Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos

Cerca de 39523 poemas Luis Fernando Verissimo Sonhos

Eu sei que por algum tempo vou me manter oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e acontecem, tudo misturado. Sei tambem que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.

Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"

Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas...

O próprio sonho me castiga. Adquiri nele tal lucidez que vejo como real cada coisa que sonho.

Tão abstrata é a idéia do teu ser que me vem de te olhar, que, ao entreter os meus olhos nos teus, perco-os de vista.

Espelho, espelho meu...
dizei-me se há alguém
mais, atrapalhada
mais confusa,
mais entusiasmada,
mais preguiçosa,
mais esquisita,
mais animada,
mais perdida,
e mais apaixonada
do que eu?

Intuição do amor

Por não saber de você,
por intuição ou exclusão,
te adivinho, te busco nas minhas memórias,
e te encontro nos sonhos mais loucos,
nos desejos não revelados,
os mais desejados…

Apenas te busco,
assim, sem posse, sem querer ter,
apenas me largar em teus braços,
e no meio desse abraço envolvente,
ser, estar e conviver.

Dividir o amor sem querer acertar na conta,
não quero saber da razão,
quero conjugar com você,
o verbo permanecer.

No emaranhado dos pensamentos,
no calor dessa noite que não queremos que termine,
eu me distraio, viajo em sonhos rápidos,
vejo o mundo azul, o mar sereno.

O meu peito sem ansiedade,
reflete esse momento
e sinto paz…

Então,
contemplo o tempo do amor,
sem pressa, sem medo,
por pura intuição.

Olho para o seu rosto,
me distraio e concluo;
viver esse momento com simplicidade,
é um jeito de reafirmar;
que acredito no amor.
Uma maneira de dizer:
eu te amo!

Textos e poema de Luis Fernando Veríssimo;
Textos de Arnaldo Jabor
Poemas de Cecília Meirelles

Inserida por Salvadora

Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos.

Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.

Ninguém é o que parece ou o que aparece. O essencial não há quem enxergue. Todo mundo é só a ponta do seu iceberg.

A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República Checa tem o governo em Praga e o Brasil tem essa praga no governo.

Falo a língua das loucos porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos nem suas vãs filosofias.

A maneira como você encara a vida é que faz a diferença. A vida muda quando você muda.

Não viro a cara para meus acusadores, embora eles só mereçam desprezo, mas os enfrento com um olhar límpido como minha consciência e um leve sorriso no canto da boca.

Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto.

Luis Fernando Verissimo

Nota: Adaptação de trechos de Link

Não somos otários, como pensam. Somos hipócritas. Isto é, otários conscientes, otários assumidos, otários porque o contrário seria sucumbir ao amoralismo dos outros.