Linha Tenue entre o seu Olhar
Mar de Estrelas
Hoje, perdi-me ao observar a lua, tão próxima, como se o espaço entre nós não existisse. A escuridão profunda, pontilhada de estrelas, dá-me uma sensação de solidão; assim como a lua reflete a luz do sol, meu coração aguarda a noite para refletir a felicidade que você me traz.
Para mim, cada momento importa; nem toda palavra basta, e até o som do silêncio comunica algo. Enquanto a vida me traz ruído, você o transforma em música. Enquanto seu ritmo me pede calma, meu coração anseia por pressa, mas minha mente encontra paz.
Como o mar, sinto-me levado por suas ondas. Suas águas significam vida: ora calmas, ora tempestuosas, imprevisíveis, mas sempre acolhedoras e gentis. É um oceano cheio de tesouros e perigos, aguardando alguém com coragem para trazê-los à superfície.
Nesse mar, serei como um barco à vela, navegando por você enquanto seu vento me guia. Vou descobrindo cada ilha escondida em seu coração, e essa viagem se tornará eterna na essência de nossas vidas.
Pensar-te é um oceano.
Imaginar-te nenúfar entre os dedos escorrendo do néctar
o silêncio primordial
no êxtase de todas as tulipas
bebendo-te é púrpura loucura.
Dos gestos
a alma que perdura,
palavras e risos
percorrendo avidamente o esgar cruel do tempo
que deixaste em meu corpo inteiro
saudade,
este viver ousadamente sem nada ser ou possuir.
Pensar-te meu amor mais sublime
nas fragas do vento ou num desesperado grito de ave
é sentir teu fôlego entre
minhas pernas
tua língua brincando em meu ventre
meus dedos entrelaçados aos teus
revolvida, encharcada e concebida,
extasiada em teus cabelos,
como crianças besuntadas de mel e marmelada
roendo maçãs
no entardecer da infância
enquanto a fome doía
na alma grande
das gentes.
Pensar-te tudo e nada.
Beber-te chuva.
Célia Moura, in "Terra De Lavra"
Chega a dá nojo ouvir políticos combinando planos (votos e esquemas) entre si, parece até demônios negociando almas
Sábado 25 de julho/ 10:18 da manhã
Entre cicatrizes e recomeços: a história de uma mulher que aprendeu a sobreviver
Um relato de dor, fé e resiliência diante de uma tempestade que começou em 2022
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Às vezes eu olho para a minha própria história e parece que estou lendo o capítulo de uma vida que outra pessoa escreveu. Foram tantos acontecimentos, tantas batalhas silenciosas, tantos dias em que precisei juntar os pedaços de mim mesma para continuar caminhando.
Tudo começou em 2022, quando eu ainda não imaginava que minha vida entraria em uma fase de tantas provações. Eu carregava dores que nem sempre eram visíveis, sinais que meu corpo tentava mostrar, mas que muitas vezes eram difíceis de compreender. Eu seguia vivendo, tentando cuidar da minha casa, dos meus sonhos, dos meus projetos e das pessoas que amo, enquanto dentro de mim existia uma guerra que ninguém conseguia enxergar completamente.
Eu aprendi uma das maiores lições da vida: nem toda batalha faz barulho. Algumas acontecem dentro do nosso próprio corpo, em consultas, exames, noites mal dormidas, preocupações escondidas atrás de um sorriso e lágrimas que caem quando ninguém está olhando.
Mas o ano de 2024 foi o grande divisor de águas da minha história.
Foi o momento em que a vida me colocou diante de um dos maiores desafios que eu já enfrentei. Meu corpo chegou ao limite. Eu vivi uma septicemia, uma infecção grave que abalou completamente a minha saúde, e enfrentei um choque séptico, uma situação extremamente delicada em que eu precisei lutar pela minha própria vida.
Foi um daqueles momentos em que percebemos que somos muito mais frágeis do que imaginamos, mas também descobrimos uma força que estava escondida dentro de nós.
Eu precisei passar por uma histerectomia de urgência. Meu corpo precisou enfrentar uma cirurgia grande, uma mudança que não era esperada, uma despedida de uma parte de mim que carregava histórias, dores e também memórias. Não foi apenas uma cirurgia física. Foi um processo emocional profundo.
Existe uma diferença entre sobreviver e realmente compreender que sobrevivemos.
Depois de tudo que aconteceu, eu precisei reaprender a confiar no meu próprio corpo. Cada dor gerava medo. Cada sintoma levantava perguntas. Cada exame carregava uma mistura de esperança e ansiedade.
