Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
XIII - Emissário de um rei desconhecido
Emissário de um rei desconhecido
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anómalo sentido...
Inconscientemente me divido
Entre mim e a missão que o meu ser tem,
E a glória do meu Rei dá-me o desdém
Por este humano povo entre quem lido...
Não sei se existe o Rei que me mandou
Minha missão será eu a esquecer,
Meu orgulho o deserto em que em mim estou...
Mas há! Eu sinto-me altas tradições
De antes de tempo e espaço e vida e ser...
Já viram Deus as minhas sensações...
O canto
Tudo está calmo no campo minado
melros e rouxinóis cantam
e apenas um cuco sábio
cautelosamente silencioso.FernandoSoeiro
Como assim... Humanismo é!
Eu respeito os outros por causa dos meus valores, não pelos seus comportamentos..
Vontade de humanidade. Sim
Vontade é uma força incontrolável. Glória aos que defendem os direitos universais. Devemos insistir no princípio de que a humanidade é uma família com interesses comuns.
O trunfo do Imbecil.
Quando um imbecil quer falar de um assunto sério, só sai asneiras da sua boca.
Triagem Social
Ao longo da vida todos nós, estabelecemos relações sociais em diferentes esferas. Seja dentro da família, na escola, com colegas de trabalho no café, na NET, ou até mesmo com aqueles com que tivemos relações sentimentais que se encerraram sem rancores. São muitas as pessoas com quem cruzamos na nossa vida onde partilhamos assuntos épocas ou momentos, mas que nem por isso irão nos acompanhar para sempre. Muitas são relações que já não contribuem com nada para a nossa vida ou, pior ainda, porque se tornaram tóxicas, E acontece também que, vivemos como se padecêssemos de uma espécie de síndrome de absentismo social em relação á Humanidade. Muitas dessas relações não interessam e não nos trazem nada de novo á nossa essência, A todas essas pessoas e na qual se incluem os necessários imbecis sociais, chamados ( cabeça de abóbora ) que gravitam ao nosso redor, por várias razões tornam-se bastante difíceis de nos desligarmos delas é preciso parar de acumular amigos (seja na internet ou na vida real). E compulsivamente começar a valorizar as relações com aqueles com quem realmente vale a pena passar o nosso tempo.
Fim da linha.
Por mais que uns tentem outros queiram, não tem solução... a natureza põe e dispõe, um dia nós seremos uns meros espectadores.
Provavelmente.
Por culpa minha,
Ou por culpa de outros, não consegui.
Não consegui realizar,
Aquilo que eu esperava de mim.
Provavelmente,
Por culpa minha, outros não conseguirão, Não conseguiram, Não hão-de conseguir.
Perdi-me na infância do tempo.
Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.
Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer grandeza são seu nome
Dentro em mim a vibrar.
Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.
Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.
E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão nocturna que me guia.
Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.
Aprenda a registar cada erro cometido por ti.
Para amanhã servir de rascunho e fazer ao contrário.
O oposto do erro é o certo.
Minhas memórias
Por vezes enxergou o meu passado e vejo a razão para lutar hoje, amanhã e para sempre.
O meu passado precisa servir do meu sucesso hoje.
O meu passado precisa ser o espelho do que sou hoje.
Esse passado não pode me tornar vítima da pobreza.
Esse passado me tornou o homem cheio de nobreza.
Essas memórias que reflectem o meu esforço diário.
O foco do que é vivido no mundo cheio de pobreza.
O passado, O passado me faz construir o bem estar de mim.
As minhas memórias, as minhas memórias
Não me negue o seu amor, pois é através dele que me tornei o poético.
Não me negue o seu coração, pois é através dele que o meu vê a sua função.
Te amo sem uma razão explicativa, talvez seja esse o motivo da minha insegurança ao saber que um dia posso te perder.
A idéia de que a lei da atração é capaz de anular o carma é absolutamente inepta, tendo em vista que são regidas por leis diferentes de causa e efeito.
Quanto a lei da atração, você continua criando sua realidade.
Quanto ao carma, não há como desfazer o que já foi feito.
Não há fuga do aprendizado. Ou você aprende ou repete a lição. Como fazer? Basta buscar aprender através do amor e entendimento.
O TEMPO É VALIOSO DEMAIS
O tempo é valioso demais
para eu gastar torcendo por vitórias que não mudam minha jornada,
em festas ruidosas que abafam o silêncio da alma cansada.
É valioso demais para discussões vazias,
para correr atrás de aplausos em plateias frias.
Não vale a pena perder horas com inveja ou rancor,
com medo de errar ou fingindo ser o que não sou. Por favor...
Não vale chorar por orgulho ferido,
nem esperar que o mundo me faça sentido.
Não vale a pena alimentar vaidade,
nem fingir alegria em meio à falsidade.
O tempo não deve ser jogado fora em amores mornos,
em promessas rasas, em sonhos sem adornos.
Mas vale — oh, como vale —
sentar ao lado de quem te escuta com o coração inteiro,
abraçar o silêncio de um fim de tarde verdadeiro.
Vale rir até a barriga doer,
vale amar mesmo com medo de sofrer.
Vale escrever, criar, construir,
ver a vida brotar, sem medo de partir.
Vale sentir o vento, andar descalço na areia,
valem os cafés lentos, as conversas sem peleia.
Vale lutar pelo que aquece a alma,
perdoar para manter a calma.
Vale servir, aprender, crescer,
e estar presente no que se escolhe viver.
O tempo é valioso demais
Não para contar os dias que passam,
mas para viver os dias que ficam.
A convicção verdadeira não teme a revisão, não se afasta da escuta e se ancora em princípios — ela é forte justamente porque é flexível e consciente.
A teimosia, ao contrário, é a rigidez de quem teme parecer fraco ou perder controle, confundindo força com obstinação cega.
A máscara se ajusta tão bem ao rosto que começa a parecer pele. Mas, no fundo, há um ruído.
Uma fricção entre o que mostramos e o que sentimos. Um cansaço. Uma sensação de estar sempre atuando, sem saber exatamente onde termina o personagem e começa o eu.
