Livre para Amar
O que a indústria vende não é cura, é dependência. Lembre-se: um corpo livre de doenças ameaça o trono de quem lucra com a desgraça alheia.
Não há um livre sequer, pois ninguém é tão livre ao ponto de não querer estar preso àquele que o libertou.
A liberdade que o Evangelho anuncia não é um rompimento com tudo e com todos, mas uma reconciliação com a origem.
Não é o grito do “eu posso tudo”, mas o sussurro do “Nele tudo posso”.
Porque a Verdadeira Liberdade não nasce da ausência de vínculos, e sim da presença certa de um Amor que não escraviza, mas sustenta.
Quando Cristo nos liberta, não nos lança ao vento — Ele nos acolhe no abraço que dá sentido até ao ar que respiramos.
A alma, antes acorrentada, descobre que o mais doce dos cativeiros é permanecer junto d’Aquele que lhe devolveu o chão e o céu.
Ser livre, então, é querer permanecer preso — não por medo, mas por gratidão.
Preso ao olhar que compreende, à voz que acalma, à cruz que redime.
Preso, sim, mas por escolha amorosa; por saber que longe d’Ele, toda liberdade é ilusão, e todo voo termina em queda.
A liberdade sem Cristo é deserto;
a prisão com Ele é paraíso.
E no coração do liberto ecoa o paradoxo divino:
quanto mais o Cristo me prende com laços de amor,
mais livre me torno.
Eis o Maior Paradoxo da Liberdade!
Sê Livre, estejas Preso!
Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.
Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.
Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.
Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.
Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.
O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.
Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.
E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.
O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.
Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.
Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.
Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…
Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.
Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.
Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.
No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.
Se Jesus não conseguiu, livre arbítrio, transformar o coração maldoso que dirá você? O coração bom erra, aprende e busca não cometer mais.
A consciência deve ser livre. Ninguém pode ser obrigado a ser de esquerda ou de direita. Eu mesma não suporto nenhuma das duas correntes ideológicas semeadas aqui no Brasil, mas me dou bem com as pessoas das duas matizes.
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
No Médio Vale do Itajaí
a chegada da noite,
A vontade paira livre,
o pensamento no Centro
da Cidade de Rodeio.
Reunida com a revoada
dos Quero-queros,
A tão romântica balada
e a poética embalada
emprestam asas
que retribuo silenciosa.
Porque nos leio e possuo
como quem aceita firme
o desígnio da primorosa
forma profunda e poderosa
de ser o destino aceito.
Minh'alma Tapuia
feita de floresta,
poética nas nascentes
livre nas cabeceiras,
e nas encostas íngremes,
com o coragem flui;
Tudo teu me possui,
mesmo que só a sua
imaginação retribui.
O Rio Luís Alves
canta solene o amor
pelas criaturas,
e as absolutas
canções da vida,
e dos gentis ribeirões.
Sob o céu austral
dedico muito mais
do que versos e doces emoções,
Para quem sabe estar
contigo nas próximas estações.
Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.
Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.
Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.
Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.
O que Deus quer de nós, para nós?
Será que o livre arbítrio que nos leva aos erros prepondera o livre arbítrio quando buscamos acertar?
Cada um de nós temos o teto de vidro, muitas e muitas vezes somos apedrejados, massacrados.
Os erros, as mentiras, as bobagens do passado sujamn esse vidro de lama e poeira.
Deus, sabiamente, na hora certa, deixa jorrar o seu amor através da água mais pura e límpida em cima de nós, para lavarmos a alma e esfregarmos para sempre esses momentos de dor, aflição e tristeza pelo que outrora cometemos.
Água pura e cristalina para enxergarmos através da janela da nossa alma as infinitas oportunidades de transformação que Ele nos oferece.
E o que muitas vezes fazemos? Fechamos a torneira das bençãos enviadas, muitas vezes por medo, ou por descrença em nós próprios e em nossa capacidade de superar os desafios da vida, passamos rapidamente um pano seco de amarguras, conformismos e desesperanças, deixando a vidraça da nossa vida ainda mais turva.
Deus, a cada dia, oferece uma nova chance de limparmos nossas vidraças, para enxergarmos de outra forma a vida, para liomparmos o passado de coisas que fizemos de errado, como um grande aprendizado.
Errar, fundamentalmente, faz parte desse processo de Deus e propósito de vida.
Ter coragem de reconhecer os erros e modificá-los significa reconhecer a pura essência de Deus dentro de si. Ele, com sua capacidade infinita de amor e perdão, não corrobora com a ideia da nossa resignação. A felicidade desta vida é para ser buscada nesta vida. Abrir mão de ser feliz é abrir mão da proposta de Deus para nós. É abrir mão da própria encarnação, é morrer para a vida, em vida.
Enquanto sua alma estiver protegida você estará livre. A liberdade não é medida na entrega, mas naquilo que se guarda.
INSANA
Eu queria ser eu por um momento!
Livre, à toa, liberta!
Sem a culpa que me carrega!
Ser minha verdade,
minha assanhada libertinagem!
Descomprometida com etiquetas
e outras tolas bobagens!
Sem máscaras, sem rótulos...
Sem rotas de fugas!
Despreocupadamente indiferente
a consciência que me subjuga!
Ser eu...por inteira...
Completa!
Profundamente humana
e inconsequentemente incorreta!
Sem temores, sem receios...
Dona do meu nariz!
Hipoteticamente insana
mas completamente...feliz!
Meu querido cupido, só me apresente se for o homem da minha vida. Do contrário me deixe livre, linda e arrasando na pista.
