Liberdade pra Mim e pouco
Senhor, se não fosse por tua graça, maravilhosa, imerecida, que seria de mim neste dia? Estaria perdido, sem paz, sem alegria..
Não me entregue ao apetite dos meus adversários, pois são caluniadores e se levantam contra mim, bufando crueldade.
Eu nunca achei um defeito na BÍBLIA, mas eu estou sempre achando defeito em mim, quando leio a BÍBLIA!
O espírito de comparação não foi feito para mim, quando DEUS me fez a glória DELE se manifestou, sou imagem semelhança, sou única, sou especial, sou escolhida.!
A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.
Vejo em mim tanta fragilidade, fraqueza e defeitos que é de fazer dó, Sei que Deus me vê como realmente sou, conhece minha limitação e sabe que não passo de pó. ainda assim, eu Te amo.
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes. (Jeremias 33:3)
A oração alinha o céu com a terra.
Quem dobra os joelhos não tropeça no destino, caminha no propósito.
Nada escapa quando Deus está no controle. miriamleal
Todo bem que guardo em mim preservo como um tesouro sagrado, é a riqueza de minha alma e será a única bagagem que levarei quando chegar o dia de partir.
Amizade para mim é sagrada tem que ser verdadeira,tem que respeitar,o que é sagrado é para toda vida.
OH SABEDORIA!
Sabedoria, por que corre de mim feito o diabo que corre da cruz?
Já tentei te achar em pleno escuro e mal vi com tanta luz
Onde és que tens se escondido? Me ajude contra os perigos! Se você nada faz sentido!
Não sei definir quem é amigo, muito menos inimigo, parece até feitiço, procurar por algo que está sumido, ninguém tem dúvidas, mas de mim até eu mesmo duvido.
Oh sabedoria, que não tem olhos, mas enxerga, que não tem boca, mas de tudo fala, que escuta mesmo sem ter ouvido, liberta todos aqueles que estão oprimidos, cura as feridas e não é comprimido, mas também machuca no poder de bandido.
Oh sabedoria, sem você não teria noite, muito menos dia, na correria vence todas as corridas, odeia patife e acaba com a patifaria, tira as lágrimas e traz muita alegria, vence em silêncio quem vive na gritaria, surpreende aquele que já não mais surpreendia.
Oh sabedoria, que me dá discernimento, sem você nada se entende, mas contigo compreendo, não está à toa, você quer comprar, mas não a vendo, vale mais que ouro e prata e não tem preço, Deus me deu de presente e nem sei se mereço, com ela podemos saber o fim, mesmo quando estamos no começo.
Oh sabedoria, sei que com você não saberei de tudo, mas saberei tudo aquilo que se sabe...
As palavras do passado, podemos dizer que se encontram em uma grande distância, que jamais alcançaremos chamada de ONTEM, mas se faz muito atual, aqueles que a buscam em um dia feito hoje chamado de presente e pode transformar as pessoas para que transformem o mundo em uma distância que chega feito o piscar dos olhos, andando na velocidade da luz chamada de amanhã.
Valorize seu hoje, para que não seja apenas mais um ordinário ontem, para que aproveite um extraordinário amanhã!
Viva, mas primeiro aprenda a viver!
Louvado seja Deus!!!
Capítulo — O dia em que eu voltei para mim
Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.
Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.
Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.
Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.
Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.
No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.
Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.
Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.
Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.
Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.
No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.
Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.
Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.
Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.
A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.
Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.
Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.
Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.
E fui.
Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.
Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.
VERSOS INVERSOS
Ah... Como seria se todo começo não tivesse fim
O que seria de mim? Nem eu sei, nem eu sei...
Ah... E se a entrada não tivesse saída? As pessoas seriam suicidas, disso EU sei, disso EU sei...
Ah... E se a água não virasse vapor e no mundo não tivesse amor.... Como seria? Como seria?
Ah... e se o céu fosse o mar, tubarão saberia voar, e as baleias um Zepelim sem fim, sem fim...
Onde está o meu amor, alguém de mim ele roubou... Estava aqui dentro de mim, dentro de mim...
Peço que me escute por favor, tudo perdeu o sabor... é assim por aqui, por aqui estou implorando o seu amor...
Ah... Se o mel perder o sabor, o arco-íris não tivesse cor.... Como assim? É o fim... é o fim...
Ah... e se a Terra perder o chão em pleno São João, a fogueira estaria sem eira e nem beira
Ah... e se o dia perder luz e a morte esquecer-se da cruz, o que seria da vida, sofrida?
Ah... e se o planeta ao contrário girar, o fim ia começar, olhar para traz seria ver la na frente...
I.... tudo se perdendo por aí, uns choram para outros sorrir, o que é pra você não é pra mim...
Viu... Não vejo a hora de sair daqui, os normais se faz de preso e os loucos soltos por aí, por favor, me diga onde estou....
Ah... se as coisas fossem normais, as pessoas não fossem animais, o silêncio não seria... não seria....
Ah... e se a lua se incendiar, a maré não teria o mar e o vento das ondas iriam apagar, se apagar...
Ah... e se a planta perder a raiz e se tudo fosse um só país, as fronteiras seriam de giz...
Ah... e se o palhaço perder seu nariz e tudo fosse de graça, ninguém sorriria ou batalharia...
Olha que lindo o céu azul, voando passarinho, águia e urubu ... no buraco se esconde o tatu.
Se embriagam muitos de RedBull, criando asas e mandando alguns pro Sul.... vejo isso a olho nu...
Ah... e se a Terra em fogo vai acabar, estão vendendo casa dentro do mar, com piscina, que ironia...
Ah... tudo o que os profetas escreveram tá aí, não sou eu quem digo, apenas leia as escrituras, uma a uma, vão se cumprir...
Ah... o trem está passando lá, o maquinista é o único que não pode parar, só você, só você pode se salvar...
Ah... é a vontade do Senhor Deus, alguns não sabem, outros se esqueceram... Ele prometeu, é tudo seu, não é meu, não é meu....
É... ninguém irá ficar de pé na presença do Criador... agora não adianta falar de amor, por favor, por favor, só te peço que tenha mais amor, por favor, só um pouco de amor!
