
engolisse tudo
que ousa se aproximar.
E assim, sem querer,
talvez você elimine
uma das poucas chances
de voltar
a ser feliz.
Heroica Desistência
Demétrio Sena - Magé
Algumas vezes não luto. Cedo e me acomodo bravamente. Foi o que fiz há mais de vinte anos, com a implosão do meu organismo, em razão da ausência do sistema linfatico, ao ser conduzido a um hospital, quase na certeza de morrer: tinha desenvolvido uma septicemia. Septicemia é quase sentença de morte. Lembro-me do meu coma semiconsciente, quando só eu sabia que estava semiconsciente: não orei, não recorri a nenhuma fé, não pensei nas pregações religiosas que sempre ouvi, e sequer passou pela minha cabeça qualquer temor do suposto inferno, profano que sou. Só me deixei. A minha condição de saúde lutando contra mim, sem ter a menor das resistências, de minha parte.
Dias após, ocorre o que chamariam de milagre, se eu fosse um "homem de Deus", ou de "Deus, pátria e família", e minha família tivesse reunido "oradores" ao meu redor. Naqueles anos, ainda era permitido que grupos religiosos fossem aos hospitais oprimir doentes, ameaçar com o inferno, caso morressem "sem salvação". Abusar da fragilidade e da "paciência" do paciente, para impor-lhe uma fé cristã. Cruzadas hospitalares do medo e das "ameaças santas".
Depois de muito não lutar e assim mesmo voltar para casa, percebi que os medicamentos tratavam minha patologia, mas me deixavam inerte, sem força e ânimo. Mais uma vez resolvi deixar estar e abrir mão dos medicamentos, mesmo crendo na ciência e na medicina, porque afinal, não sou bolsonarista. Só tomei a decisão de arriscar viver menos, com mais qualidade de vida. Não "preguei" minha decisão que parecia negacionismo. Só fiz uma escolha perigosa, em situação única; muito pessoal. Sem influenciar um possivel coletivo com teorias maciças da conspiração.
Como a perna esquerda parecesse representar perigo a todo o organismo, logo veio a tentativa do médico, de cortá-la, porque com ela, eu morreria em seis meses. Tudo havia implodido entre ela e a virilha, onde ainda está minha bomba-relógio. Demorada bomba-relógio, que não decide o que fazer. Como estava consciente, não permiti. O médico não mentiu; apenas calculou mal: por pouco a minha "brava desistência" não "me levou", mas algo se acomodou dentro de mim, tanto quanto eu. Ainda estou vivo. "Ainda estou aqui". Caminho longas distâncias, pedalo e ainda faço uma ginástica mequetréfi diária, não por músculos (realmente não os tenho), mas por manutenção.
Vivo como se a vida fosse companheira fiel; não a coisa traiçoeira que me deixa solto em um labirinto. E nesta vida, faço tudo sem disputa: sou um escritor que não busca fama e troféus; trabalhador que não deseja ser destaque; cidadão que já rejeitou comenda municipal (título de cidadania), porque nada disso me completa. Só me completa o fazer. A chance de levar meus feitos aos olhos de quem aprecia. Quem aprecia de verdade; não finge uma vez a cada quatro anos. Ombradas e rasteiras? Exclusões? Enfrento muitas e nada faço; sigo meu caminho, bravamente acomodado com o que sou, quem sou, e com o que acredito. Minha fé é na vida e nos seres humanos que restam da maioria. Tem muita gente boa no mundo.
Perfeito? Longe de ser perfeito.Tenho fama de mau, esquisitices que ninguém intui, como acho inteiramente normais, práticas que o moralismo abomina. Mas tudo isso de mim para mim mesmo. Zero maldade contra o próximo. Zero trama para "me dar bem" às custas do outro. Zero preconceito, zero separarismo, vingança e qualquer farsa para me mostrar melhor do que sou. Se você não acredita, zero preocupação. Desisto heroicamente. De você.
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Respeite autorias. É lei
