Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
É SÓ DIZER OK
Se você disser ok eu poço ser teu sol
Num dia chuvoso
Perto de você fico nervoso
Se você disser ok posso ser teu cobertor
Numa noite fria
Olhando sua foto você me seduzia
Num desejo tão louco
Que a mentira virou verdade no pensamento
Você finge estar dormindo quando eu acordo pra te amar
No meu sonho nada lindo
Eu acordo sozinho querendo te ligar
É só dizer ok me der um sinal
E vem me amar depois do Carnaval
O meu sofrimento vai ter um fim
Quando você dizer ok pode vi morar aqui Pertinho de mim
L
igar pra quer se você não vai me atender
Você não me deu corda mais eu vou me forca
Com essa vontade de te ver eu vou me matar
De tanto amar
Antonio Luís Compositor
10/08/2015
MINHA HISTÓRIA DE VIDA
Pucha o fole sanfoneiro
pucha o fole sanfoneiro
que eu quero dançar
Mesmo sem saber
Eu quero tentar
No meu tempo de criança a pai pedia a bença
Pai e mãe me abençoava e eu na penitência
Ia trabaiar na roçar nove anos de idade
Venho de família pobre não tiver vaidade
Com nove anos de idade
Mudei de cidade
Onde vivo até hoje
Você que sabe dança
Eu posso lhe invejar
Porque nunca aprendi
Nunca tive coragem
Mais hoje encorajado
To salão estou aqui
Minha história de vida
Não tem dança nem bebida
Tive que trabalha pra conseguir o que eu queria
Parabéns pro cabra que dançou com Maria
Perdi minha paquera e muito gostando dela
Arrumei uma sem juízo
Passei muito perigo
Pensei estar no céu Mais sair no prejuízo
Poeta Antonio Luís
17/08/2015
LEIO NO SEU OLHAR
Eu leio no seu olhar
Que você quer me dar
Eu leio no seu olhar
Que você quer me dar
Senta já sentou
Fiz um carinho e ela gostou
Senta já sentou
Fiz um carinho e ela gostou
Seu olhar carinhoso
Causa em mim um alvoroço
Quero fazer Amor gostoso
Eu leio no seu olhar Que você quer me dar amor
Eu leio no seu olhar Que você quer me dar amor
Amor gostosinho
Não vai faltar carinho
Amor gostosinho Não vai faltar carinho
Amor gostosinho Não vai faltar carinho
Antonio Luís Compositor
20/08/2015
GUERREIRA VERDADEIRA
quero mergulhar nos teus beijos
dividindo o mesmos desejos
você é meu mar quero navegar
te amando oba
sou pescador de amor
tentei te visgar fui visgado
pelo elo da paixão
você deságua em mim uma louca sedução
é abstrato uma ficção
te chamar de mar
te chamo por que te amo
você é uma guerreira tao verdadeira
É por isso que eu te amo
você é uma guerreira tao verdadeira
É por isso que eu te amo
Antônio Luís Compositor
31/07/2015
SENA DE UM FILME
Ela surgiu no canto da Praça
Não me viu fiquei sem graça
Mais eu fui em sua direção
Quanto mais eu caminhava
Meu coração palpitava
Será se ela me viu ou não
Com olhar sincero ela sorriu
Ela Esbarou numa pedra
E caiu
Bom pra mim que foi bem em meus braços
Foi Sena de um filme segurei
Apertado seu corpo então falei
Que o destino juntou nossos passos
Esse filme foi feito pra gente
Fique nos meus braços para sempre
Se sair Não demore pra voltar
Sena que só o destino trouxe
Porque a parti de hoje
Vou viver só pra te amar.
Antonio Luís Compositor
10/08/2015
O ABC do Sertao
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê.
Acacia Amarela
Ela é tão linda é tão bela
Aquela acácia amarela
Que a minha casa tem
Aquela casa direita
Que é tão justa e perfeita
Onde eu me sinto tão bem
Sou um feliz operário
Onde aumento de salário
Não tem luta nem discórdia
Ali o mal é submerso
E o Grande Arquiteto do Universo
É harmonia, é concórdia
É harmonia, é concórdia".
Apologia ao Jumento
É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão
Apologia ao Jumento (O Jumento e Nosso Irmao)
ajuda
É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Assum Preto
ajuda
Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.