Quando uma pessoa passa por algo assim, ela não volta a ser exatamente quem era antes. Ela carrega marcas. Algumas aparecem na pele, como cicatrizes. Outras ficam na alma, como lembranças de momentos em que ela precisou ser mais forte do que imaginava conseguir ser.
E a minha caminhada não terminou ali.
Em 2026, meu corpo passou por mais uma batalha: uma cirurgia para corrigir hérnias, incluindo hérnias inguinais bilaterais e uma hérnia umbilical. Mais uma vez eu precisei enfrentar recuperação, limitações, dores e a paciência de esperar o corpo se reconstruir.
Enquanto muitas pessoas seguem suas rotinas sem pensar sobre o funcionamento do próprio organismo, eu aprendi a prestar atenção em cada sinal. Aprendi que saúde é um presente que muitas vezes só valorizamos quando somos obrigados a lutar para recuperá-la.
No meio dessa caminhada, também descobri outros desafios. Veio o diagnóstico de colecistite alitiásica, uma inflamação na vesícula sem a presença de pedras, trazendo dores, desconfortos e mais uma investigação para entender o que meu corpo estava tentando comunicar.
Também descobri alterações no meu ovário esquerdo, com característica policística e a presença de um cisto que ainda precisa ser acompanhado. Mais uma preocupação para uma lista que já parecia grande demais.
E como se tudo isso não fosse suficiente, continuo investigando alterações intestinais. Existem dias em que meu corpo parece uma caixa cheia de perguntas esperando respostas. Dores que aparecem e desaparecem, mudanças no funcionamento intestinal, desconfortos que me fazem observar cada detalhe da minha alimentação e da minha rotina.
Mas existe algo que todas essas dificuldades não conseguiram tirar de mim: a vontade de continuar.
Eu poderia olhar para tudo isso e enxergar apenas perdas. Poderia contar minha história apenas pelas cicatrizes, pelos diagnósticos e pelos momentos difíceis. Mas eu escolho contar também pela minha resistência.
Porque eu ainda estou aqui.
Depois de uma septicemia. Depois de um choque séptico. Depois de uma cirurgia de emergência. Depois de outra cirurgia. Depois de tantas incertezas e medos.
Eu ainda escrevo.
Eu ainda sonho.
Eu ainda acredito que existe uma nova página esperando para ser escrita.
Minha história não é apenas sobre doença. É sobre sobrevivência. É sobre uma mulher que descobriu que a fragilidade e a força podem morar no mesmo coração.
Existem dias em que eu me sinto cansada. Existem momentos em que eu questiono por que tantas coisas aconteceram comigo em tão pouco tempo. Eu sou humana. Eu sinto medo. Eu sinto tristeza. Eu sinto o peso dessa caminhada.
Mas também sinto orgulho da mulher que me tornei.
Porque a verdadeira resiliência não é nunca cair. A verdadeira resiliência é olhar para o chão depois da queda e encontrar coragem para levantar mais uma vez.
Minha vida mudou. Meu corpo mudou. Minha forma de enxergar o mundo mudou.
Hoje eu entendo que cada amanhecer é uma oportunidade. Cada pequeno avanço é uma vitória. Cada dia em que consigo fazer algo que antes parecia impossível é uma prova de que ainda existe força dentro de mim.
Eu não sei exatamente quais serão os próximos capítulos dessa história. Ainda existem exames, acompanhamentos e perguntas sem respostas. Mas existe algo que eu sei: eu não sou apenas aquilo que aconteceu comigo.
Eu sou tudo aquilo que fiz depois que aconteceu.
Sou minhas cicatrizes, mas também sou minha cura.
Sou minhas lágrimas, mas também sou minha esperança.
Sou os dias difíceis, mas também sou a mulher que continuou caminhando mesmo quando o caminho parecia pesado demais.
A minha história não terminou em 2024. Na verdade, talvez ali tenha começado uma nova versão de mim.
Uma versão mais consciente, mais forte, mais grata e mais determinada a aproveitar cada oportunidade que a vida ainda colocar diante de mim.
Porque depois de atravessar tantas tempestades, eu aprendi que algumas pessoas não sobrevivem apenas para continuar existindo. Elas sobrevivem para transformar a própria dor em mensagem, aprendizado e inspiração.
E eu sigo escrevendo minha história, um dia de cada vez.
A pergunta que fica para quem lê minha jornada é: quantas vezes a vida tentou me derrubar, e quantas vezes eu ainda escolhi levantar?
