Limpar a Casa

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ETERNIDADE

Era uma casa grande de frente ampla pra um imenso campo de pasto, que se perdia ao longe com elevações de algumas colinas onde invariavelmente o sol repousava nos finais das tardes. Um rio riscava a paisagem com algumas curvas sinuosas donde surgiam carroças e mulheres com bacias nas cabeças seguidas por crianças que vadiavam entre flores, libélulas, borboletas e alguns passarinhos que festejavam a aurora ou alardeavam nos finais de tardes, anunciando as noites. Neste cenário vivemos os mais belos anos de nossas vidas de uma paixão, que certamente inspiraria poetas, romancistas, cantores e qualquer ser vivente com um pouco de sensibilidade.
Protagonista desta história, posso afirmar, que a felicidade faz galopar o tempo num tropel frenético e irrefreável. Foi lindo, foi infindo, foi infinito; mas até o infinito é arrastado pelo galopar enlouquecido do tempo; e um dia eu me vi sozinho, tonto com o serpentear do rio, as vertiginosas colinas e um vulto que dava sentido àquele cenário. ah, tantas coisas mudaram naquele cenário; os horizontes foram se limitando dando lugar a torres, antenas e telhados: mas o que eu via era o passado, longe de asfaltos e pontes, perto de auroras incríveis e ocasos paradisíacos. Um dia reuniram-se irmãos, filhos e netos e choraram pelos que eu jamais choraria. O tempo galopara a minha existência; mas agora, este plasma infinito dessa ternura louca, fiel e inabalável insiste: é uma casa grande, de frente ampla pra um imenso campo de pasto que se perde ao longe nas elevações de algumas colinas, onde invariavelmente o sol repousa nos finais de tardes... com sua roupa branca como a candura de um anjo, ela caminha em minha direção sem nenhuma pressa, sabe que temos toda a eternidade...

Inserida por tadeumemoria

Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.

Inserida por tadeumemoria

Temos 8 horas livre de 24 horas para fazer o que quiser ⁠-3 horas almoço,banho,casa sobra -2 para progresso pessoal sobra 3 horas livre dia

Inserida por Kebay1

Banheiro de rua, nem abro a asa.
Banheiro de casa, urubu é cacatua.

Inserida por kikoarquer

⁠O Papai Noel estava na sala da minha casa, rindo e dando presentes para todos.
Eu estava lá olhando pra ele, olhando pra cima; eu era uma das crianças de boca aberta e feliz.
Ganhei um martelo de brinquedo. Ele era colorido e bem legal.

Entre as conversas de adultos e gritos dos meus primos, o Papai Noel se despediu:

- Tchau, amiguinhos !!!

Imediatamente corri até a porta de saída para ele me notar mais uma vez.
Só que o Papai Noel disse tchau e foi para o quarto do papai e da mamãe.

Corri super rápido atrás dele, desviando de pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta gente nessa sala, meu deus? Pergunta minha ansiedade.
Mas cheguei na porta do quarto e o vi entrando no banheiro.

- Será que o Papai Noel foi fazer cocô antes de ir embora?
perguntei pra mim mesmo enquanto esperava do lado de fora.

Esperei, esperei e a porta se abriu.
Foi o José que saiu,
José, o meu titio.

Ele não me viu.
Passou arrumando as calças, fechando o ziper e ajeitando o cabelo.

Estava claro pra mim. Agora tudo fazia sentido.

Lembrei das conversas de minha titia.
Ela já desconfiava, ela sempre dizia:
- José tem amante!

Mas, meodeos do céu.
Quem diria que o amante
fosse o Papai Noel.

Inserida por kikoarquer

⁠Saudades daquela casa da 88. Lá, não existiam baratas; havia apenas corações. Era um lugar repleto de amor, alegria e agora, saudades.

Inserida por yonnemoreno

⁠Estou em casa, refletindo sobre a fusão entre sonho e pesadelo, realidade e ficção. A noite passada ecoa em minha mente; sonho ou pesadelo, ainda estou em dúvida. Sinto-me deslocada depois daquela experiência.
Testemunhei o fogo devorando a mata e o gelo flutuando no oceano. Percebi que o poder, o dinheiro, a raiva, a petulância, a inveja, a ganância, tudo o que é negativo, tornou-se tão insignificante, restando apenas a necessidade de se esconder, se salvar, perdoar e ser perdoado. Como escapar? Como alcançar a salvação? O perdão! Ele reinava, ecoando nos corações de todos. Chorei, pois a dor era avassaladora, consumindo-me de egoísmo.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.
Tudo se assemelha a um filme com imagens realistas. O que está acontecendo com o mundo? Por que construir bunkers, ó ignorantes, se somente os escolhidos terão salvação? Neste momento, desejo ter um gravador para registrar o caos, mas só disponho de minha mente e meus olhos, sem certeza de minha própria salvação. A dor é intensa, sinto meu corpo queimar com o fogo, e a água gelar-me até os ossos!
Lá fora, o fogo consome as matas, as cidades, enquanto a água do oceano avança, formando uma muralha intransponível. A água está cristalina e o fogo, imponente. É como se um copo de água transbordasse sobre o fogo, porém a chama não se apaga, é como um retrato do inferno em 3D, com cores vivas e deslumbrantes. O mundo está à beira do colapso, e ninguém nos alertou. Sinto-me exausta, cansada, pois não consigo salvar nem a mim mesma.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.

