Lili Inventa o Mundo - Mario Quintana
Ser sensível não é fraqueza, é habilidade de sentir o mundo além da superfície, é perceber dores escondidas e amores silenciosos, é ser intensidade pura em um corpo limitado,
e isso, por si só, é superpoder.
O mundo só respeita quem se levanta mais rápido. A superação não está em não ter feridas, mas em ter a atitude implacável de continuar a luta.
Se você está sentindo o peso do mundo, não ore por cargas mais leves. Ore para que seus ombros se tornem os pilares de um império. O crescimento dói, mas a estagnação é uma morte lenta.
Você não precisa vencer o mundo. Precisa vencer o medo de tentar. Porque no instante em que você tenta, o impossível já recua um passo.
O mundo lhe oferece mapas falsos e destinos impostos, mas a bússola de carne reside no peito, ignore a cartografia externa e siga o ímã silencioso do seu centro, o único ponto onde a paz tem endereço.
A maior resistência em um mundo feito de guerra fria e navalhas é o músculo tenro da ternura, ela é a revolução mais difícil, a bandeira branca erguida com
a força de um soco.
Puxe o ar até o fundo da alma, que o caos ululante do mundo seja um som distante, pois seu peito é um santuário autônomo onde a tempestade externa não tem permissão para entrar.
A Paz de Cristo nos é dada, não como o mundo a dá (João 14:27). Quando a vida parece pesada, a nossa pausa para a compaixão, por nós mesmos e pelos outros, permite que a Sua luz brilhe. Transforme a agitação em um tempo sagrado: receba a Paz d'Ele e seja a paz para alguém.
Aprendi que solidão não é castigo, é ferramenta. É na distância do mundo que a consciência afia sua própria lâmina. E com ela, cortamos ilusões que sempre nos mantiveram presos. A liberdade começa quando deixamos de ter medo de
estar conosco.
Cada lágrima carrega uma história que o mundo nunca ouvirá. Mas ainda assim ela cai, insistindo em provar que a dor merece saída. É o corpo aliviando o peso que a alma não suporta sozinha. E isso também é coragem.
O mundo passa com pressa e leva pedaços da gente como folhas ao vento. Resta um bilhete amassado no bolso: “sobrevivi por pouco”.
Não é glória, é quase legenda de uma fotografia torta, mas serve para lembrar que ainda posso olhar e contar.
Falar de amor virou ato de contrabando entre a dureza do mundo. Levo-o escondido no peito como quem leva pérolas em bolsos rasgados. Quando entrego, minhas mãos tremem, não por medo de perder, mas por saber que a dádiva pode curar lugares onde o sol não entrou.
No fim das tardes, o mundo baixa a cabeça como se rezasse. As sombras alongam os desejos que não viraram atos. Eu caminho com a sensação de ter esquecido algo essencial. Por vezes o essencial é apenas o nome de alguém. E chamar esse nome é como abrir uma porta sem saber o que vem depois.
Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.
O vento traz nomes que o mundo esqueceu. Eles pousam na janela e demoram a sair. Eu os recolho como se fossem folhas importantes. Coloco-os no bolso e sigo caminho mais leve. Carregar nomes é forma de resistir ao esquecimento.
O Lugar Secreto é o nosso refúgio, o ponto de encontro onde o caos do mundo se silencia e a nossa alma encontra a plenitude da presença de Deus. É ali, na quietude e na intimidade, sem formalidades, que Ele nos ouve chorar e nos revela a nossa verdadeira identidade e o propósito pelo qual fomos chamados à existência. Quando sentimos que a nossa força se esvai e o cansaço do caminho ameaça nos derrubar, somos lembrados que Ele é a luz no fim do túnel, o único que escolheu ficar ao nosso lado, nos sustentando com Seu amor que é infinito e paciente.
