Luto

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Lutas




Lutei ontem,


luto hoje,


venho de várias batalhas,


no amanhã já me sinto forte e preparado.

o luto é a única dor que lhe acompanhará pelo resto de sua vida, ele não diminui, não dá pra esquecer, apagar, ignorar, ele só adormece, pois ele carece de lembranças para vir a tona, ele e saudade são palavras distintas no dicionário mas sempre andarão lado a lado na existência humana.

A vida é um eterno luto pelas escolhas erradas.

O pior dia do luto não é o dia do enterro,
nem a missa de sétimo dia,
nem a dor silenciosa do primeiro aniversário.


O pior dia do luto é um dia comum.
Um dia em que a vida segue, tranquila,
e algo acontece, algo tão simples
que te faz pensar em contar pra aquela pessoa.


Mas, de repente,
a realidade te atravessa e te esmagada pela dor da realidade que ela não vai mais voltar.

⁠Desmataram o verde e cobriram de luto
com as cinzas das próprias folhas

a mesma folha que assina o contrato
é a mãe das que jazerão nos matos

consequência de nossos atos
em transformar que vive
em algo tão barato.

"Sorte daqueles que já morreram, Azar o meu, luto para viver e luto para não envelhecer e mesmo assim morrerei".

POR QUE É NECESSÁRIO MUDAR?

Dias desses encontrei uma pessoa que me disse: - Há muitos anos luto para mudar e não consigo. Quero mudar de casa, de emprego, de cidade e talvez até de País. Porém, tenho a impressão de que tem algo que me segura aqui.
Encontrei outra que disse em um discurso o seguinte: - Há quanto tempo esperei por este momento. Lutei e almejei tanto por esta mudança que ela aconteceu. Estou muito feliz por isso. E eu também fiquei feliz em ouvir isso dela.
É nestas horas que vemos que nada nos segura. Que não existe lei alguma que nos impede de mudar; seja de emprego, de casa, de cidade e até mesmo de Estado ou País. O que nos impede de mudar é o medo, a insegurança e muitas vezes a comodidade. Não queremos passar trabalho e isto faz com que não mudemos.
Viemos de famílias tradicionais, com costumes e credos cujo objetivo era crescer, casar, ter filhos, constituir uma família e pronto. Nada mais importava, há não ser este futuro que era programado por eles. Não importava se queríamos aquele futuro ou não. O que importava era o conforto e a segurança financeira.
Por que é necessário mudar? É necessário mudar para que possamos experimentar outras fases da vida, porque os ciclos se fecham e outros se aproximam para que entendamos que a vida é metamorfose constante. Se ficarmos parados e não acompanharmos toda essa evolução, não entenderemos o significado da nossa existência. Precisamos entender que mudar é uma necessidade para a nossa sobrevivência.
Feliz daquele que tem a coragem de mudar. Feliz daquele que tem a persistência para fazer com que a mudança aconteça em sua vida. Feliz daquele que vê que mudar é preciso. Que mudar faz parte da nossa vida. Que mudar nos transforma, eleva o nosso espírito e deixa nossa alma vibrando.
Que quando mudamos nos sentimos livres. Que quando estamos determinados a mudar e a mudança acontece, percebemos o quanto fora necessário toda aquela transformação. Vivemos numa era em que crescer e evoluir é necessário.
Quando falamos em mudanças, estamos falando de libertação, de vida espiritual. Estamos falando de sair da casca e voar. De deixar os restos para trás e atingir o infinito mundo das ilimitações. Voar e ver o mundo de uma nova forma, sob outra perspectiva. Que toda mudança é válida, desde que, entendamos que mudar apenas de casa ou de cidade não é mudança e sim uma fuga.
Que a mudança começa de dentro para fora. Que mudar é transformar o mundo interior. Quando isto acontecer, estamos prontos para a mudança exterior.

O pior do luto é quando a vida continua, mas uma parte de você fica parada no tempo.
Não é só a falta da pessoa, é a falta do que você era, quando ela estava aqui.
Existem dias, em que a saudade aperta tanto, que respirar parece difícil, porque tudo lembra quem se foi: uma música, um cheiro, um momento simples que nunca mais será igual.
E então, vem aquele silêncio doloroso, a certeza de que, nenhuma lembrança abraça de volta.
O luto é aprender a viver, todos os dias, com uma ausência, que nunca deixa de doer.