Baiao de Sao Sebastiao
Vim do Norte
O quengo em brasa
Fogo e sonho do sertão
E entrei na Guanabara
Com tremor e emoção
Era um mundo todo novo
Diferente meu irmão
Mas o Rio abriu meu fole
E me apertou em suas mãos
Ê Rio de Janeiro
Do meu São Sebastião
Pára o samba três minutos } bis
Pra cantar o meu baião
Ai meu São Sebastião
Te ofereço este baião } bis
No começo eu tive medo
Muito medo meu irmão
Mas olhando o Corcovado
Assusseguei o coração
Se hoje guardo uma saudade
É enorme a gratidão
E por isso Rio amigo
Te ofereço este baião
Capim Novo
Nem ovo de codorna,
Catuaba ou tiborna
Não tem jeito não
Não tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não, não, não
Esse negócio de dizer que
Droga nova
Muita gente diz que aprova
Mas a prática desmentiu
O doutor disse
Que o problema é psicologico
Não é nada fisiológico
Ele até me garantiu
Não se iluda amigo véio
Vai nessa não
Essa tal de droga nova
Nunca passa de ilusão
Certo mesmo é
Um ditado do povo:
Pra cavalo véio
O remédio é capim novo
Meu Cigarro de Paia
Meu cigarro de paia
Meu cavalo ligeiro
Minha rede de malha
Meu cachorro trigueiro
Quando a manhã vai clareando
Deixo a rede a balançar
No meu cavalo vou montando
Deixo o cão pra vigiar
Cendo um cigarro vez em quando
Pra me esquecer de me alembrar
Que só me falta uma bonita morena
Pra mais nada me faltar
Cocota
De manhã muito cedinho
Lá vou eu para o meu banho de mar
Visto o short, sai correndo
No caminho é só dizendo
Praia boa é Cocotá
Pulo pra lá e pra cá
Não me canso
Sou forte que nem Sansão
Tenho que ser véio macho
Dá pra caça, é muito baixo
Sou caboclo do sertão }bis
Chego na beira da praia
Com Helena meu amor
Dou mais de vinte mergulho, opa!
Véio macho! Sim senhor!
Reumatismo foi embora
Alergia se acabou
Para um banho medicina
Praia boa é Cocotá
Ilha do Governador } bis
Danca Mariquinha
Dança, dança, Mariquinha
Para o povo apreciar
Essa boa mazurquinha
Que pra você vou cantar
Ouça, meu bem,
A sanfona tocar
Quitiribom, quitiribom,
Toca no baixo desse acordeom
Quitiribom, quitiribom,
Que mazurquinha
Que compasso bom
Quando pego na sanfona
A turma se levanta
E pede uma mazurca
Quando bato a mão no fole
Sei que a turma toda
Vai ficar maluca
Todo mundo se admira
Do fraseada que a sanfona diz
Quando acaba a contradança
O povo admirado ainda pede bis.
Forro do Ze do Baile
O forró do Zé do Baile
Tá pegando fogo
Tá pegando fogo
Tá pegando fogo } bis
Não é mais preciso
A gente ir pro Norte
Pra dançar baião, mem arrasta-pé
Porque aqui mesmo no forró do Zé
A gente se espalha do jeito que quer
Lá tem sanfoneiro
Que toca e que canta
Mulé que encanta aquele salão
E o Zé do Baile comanda a festança
Todo mundo dança com satisfação
O forró do Zé é organizado
É fiscalizado pelo próprio Zé
Se uma mulé cortar cavaleiro
Vai logo ligeiro fazer o café
Orelia
Caminheiro sem destino
O destino é Deus quem dá
Sempre em paz comigo mesmo
Coração só pra cantar
Um xamego hoje aqui
Amanhã, um dengo acolá
E o pó das estrada apagando
Os xodós que eu tive por lá
Foi entonce que ela surgiu
Tava escrito Orélia chegar
Orélia, ai, ai, Orélia
Só de olhar teu olhar magneto
Vi logo o meu fim
Que paixão, foi um choque da peste
Meu corpo tremeu que nem curumim
Orélia, ai, ai, Orélia
Ai, bichinha, se tu me deixar
Vai ser muito ruim
Faço arte no leste e no oeste
No sul, no nordeste
Dou cabo de mim
Ovo de Codorna
Eu quero um ovo de codorna pra comer
O meu problema ele tem que resolver (bis)
Eu tô madurão
Passei da flor da idade
Mas ainda tenho
Alguma mocidade,
Vou cuidar de mim
Pra não acontecer
Vou comprar ovo de codorna
Pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer...
Eu já procurei
Um doutor meu amigo
Ele me falou
"Pode contar comigo"
Ele me ensinou
E eu passo pra você
Vou lhe dar ovo de codorna pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer...
Eu andava triste
Quase apavorado
Estavam me fazendo
De um pobre coitado
Minha companheira
Tá feliz porque
Eu comprei ovo de codorna pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer
O meu problema ele tem que resolver
