Liberdade pra Mim e pouco
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)
Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.
Lu Lena / 2026
O VOO DA ÁGUIA
(O passado ficou na água, hoje escolho voar.)
Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...
Lu Lena / 2026
O PESO DO SER
(Entre o ruído e a desconexão)
Dentro de mim ouço ruídos pesados como chumbo. São nesses gritos, que ecoam um som metálico e se arrastam por dentro da consciência, que o mundo lá fora se apaga. Eles ocupam os espaços onde antes "por lapsos de instantes habitava o meu silêncio".
Lu Lena / 2026
O viver não vivido
Amei-te sem conhecer-te
Querendo eu conhecer-te
O universo de mim escondia-te
Achegava-me e tu afastavas-te
Morria eu e tu vinhas, e ressuscitavas-me,
Amor não amado
Paixão consumada e não vivida
A dor era a dor da amada
Apaixonada, de volta não foi amada
O coração teve que congelar de amar.
Há uma poesia em mim que não compus, são versos de mim
Que inversa sem rima
Em monotonia melancólica
Quem sabe uma poesia deprimida que nunca foi escrita...
Quero alguém que sinta ciúmes de mim. Quero ser importante para alguém e, que essa pessoa tenha medo de me perder.
Sentir-te o desejo do amor em cada palavra tua.
Cada gesto, cada cura, doçura.
Desejo teu em mim, e eu em ti.
Música clássica do jeito que tu gostas,
como clássicos brasileiros de varanda suspensa e não me deixes só.
Como trilha de uma praia de água gelada e areia fina.
Cozinha, sofá e sonequinha.
Brilhos em teu olhar
que me fazem sonhar.
Sentir teu aroma no ar,
como as drogas raras do sertão de outrora,
cobiçadas, desejadas e procuradas.
E eu, perdida no gosto da tua presença,
lá no início da cartografia portuguesa.
Para: Arnaud
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.
Em uma manhã qualquer acordei e, de imediato, percebi:
algo havia mudado dentro de mim.
Não existia medo, tristeza, solidão
nem o vazio que carreguei por anos.
Tentei entender o que estava acontecendo.
Será que me curei?
Logo eu?
O Poeta Solitário.
Eu?
O pobre garoto abandonado.
Minha mente transcendeu,
as engrenagens finalmente se encontraram.
Todo o quebra-cabeça se encaixou
de uma forma que me encantou.
Eu finalmente estava emocionalmente bem,
e aquela sensação parecia não querer partir.
Me maravilhei com tudo isso.
Afinal, mudei a chave
e sei exatamente quem me ajudou a girá-la:
“a família que escolhi.”
Um conjunto de amigos incríveis,
com qualidades únicas,
que permaneceram ao meu lado
quando eu estava no fundo do abismo,
mergulhado no meu próprio caos e solidão.
Eles estenderam a mão.
Voltei a sorrir de verdade.
Deixei meu alter ego adormecer.
É incrível como pessoas escolhidas
podem reconstruir alguém.
Todo tempo perto daqueles que escolhemos
para caminhar ao nosso lado é pouco.
Deixo aqui minha mais sincera gratidão
a vocês,
que hoje carregam partes da minha história
Se eu não tenho você,
falta alguma coisa em mim.
Como uma canção sem melodia,
como o céu tentando amanhecer sem luz.
Porque certas pessoas a gente não carrega nos braços… carrega na alma.
Quando o mundo pesa em mim,
e o silêncio grita o que não sei dizer,
meu coração cansado Te procura,
como quem só precisa repousar em Você.
Minhas forças se desfazem no caminho,
meus passos já não sabem para onde ir,
mas no Teu colo encontro abrigo,
e em Tua presença volto a existir
Helaine machado
Cansei de fingir força
quando tudo em mim
só queria deitar no colo do tempo
e descansar.
Mas ainda respiro…
mesmo cansada,
mesmo em pedaços —
há um sopro teimoso dentro de mim.
Helaine machado
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