Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
O ego, cria o "Eu também" e acaba influenciando no ser "Bom ouvinte" porque além de ouvir, você pretende falar de si, antes de reagir sobre o que o ocorrido do outro.
A criança que eu era, sem lembranças e nem recordações, sem dor e sem tristeza, e sem mágoas e sem decepções, a criança que eu era ficou lá no passado quando o tempo decidiu levar a minha inocência.
O mundo sempre disse: Quem vai embora e não voltar, é porque nunca te amou, mas quem vai e volta é porque não conseguiu viver sem ti, essa pessoa te ama! Mas eu sempre respondi ao mundo: Quem te ama nunca vai embora, se respeita e nunca dá o privilégio de alguém sair e voltar quando quiser na tua vida, mostra que você também é uma perda quando a pessoa se faz de ser uma!
Aquele que ajudar o próximo e esperar algo em troca futuramente, saiba que nunca ajudou, apenas estava fazendo negócio.
Como Deus pode perdoar o mundo? Onde os dias de amor são apenas dois, "o dia que nascemos e o dia que morremos".
A parte mais divertida da vida é aquela em que todos duvidam de ti, mas no final perguntam como você fez? A opinião dos outros não pode ser o motivo da sua queda.
O lobo vivia entre o rebanho das ovelhas, mas as comia todos anos e em cada 5 anos quando se aproximavam as eleições, o lobo saia diante das ovelhas dizendo que virou vegetariano e as ovelhas sempre acreditavam e votavam sempre no lobo e até hoje as ovelhas pensam que é o Pastor que as come quando tenta tirar o lobo do rebanho.
Os humanos inverteram armas para se matarem uns aos outros e quando vidas inocentes acabam, assinam acordos de paz. Que tipo de rato inventa a própria ratoeira?
Ele é um mestre em despojar calcinhas, mas nunca aprendeu a desvendar as lições que um livro pode ensinar.
Minhas cicatrizes são responsáveis em contar a minha história, porque o meu olhar só define como me sinto agora.
Um povo que ignora os seus direitos, agradece sempre quando os mesmos são dados pela metade. Esse povo é conivente diante da própria injustiça.
Se de ti falam somente na tua ausência, não é por acaso. A maledicência escolhe o instante em que tua voz não pode responder, porque a verdade sustém-se diante do confronto, ao passo que a mentira depende do teu silêncio. Mais censurável ainda é aquele que escuta apenas uma parte e, apressadamente, profere juízo, sem buscar a versão daquele que é alvo da difamação. Quem julga sem ouvir ambas as partes não manifesta a verdade acerca dos outros; apenas descobre a indigência do seu próprio carácter.
A luz que nega a sombra é frágil — mas a luz que a integra, a conhece e a acolhe, essa sim, é curadora.
A acídia é uma rebelião interna contra a tirania da liberdade sem direção. Diante de um mundo onde “tudo é possível”, o ser humano experimenta o vazio de não saber o que vale a pena, e isso o esgota espiritualmente.
Há uma ligação direta entre acídia e o paradoxo da escolha. A alma contemporânea, esmagada por opções e desconectada de raízes profundas, perde a alegria do bem, o gosto pelo essencial e o sentido da vida interior.
Em um ecossistema onde o capital social é tão valioso quanto o financeiro, quem não constrói pontes, cava fossos.
Quem age com convicção pode mudar de ideia com sabedoria; quem age por teimosia resiste até contra a verdade.
Amadurecer significa entender, aceitar e integrar o fato de que a maioria das convicções sobre nós mesmos e sobre os outros não passam de meras projeções.