Entendimento do luto
Luto, palavra que carrega um peso enorme nas nossas mentes. Vivemos o luto quando uma grande mudança acontece em nossas vidas. Confundimos com perda, mas o luto é mudança, não finalização. Viver o luto envolve entender e aceitar mudanças que abalam o sentido da vida. De repente alguém que amamos ou algo que acreditamos muito, que lutamos para merecer ou que depositamos esperanças, não está mais lá, então tudo o que construimos encima disso se acaba, e fica um vazio, e esse vazio faz eco, esse eco vibra no coração e na mente a importância daquilo que mudou. Por um tempo desconectamos da luz, visitamos sentimentos opostos ao que sentíamos, questionamos tudo, lutamos para tentar voltar ao que era, mas nunca mais seremos os mesmos. Então aceitamos que nada permanece o mesmo, que nada realmente acaba, apenas muda de caminho, apenas segue o fluxo do que tem que ser. Muitas vezes fazemos o luto como sendo uma finalização, mas algo continua florindo e brotando, e sempre vai continuar, porque luto não é fim, é mudança, transição. E pode ser recomeço, ou um simples começo, porém nada fica igual após vivermos esse momento.
Seja como for, de alguém que partiu, uma separação ou afastamento de alguém importante, um trabalho especial… tudo que importa e de repente não está mais na nossa vida e por isso muda a forma como vivemos, é luto. Nosso corpo sente, nossa mente sabe, a alma não esquece, e dói, dói demais não ter mais algo que era tão importante. Mas a vida não permite que fiquemos estagnados, ela pede mudanças e sempre vai trazê-las independente da nossa vontade.
Nessa fase encontramos respostas que não procuramos antes. Entendemos a importância daquilo que vivemos depois que acaba, nos questionamos muito sobre o que deveríamos ter feito, ou e se eu tivesse feito diferente? E se eu não tivesse feito isso ou aquilo? E se eu tivesse ficado quieta? Questionamos tudo, mas é inevitável, precisamos lidar com a mudança, causada por nós ou pela vida. Não há o que fazer.

O pior luto é aquele em que sepultamos uma parte de nós mesmos. O que muitas vezes é necessário pra que continuemos vivos.

Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.

Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.

O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.

Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.

Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.

No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.

A LIÇÃO DE MARTA


Vozes de pranto em Betânia,
a pequena aldeia o luto abateu;
Marta e Maria, soluçando:
“o amigo do meu Mestre faleceu”.


Por que Ele não veio quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez.
Onde será que está agora
o Cristo poderoso, Rei dos Reis?


Quatro longos dias se passaram,
à pequena aldeia Cristo então chegou.
Prostrada aos Teus pés, ajoelhada novamente,
Marta então falou:


Por que não vieste quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez;
Lázaro morreu a Te esperar,
ó Cristo poderoso, Rei dos Reis.


Onde foi que o puseram?
A ressurreição e a vida em mim estão.
Marta então falou com refrigério
quando viu a Lázaro ressuscitar.


Cristo nunca tarda, Ele sempre tem
o momento certo para agir,
porque Ele é o Senhor,
da vida o Autor,
o Cristo poderoso, Rei dos Reis.


Cícero Marcos

Quem perde um grande amor não encontra flor nesta caminhada, pois o luto transforma o jardim da vida em um deserto gelado.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A paciência é a alquimia que transforma perda em memória. Sem ela, o luto explode em rancor e fome. Com ela, o passado vira lembrança comestível. Aprendo a cozinhar memórias, a temperar saudade com graça. E então o que restou alimenta, em vez de matar.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

Cada batida do meu coração é uma nota em luto pela vida que não terei se não for a teu lado.

Há noites em que a esperança veste roupas de luto. Parece estranho, mas existe beleza até nisso. Aceitar o luto como parte do caminho é bem-vindo. Porque nele às vezes surge um novo broto. E o broto é o começo de outro começo.

O luto tem regiões silenciosas e outras que gritam. Aprendi a circular entre elas sem pressa. Às vezes sento e deixo o pranto passar como chuva forte. Depois, limpo o rosto e sigo, com as mãos molhadas. E isso é o que chamam de resistir com ternura.

Carrego um luto sem rito de passagem, uma perda invisível que me transformou em alguém que eu ainda estou tentando conhecer.