Luis Fernando Verissimo Sonhos
Ainda sonho, as vezes, com você depois de tantos anos...
E meu encontro com você nestes sonhos são sempre mágicos mas ao mesmo tempo mostra um encontro impossível, sei que jamais tocarei novamente as tuas mãos e muito menos tocarei os teus lábios e não sei se um dia ainda meus olhos encontrarão os teus...
Mas esta manhã acordei mais atordoada pensativa e um tanto quanto perturbada pelas sensações que tive com você nos meus sonhos...
Ainda guardo uma foto tua 3x4 que roubei na tua casa naquele tempo...e não resisti a olhá-la.
Eu acho que ainda o amo...amor mal resolvido ao menos pra mim...depois de 16 anos!
Não o encontro a tanto tempo..e não sei como será minha reação ao vê-lo um dia.
Admito que não sei se quero te esquecer..as tuas lembranças são muito boas e gosto de relembrar mesmo que não pareça correto..
Enfim essa paixão veio pra ficar..cravada no meu coração e na minha memória...
A gente não tem culpa de não ter dinheiro.
Pelo menos a gente é rico de
saúde, sonhos e amor pelo que tem
e pelo que faz!
O vazio entre as estrelas reflete o espaço que deixamos para os sonhos que nunca ousamos perseguir.
(LilloDahlan)
Finados...
Imagino uma escada na porta do céu.
Com um corrimão invisível, feito de sonhos e saudades.
A escada beira as nuvens e seus degraus são formados por rabiscos coloridos feitos por mãos de crianças, cheiro de comida, de roupa lavada e sons de canções que vem de um rádio antigo.
Os degraus levam até a um portal feito de amor.
Neste portal, onde o hoje é ontem e o ontem é hoje, dois anjos velam.
Cada um ocupa o tempo de vigília a sua maneira...Felizes!
Um quadro impressionista, como uma tela de Monet.
Impressões de um encontro que um dia sei que acontecerá…
Sonhos...
transportados em bolas de cristal
Que só aparecem no Natal!
Caridade, humanidade, demonstrações de afeto, abraços, sorrisos...
Que não sejam só conteúdos das bolas de cristal
Que só aparecem no Natal…
Apanhadores de sonhos
A teia pendurada
balança com o vento
captura nossos sonhos
quando eles ainda estão no ar.
Que o sonho bom
deslize suavemente
pelas penas
até nos alcançar.
O sonho ruim
que fique
preso no círculo
até que
a primeira luz
de cada novo dia
o faça evaporar...
Minhas gavetas guardam tesouros.
Os pensamentos, sonhos, alegrias, tristezas, esperanças das minhas tias, avós, mãe, sogra, cunhada, irmãs, entrelaçados em pontos coloridos.
Forrinhos e colchas de crochê carregam histórias que as bocas não contam.
Elas saem dos corações, caminham pelas mãos, se abraçam formando belezas rendadas...
Na manhã gelada de outono não há paisagem, nem maquiagem suficiente para pintar sonhos coloridos no sono dos excluídos...
Depressa com o andor que a Santinha não é de barro!
É feita dos nossos sonhos e esperanças.
E o tempo urge...
Em teus olhos meus
Nos seus olhos eu posso ver, sim eu vejo;
Sonhos e anseios, realidades e desejos;
Vejo tua angustia nos limites que a vida ensina;
Mas também vejo vivas as tuas fantasias de menina.
Do príncipe encantado, ao homem hoje amado;
Do imenso castelo, ao quarto pequeno, mas belo;
Nada mudou, a não ser o teu olhar, eu posso ver;
Não é mais o que você tem, mas o que deixou de querer;
Mordera a maçã envenenada da bruxa chamada vida;
E não achas o príncipe que com um beijo lhe cure a ferida.
Do momento que esqueceu de como sonhar...
Ao momento que acordou.
Do momento que voltou a deitar...
Ao momento que não mais sonhou.
Viver enclausurada na rotina é fazer cessar os sonhos e existir apenas na repetição monótona dos dias que crescem nos anos.
