Luta pelo Amor Proibido
Jamais escreverei uma autobiografia.
Primeiro, porque não me considero suficientemente interessante.
Segundo, porque canso só em lembrar do que vivi.
Terceiro, porque não a história não faria sentido nenhum,
pois pareço ter vivido múltiplas vidas
e todas elas da pior maneira possível.
Sou um colecionador inveterado de erros e fracassos.
Apanho da vida como uma espécie de Rocky Balboa
cuja luta nunca termina
e a vitória nunca chega.
Mas sigo.
Porque preciso.
Porque vivo.
Porque na lona, com o rosto rente ao chão,
vejo aquela flor que brota,
vejo as estrelas brilhando no céu,
vejo o sorriso da criança pequena,
e todas essas coisas bobas e belas
junto com a justiça e a paz no horizonte
que ainda me fazem acreditar
que tudo isso vale a pena.
A realidade não se importa com seus sentimentos. O mundo é dos fortes, dos que enfrentam a verdade sem medo. Acorde para o que é real: ou você domina, ou é dominado. Lute, caia, levante, mas nunca espere que a vida seja justa. O poder está em suas mãos, se você tiver coragem de tomá-lo.
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Se o barco virar, eu sigo nadando de costas, sempre de olho nas estrelas, o céu é só um degrau para alcançar o o limite....
Eu desejava muito a vitória, então travei uma batalha árdua com as minhas lutas.
Em cada golpe eu aprendi o preço da conquista.
Em cada recomeço, o valor da determinação!!
Eu, bem como muitas outras ativistas, militantes e trabalhadoras contemporâneas, fomos capazes de compreender que o amor não era o principal objetivo de nossas vidas e que nós sabíamos como dar ao trabalho a devida centralidade. Não obstante, nós poderíamos ter produzido e alcançado muito mais, caso nossas energias não tivessem sido fragmentadas na eterna luta com nossos egos e com nossos sentimentos por outros.
É necessário que as mulheres lutem pelo voto, pois, por meio dele, se nos juntarmos em número suficiente para usá-lo para determinados fins, poderemos alcançar reformas a favor dos nossos próprios interesses, deixando claro aos governos que eles devem nos dar o que queremos ou abrir caminho para quem que o fará.
Somente quando suportarmos infinitamente mais do que os homens e lutarmos de forma infinitamente mais enérgica, eles se importarão o bastante ou entenderão o suficiente para ajudar as mulheres a serem politicamente livres.
A vida é uma jornada de batalhas e vitórias, onde cada desafio nos molda como guerreiros, prontos para enfrentar o desconhecido e encontrar a verdadeira essência da nossa existência.
É inegável que as batalhas que lutamos nos trazem grandes aprendizados. O que ninguém sabe é que esse aprendizado é adquirido mais com as batalhas perdidas que com as vencidas.
Não espere que a vida seja sempre um mar de rosas por que quando vc menos espera ela te dar uma rasteira e te joga no chão não espere que as pessoas sejam sempre suas amigas elas um dia poderão te virar as costas não espere sempre sinceridade algumas delas serão falsas, se isso aconteceu com certeza vc caiu. Mas só depende de você permanecer no chão, ou levantar e seguir em frente mais forte. O que te derruba hoje te fortalece amanhã.sempre podemos recomeçar.
Leriano perêirah
" Escute sempre seu coração e se quiser realizar seus sonhos não tenha sanidade sempre, loucura é passar pela vida sem lutar pelo que você acredita"
A esperança nutre a determinação e o foco nos resultados. Positivos ou não, nunca se arrependa de lutar.
PREMONIÇÃO
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Em um dia de meio dia,
meus olhos, somente os olhos,
tiveram uma visão.
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Lembro-me que a luz me doía
como uma ponta de sabre
no corpo do coração.
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Lembro-me, sem muito assombro,
que tudo quedava incompleto,
como se as luzes buscassem em vão
o preenchimento das coisas.
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Na sintonia das imagens
dissecavam-se as paisagens
sem mistificação:
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Não obstante o colorido,
ficavam os homens repartidos
como se feitos de pão.
A uns: o ouro e a prata;
a outros: a fome e a crença;
a esses: a esperança;
para aqueles: quitutes em lata.
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Tanto sol doía
nos ombros da nação
(talvez não houvesse justiça
em sua distribuição).
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E talvez por ser evidente,
ficavam doídas e claras
as sombras dos coqueiros.
Ali, onde outrora era verde
espreitam crianças no desamparo.
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Desamparadas, porém livres,
querem construir a nação
– mas faltam-lhe os instrumentos:
os braços, e as mãos...
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Igualmente iluminados,
os andarilhos nas estradas:
pés descalços, chapéus de palha,
– ou capacetes e mãos de graxa –.
Todos, embora cansados,
querendo correr o chão.
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Mas falta-lhes segmento:
as pernas da multidão.
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Arre!
Tanto sol
arde como uma tarde
de Verão...
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BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgências, 2024]
