Luto
Aquilo que não tem remédio, remediado está:
Dê um passo de cada vez.
Concentre-se apenas no que estiver ao seu alcance.
Aquilo que estiver fora do seu alcance, não depende de você — ou — não pertence à você — , use o bom senso, faça aquilo que você puder fazer, da melhor maneira possível, sem jamais se prejudicar.
E siga em frente, porque as coisas se resolvem por si mesmas, naturalmente, em seus próprios tempos — cedo ou tarde, bem ou mal, mas se resolvem.
A morte é o único destino certo, não há atalhos para desviar-se da morte nem dinheiro no mundo que possa suborná-la. Ninguém nasce para semente.
O envelhecimento é um processo de despedidas contínuas. Envelhecer é se despedir da vida, pouco a pouco. E, às vezes, isso pode gerar lutos simultâneos e até inconscientes.
Em todos os seguimentos da vida tem os bons, os ruins e o equivocados. Estamos vivendo em tempo que ser odioso é sinônimo de convicção. Nada é 100% certo com relação as muitas coisas da vida, sempre há os poréns. A empatia tem sido sabotada vorazmente em nossos corações, achando que ter razão é ser totalitário. Certa vez li o absurdo que o luto virou moda nas redes sociais para a esquerda. Consegues ver o absurdo de tal fala ou teu coração também foi endurecido através das amarras de tanta coisa ruim que tens ingerido nas midias sociais? O luto não tem partido, ideologia, nada, luto é sentir dor, saudade e vazio. Nutra-se de coisas boas e preencha com as pessoas que tu ama. Não sabemos o tempo que nos sobra e ainda sim perdemos tempo com coisas que não nos nutrem a alma. Que tipo de sentimentos você se partisse hoje estaria levando?
A morte é um vazio ... uma tristeza que corrói... as palavras somem as lágrimas insistem em sufocar a alma...
Quando um ente querido parte e voa para o céu, leva junto também teu coração. E tu perdes o chão, paralisa no tempo e tudo toma outro sentido em tua vida. Tu começas a enxergar um mundo intangível, que parece obsoleto, e só tu enxergas agora e que tudo o que era antes também foi embora...
Os que creem não serem criados para esse mundo, não celebram a morte, mas a libertação dela.
A Vida Eterna!
Deixar de postar uma nota de falecimento pode prejudicar os que só aguardam esse evento para enaltecer o outro.
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
Hoje, temo menos o fim da vida do que o teatro da despedida — velórios encenados, a turma da moral encenada e as gargalhadas condenadas.
