Louco
Estou louco e sozinho, sem rumo nem direção. O retrocesso escala o reverso da mais alta cordilheira, sem apoio, sem chão, sem nenhuma forma de sustentação.
É fascinação, desejo louco, incomparável, somar você com outra mulher é impossível. Falo por mim: você é diferente das demais, é indiferente a ponto de não demonstrar preocupação até resolver a situação. Se a sorte existe, ela está no homem afortunado que tem o privilégio de te amar.
Vão me chamar de louco por não me curvar às máscaras, por ser honesto quando esperam falsidade, sincero quando desejam conveniência, justo quando o mundo insiste em injustiças e verdadeiro quando a mentira parece mais fácil. Que me chamem de insano, se quiserem — pois prefiro carregar a chama ardente da verdade, ainda que me queime, do que repousar no silêncio confortável da mentira que adormece consciências.
Cada louco tem seu senso de loucura.
E o ponto da loucura é quando ela deixa de ser loucura e passa tornar-se compreensão lógica.
"As pessoas me chamam de louco por acreditar no impossível e sonhar alto, eu as chamo de loucas por não acreditarem nem em si mesmas!"
O louco disse:
Cada escolha é sentir,
cada caminho carrega um propósito.
Toda dor, todo sofrimento, forja armaduras.
E cada loucura… cria mais um louco.
Louco é a forma que achei pra te amar. Vivo sozinho quebrando todas as barreiras só pra te conguistar. E incessantemente busco de ti as carícias pra meus desejos de acalmar. Tento de todas as maneiras de te envolver em meu corpo. Te desejar é uma tortura delirante. Só queria que me deixar ouvir o sussuros de sua voz em neus ouvidos. E sentir a ele entre arrepios invadirem todo o meu ser. E assim amar-te eternamente.
Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.
Creio que a escrita me transformou num louco; quando tento descansar ou deixar de escrever, a mente exige que eu continue a escrever.Furucuto, 2026
O POVO LÁ DE CASA
O pessoal lá de casa era louco,
queimava pipoca e roia o coco;
Amava com gritos e chorava rindo,
Quando alguém caía: eu acho é pouco.
Era uma família grande, tinha burro e gênio.
Quando um vencia, o outro roubava o Prêmio.
Lá em casa não era democracia: era ditadura.
Meu pai era o mais calmo, minha mãe a mais dura.
Havia sabedoria, mas também muita loucura.
Era impossível imaginar
Que pudesse haver no meio dessa baderna, ternura?
E sim, havia amor, frustração, paixão, cura.
É claro que também se via amargura.
Não dá para negar que existe
Rebentos fortes, mas também tristes.
Mas eu sei que a matriz é feliz.
E quem de fora fala, não sabe o que diz.
Dos 13 ramos, um já se foi, outros criaram asas.
Eu, embora, longe, sinto orgulho de ter nascido lá em casa.
