Liberdade pra Mim e pouco

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A admiração pelo outro é, na verdade, o que eu admiro absorver para mim, para através disso, eu fazer por mim e passar a me admirar.

Lembranças boas de momentos vividos,
Vividos aqui dentro de mim;
Realidades de mundos distantes,
De sensações tão próximas;
Próximas de mim,
Por ter vivido;
Vivido o que hoje lembro,
Lembro de viver os momentos;
De realidades de mundos diferentes,
De sensações tão parecidas,
Parecidas comigo,
Por viver;
Viver esse momento.

Quando insulto alguém, na maioria das vezes, estou falando mais de mim mesmo, do meu próprio comportamento, do que da pessoa insultada.

A solução para o mundo tá em mim mesmo, mudando meu próprio mundo, meu mundo interno, meus comportamentos, meus valores, minhas atitudes, minhas ações, meus sentimentos, meus pensamentos. Quando eu mudo, o mundo muda pra mim, porque o que vejo fora reflete o que carrego dentro.

Se cada um mudasse a si mesmo, cuidasse de suas escolhas, seus gestos, suas palavras, sem tentar impor mudança ao outro ou ao todo, o mundo mudaria. O mundo é feito de cada um, e o que cada um faz de si vira parte do todo.

Mentalmente, toda ilusão negativa que acredito ter em mim, eu naturalmente vou sentir. Quando acredito que estou triste, eu sinto tristeza; quando acredito estar angustiado, eu sinto angústia; se penso que tenho ódio, vou sentir ódio; se acredito estar vazio, vou sentir esse vazio; e se acho que tenho problemas, vou sentir que eles são reais. Toda ilusão que eu acredito ter dentro de mim, se torna uma realidade que experimento.


Mas eu não preciso acreditar que estou mal, porque, na verdade, eu nunca estou mal. Quando me sinto mal, é porque estou acreditando em alguma ilusão que me faz sentir assim. E para deixar de me sentir mal, basta perceber que a sensação de estar mal é apenas uma crença, uma ilusão. Quando eu reconheço isso, percebo que o mal-estar é algo que criei na minha mente e posso escolher não mais alimentar.


Eu posso perceber que o que acredito ser tristeza, na verdade, é alegria dentro de mim, esperando para ser reconhecida; o que eu vejo como angústia, na verdade, é tranquilidade que eu ainda não percebi; o que penso ser ódio, na verdade, é amor disfarçado, esperando para ser entendido; o que vejo como vazio, na verdade, é paz esperando para se manifestar; e os problemas que acredito ter, na verdade, são simples quando os olho sem a distorção da mente.


Tudo que eu acredito ser ruim é, na verdade, uma crença criada pela minha própria mente. Ao perceber isso, posso começar a olhar para tudo com mais clareza, entendendo que o que sinto é fruto do que escolho acreditar.

Não traio a mim mesmo, pois sou o único que está comigo até a morte.

O mundo só muda quando cada um de nós muda; começo mudando por mim.

Dentro de mim,
Dentro do planeta,
Dentro da galáxia,
Dentro da dimensão,
Dentro do universo,
Dentro de tudo,
E, ao mesmo tempo, dentro de mim.

Tudo o que está fora, também está dentro de mim. Somos reflexos do que nos cerca e, ao mesmo tempo, somos parte do que está além do nosso entendimento. Cada elemento, cada estrela, cada partícula do universo, reflete dentro de nós, e tudo o que somos é um reflexo de tudo o que existe. O que é grande no mundo é imenso também dentro da gente.

Não existe vazio, porque dentro de mim tudo está cheio. Cheio de artérias, cheio de veias, cheio de pulmão, cheio de coração, cheio de sangue, cheio de vida. O que é vazio? Não existe vazio, vazio é ilusão, porque aqui dentro tem tudo. Cheio de sentimento, cheio de amor, cheio de sangue, cheio de vida, cheio de tudo. Completo.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.

Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.

Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.

Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.

Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.

O que o outro interpreta de mim geralmente faz parte do outro.

Geralmente, quando eu julgo o outro, o outro vira espelho de mim mesmo.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.

Por que eu teria ódio de alguém? Esse alguém é uma parte de mim...

Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.

O que importa para mim é seguir o sentimento, viver tudo que no fundo eu sinto vontade.

Para mim, o necessário é aquilo que eu mesmo faço, aquilo que eu preciso para fazer e aquilo que eu preciso para sobreviver; mais que isso é exagero, posse, ganância.

Até o desnecessário é necessário para mim; necessário para eu saber que é desnecessário.