Liberdade pra Mim e pouco
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.
Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.
Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.
Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.
É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.
Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.
Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.
É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…
Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.
E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.
Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.
Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.
A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.
A lei de causa e efeito diz que todas as coisas equivocadas que eu faço voltarão para mim como benfeitorias e estímulos a que eu continue valorizando tudo o que há de bom na vida.
Sou feita de travessias.
A menina de dezessete
ainda corre em mim
com folhas da Floresta da Tijuca
presas nos cabelos
e o gosto ácido de sonhos
na boca.
Mas hoje caminho mais devagar.
Carrego filhos nos braços,
culpas no peito,
e um espelho que às vezes
não me reconhece.
Entre o pão da pressa
e a fome que não é de comida,
procuro aquela que eu era —
não para voltar atrás,
mas para me reencontrar inteira.
Sou mãe,
sou mulher,
sou chama baixa que insiste.
Ainda quero o mundo.
Só estou aprendendo
a caber nele
sem deixar de caber em mim.
Se for para brilhar, que seja com Teu fogo.
Se for para aparecer, que seja a Tua glória em mim.
Consome meu orgulho.
Purifica meus desejos.
Acende em mim um fogo verdadeiro.
Não quero ser palha.
quero ser lenha viva para o Teu avivamento.
Tu és o amor que não se envergonhou de mim. Obrigado por ter levado minha culpa e minha vergonha, e por ter me dado uma nova identidade em Ti. Que minha vida seja sempre testemunho da Tua glória. Amém.”
A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.
Vejo em mim tanta fragilidade, fraqueza e defeitos que é de fazer dó, Sei que Deus me vê como realmente sou, conhece minha limitação e sabe que não passo de pó. ainda assim, eu Te amo.
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes. (Jeremias 33:3)
A oração alinha o céu com a terra.
Quem dobra os joelhos não tropeça no destino, caminha no propósito.
Nada escapa quando Deus está no controle. miriamleal
Porque te abate oh minha alma,
Porque te perturbar dentro de mim, pois só Deus tem o remédio que você precisa.
Senhor, se não fosse por tua graça, maravilhosa, imerecida, que seria de mim neste dia? Estaria perdido, sem paz, sem alegria..
Não me entregue ao apetite dos meus adversários, pois são caluniadores e se levantam contra mim, bufando crueldade.
