Luis Fernando Verissimo Sonhos

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Para toda angustiante interrogação, existe uma inesperada exclamação. Para toda vírgula que não te deixa ir adiante, existe um ponto final. Para toda reticência que dói para sempre, existe um novo parágrafo.

A vida é assim: Melhores amigos estarão sempre juntos, aconteça o que acontecer.

O que você mentir eu acredito.

Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final.

Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão-escudo. Ando meio fatigado de procuras inúteis…

Não vou perguntar porque você voltou, acho que nem mesmo você sabe. (...) Só vou perguntar porque você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto.E esquece sabendo que está esquecendo...

É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também.

Me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio…

Não sei o que faço, onde fico: tenho muito medo, mas confio em Deus.

Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou.

Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre.

Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.

Recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos.

Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro.

Não fique aí remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser.

Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.

Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.

Ela era mais do que linda. Era viva. Sarcástica. Tensa. Meio confusa. E rainha.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada.

(pequenas epifanias)