Inserida por yonnemoreno

Voltar
É bom voltar pra casa
Na hora exata
Ver a paisagem
Do tipo colagem
O sol permanece
E sem tempestade
A brisa é fresca
E na face me beija
Cabelos aderem meu rosto
Fazendo um esboço
Ah! Vida de expectativas!
Voltar
É bom voltar pra casa
Meu carro desliza na rodovia
Na verdade
Minhas mãos sabem o que fazem
O entardecer chega de mancinho
No volante comando o caminho
Vou pro meu ninho
Carros passam como raios
E com os olhos eu assisto
Fiscalizo
Estou subindo
O vento fala ao meu ouvido
A tarde está se indo
Voltar
É bom voltar pra casa
Vejo curvas sinuosas
Mas não importa
Fixo nessa procissão
Dá uma impressão
O céu mais perto do chão!
Muralha de concreto verde
Estou nela
Sinto cheiro do verde
Que se mistura com a fumaça
Por mim carros grandes passam
Tem que ser assim
Continuo na velocidade presente
O frio é ausente
Estou cada vez mais distante do mar
Queria voltar
Nessa imensidão rolar
Ver o azul do mar
Eu amo o meu mar
Mas vou continuar
Voltar
É bom voltar pra casa
Sinto falta das danadas
Minhas filhas dedicadas
Sinto um pouco de frio
Minha pele erigiu
Aqui no rodo anil
Mário Covas varonil
Reflete o sol em minhas lentes
Raios explodem quentes
Como é bom o frio ausente
Voltar
É bom voltar pra casa
Beijar minhas filhas amadas
Andar pela calçada
Brincar na escada
Cuidar da minha casa
Voltar
É bom voltar pra casa!

Inserida por yonnemoreno

Acredito que o mistério
e o silêncio,
moram na mesma casa
e descansam na mesma cama da cumplicidade.🤐&🤐

Inserida por ostra

Coração inteligente ama a simplicidade,
vive numa casa pequenina,
no fechar da mão...
Ele aprendeu que paixão
é um cavalo de Troia...

Inserida por ostra

Antes uma casa cheia,
hoje tão vazia.
Ficou apenas uma poltrona,
onde senta a saudade, que diz ser dona
de um SILÊNCIO mortal,
que conta uma história
que anseia
por um raio de SOL...🌾🌞🌻

Inserida por ostra

Estou morando sozinho, a casa é alugada mas estou dono de casa.

Inserida por paulocelente

⁠A educação em casa e em qualquer lugar pode projetar e treinar um guerreiro ferido ou um guerreiro curado.

Inserida por paulocelente

Animais fora da casa não é errado.
Animais na rua sem casa não é certo.

Inserida por paulocelente

A casa é na rua,
dentro dela é nosso corpo e
o corpo é nossa casa.

Inserida por paulocelente

⁠A educação faz a cultura e a cultura faz a educação.

A casa, a rua e a escola se entrelaçam como lei natural.

A sociedade ainda é um bebê e o manejo e projeção consciente ainda se faz necessário.

Inserida por paulocelente

⁠Quanto menor desejar a casa, maior está o interior preenchido da alma que nela mora.

Inserida por paulocelente

⁠NATAL MELANCOLICO

A casa grande
o pinheiro enfeitado
sapatinho no telhado
luzes a brilhar.
Bacalhau à portuguesa
vinho do Porto
vovô sentado à cabeceira da mesa
me ouvia ao piano tocar
melodias de Natal!
Presentes na árvore
PAPAI NOEL vai chegar
tilintar de taças
muitas risadas
Missa do Galo
O PADRE A REZAR!
As lembranças me traem
Lágrimas de saudades
me escorrem na face
preciso ser forte
renascer a cada ano
como o MENINO JESUS!
HOJE É NATAL!

Inserida por celinavasques

⁠Um filho que não obedece as regras em casa possivelmente será um aluno-problema. Quando a família falha é a escola que mais trabalha.

Inserida por TATISISA

⁠Pela janela do meu carro - 4

Certo dia eu voltava para casa no intervalo do almoço e percebi que tinha um rapaz na bicicleta sendo agredido por dois meliantes, um estava de preto e branco e outro de marrom.

Eu fui me aproximando e buzinei na direção dos tratantes, que na mesma hora pararam a agressão.

O moço devia estar voltando para casa cansado e ainda teve que se estressar desse jeito.

Um esclarecimento: Um dos meliantes tinha o pelo preto e branco e outro era caramelo (indícios apontam como um dos terrores dos motoqueiros).

Inserida por TATISISA