Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
Humildade não é alcançar a fama e continuar andando de ônibus. Humildade é não mudar após alcançar o topo, não deixando seu carro importado atrapalhar sua gentileza.
Que após alcançarmos o pico, procuremos por uma montanha maior. Pois a graça não é saber que conseguiu colocar a bandeira no monte, a graça é olhar para baixo e pensar no quão incrível você é por ter aguentado a subida.
A maior recompensa sempre está no caminho, enquanto a chegada só serve para registrar seu sucesso!
Não se engane, pessoas não morrem de amor! Mas por amarem tanto, acabam arriscando suas vidas por ele.
Para ser considerado um cadáver, o cidadão não precisa ter sido declarado clinicamente morto, afinal, é bem possível sentir o coração bater, o cérebro operar, e, mesmo assim, ter a incógnita e angustiante sensação de ser um alguém sem vida ou sem valor para o mundo e, principalmente, para si mesmo.
O tal ‘nascer-trabalhar-consumir-morrer’ acaba com nossa saúde emocional/física – na unha –, e faz com que tudo ao redor que disponha considerável relevância, passe a flutuar despercebidamente e sem a menor importância bem diante dos nossos olhos.
Qualquer preguiça que criamos em pensar ou agir nos destreina para o raciocínio lógico, nos desperta para a ignorância, e, no fim das contas, desemboca pra valer naquela parada de ser manipulado, manja?
Geralmente não fazemos o que temos vontade, e sim, prosseguimos conforme o andar da carruagem e nos entregamos ao dançar conforme a música. Sempre, como bons e velhos piolhos censurados pelo próprio vulto.
O fanatismo religioso parece ter como função única matar ou apedrejar - mesmo com palavras - os que pensam diferente e/ou não seguem as escrituras que determinadas seitas consideram sagradas.
Depende de nós termos a "sorte" em escolher uma religião que demore a nos matar (na bomba, no bolso ou na mente, porém, sempre na unha).
O que estamos ensinando aos nossos filhos é condizente com o futuro que desejamos para os nossos netos?
Por que saímos de casa todos os dias para fazer algo que (geralmente) não sabemos o motivo pelo qual estamos fazendo?
É natural que apreciemos com mais afinco o nu físico ao nu da alma, afinal, somos bichos (escrotos) condicionados ao julgamento de livros pela capa.
Será que fazer planos é realmente necessário e tem efeito real sobre nossas vidas, ou essa mania que nutrimos em projetar escolhas não passa de uma simples ilusão criada por nossa mente para nos dar a falsa impressão de que estamos no comando – e então nos permitir ser mentirosamente felizes?
Busque sabedoria, e, se der tempo, corra atrás do conhecimento.
Lembre-se: os dois são essenciais. Mas, entre um e outro, fique sempre com o primeiro.
A sabedoria sem conhecimento sobrevive; já o conhecimento sem sabedoria, tsc tsc tsc... não vale de absolutamente nada.
Tornar-se um alguém melhor está quase sempre relacionado à marola ruim mesmo, já que criamos uma casca imunizadora somente na tempestade, e não quando o barco navega em águas calmas.