Entre remédios, fotografias e o silêncio da noite, um veterano de grandes batalhas e memoráveis vitórias guarda uma ausência que nenhum calendário venceu: a saudade de um beijo na boca.
Perguntado ao coração qual a diferença entre paixão e amor, com a convicção de fiel depositário da verdade respondeu: paixão é uma dependência quase química, uma necessidade com prazo de validade. Já o amor é uma conexão afetiva sem prazo de validade; aliás, podendo até ser imortal.
Metamorfose: da ave belíssima para um tatu. Do voo migratório entre continentes para debaixo da terra. De trocar a luz do sol pelas trevas de uma toca. Da vida em bando para a mais absoluta solidão. De contemplar longínquos horizontes para mal ver próprio focinho; e da vocação de buscar a estratosfera para a espera de ser consumido pela terra.
Interessante: o desventurado ou exótico ser, sem o mais remoto parentesco com hienas, ainda sorri. Pasmem, existem vários exemplares por aí
1 Pedro 5:9
Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
“A perseverança dos santos é a resposta da fé aos ataques do inimigo.”
"Não escolha entre fazer dinheiro e fazer o bem. Os maiores mercados da história foram criados para salvar ou elevar a nossa espécie."
"A diferença entre um oportunista e um profissional de MMN é o produto. Quem trabalha com seriedade transforma a vida das pessoas, e isso não tem preço nem julgamento que apague."
Se for para escolher entre a segurança estéril de uma vida cheia de falsidade e o risco apaixonante de perseguir uma ideia mirabolante, eu fico com a loucura de tentar transformar o mundo, bem longe dessa gente sem coração.
Quem ama verdadeiramente não precisa escolher entre amar o próximo ou amar a si mesmo. O amor autêntico transborda em ambas as direções.
Vamos repensar?
Albert Camus:
“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”
Diferenças Entre a Música Cristã, Secular e Mundana.
Antes do mimimi dos neófitos na fé e dos palpiteiros, quero deixar claro que o artigo não é uma apologia à música secular e também não visa projetar esse estilo de música na igreja, e sim esclarecer um tema básico, mas muito mal entendido entre os cristãos.
Dito isto, existem três tipos de músicas que são:
1. Música Cristã ou Sacra -
É a música com viés Espiritual. É a música que inspira e desperta o cristão para o que é Santo, para uma vida de santidade. Também é aquela música que é separada unicamente para Deus, e que exalta unicamente a Deus.
2. Música Secular. É a música que fala das coisas da vida, do cotidiano, não espiritual, mas emocional. Essa música não é separada diretamente para Deus, e diretamente não exalta as paixões do mundo. Normalmente a música secular exalta a moral, a irmandade, o respeito, o amor, o bem, a paz, solidariedade, etc...
3. Música Mundana ou Profana. É a música baixa e vulgar, que tanto na letra quanto no ritmo, traz mensagens que inspiram sentimentos e promovem ideias que contaminam a alma humana, gerando sentimentos e pensamentos que estimulam e afloram o pecado. Exalta a satanás, o mal, o egoísmo, o adultério, a vingança, a idolatria, a prostituição, adultério, o pecado, etc...
Tendo demonstrado as diferenças, o cristão deve ouvir a música cristã ou sacra sempre, e quanto a boa música secular, essa também pode ser ouvida, mas jamais deve ouvir a música mundana, pois ela exalta e faz apologia ao pecado.
Outra coisa é que, não faz nenhum sentido tocar ou cantar músicas seculares na igreja, pois o culto é totalmente direcionado somente para Deus.
Dito isto, é importante que os cristãos saibam separar e entender as coisas para não demonizarem tudo!
Outra coisa é que essas três definições também devem ser aplicadas a literaturas, filmes, séries, programas de TV e etc... Pois como cristãos devemos EVITAR, VER e OUVIR tudo aquilo que alimenta a natureza humana caída.
O Apóstolo Paulo recomenda na carta aos Filipenses 4.8: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai".
Pense nisso, seja maduro e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Algumas pessoas sempre me perguntam sobre uma aparente contradição entre Paulo e Jesus. Devemos ser como meninos ou abandonar as coisas de menino? Resumindo a questão: Seja como uma criança, mas não seja criança. Observe a coerência de Paulo em 1ª Coríntios 14.20: Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos. Não existe contradição na palavra, mas má interpretação.
Você não precisa de um intermediário entre você e Deus, você precisa é de entendimento da sua posição espiritual (Efésios 1.3).
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