Liberdade pra Mim e pouco

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Eu não sei


Todos os dias eu morro um pouco,
e cada dia a saudade me consome.
Uma dor tão surreal que chega a ser física…
o que eu faço com esse amor não tratado?


Me sufoco nos meus pensamentos
na ideia de ter você de volta,
mas eu estaria sendo tola em acreditar?
Será que esse realmente é o fim
e não tem outro caminho nessa história?


Talvez eu esteja sendo positiva
Em pensar que as coisas seriam diferentes.


Não chegaríamos no mesmo fim
se a intenção fosse ficar.
Te quero a todo instante,
até nos dias de tempestade.
Quero sua melancolia
e os seus traumas.
Tudo aquilo que te compõe.


Hoje seria diferente,
o amor é maior que qualquer desgraça.
Recomeços são apenas em filmes,
ou posso viver no real?

Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.

Poema do solito.


Sou assim, tenho muy pouco,
por sinal, quase nada;
me basta uma payada
num galpão ao anoitecer,
vendo uma estrela se perder,
quase se apagar na coxilha.
Eu, deitado na encilha,
com cheiro do colorado,
o candeeiro enfumaçado,
pendurado no travessão,
que sustenta a velha quincha,
apertada como sincha
na coberta do galpão.


Minha cama é um catre,
pelego é o meu colchão;
e nas noites de invernada
tenho a alma abrigada
e amadrinhada no xergão.
Por vezes, no imaginário,
nessa coisa de solidão,
penso em outros tempos
enquanto sopra o vento,
assoviando no oitão.


Nesse silêncio velado
de campo e alambrado,
quase no fim da pampa,
donde o gaúcho é estampa
que mantém a tradição.
Quis assim o destino:
que eu, paisano e fronteiriço,
índio, guasca mestiço,
fosse guardião destas terras.
A tropilha, o gado que berra,
o tarrã no banhado,
o quero-quero entonado
no ofício de posteiro,
desconfiado do orneiro
que segue barreando o ninho,
pra não terminar sozinho
igual este rude peão.


Não quis china nem cria,
mas me contento solito:
companheiro, o mate, o pito
e o colorado que fiz pra mim.
Enfrenei, domei e, por fim,
vivo nele enfurquilhado.
Às vezes vou ao povoado
ou no bolicho da ramada,
onde se junta a indiada
pra carpeta, algum bichinho…
E o meu pingo, ao relincho,
me espera na madrugada.


Renato Jaguarão

Poeira Só o que me basta.


Se o que tenho no meu rancho é pouco,
Não sei o que é muito, então.
Tenho a China mais linda do mundo,
Parceira do chimarão.


Tenho um cavalo de lei,
As ensilhas de patrão.
Um campo não muito grande,
Mas tem mangueira e galpão.


Ando sempre de bombacha
E a velha boina encarnada.
Gosto de penca e bolicho,
Me agrada a genetiada.


Demais não me falta nada,
Nasci pra lida campeira.
Deus, ainda de regalo,
Me fez nascer na fronteira.


E no dia que me for,
Que o home chamar pra perto,
Me enterre de bombacha
Na terra a campo aberto.


Assim que voltar de novo,
Pois creio na encarnação,
Já tô perto da querência,
E fardado de peão.


Guarde todas minhas ensilhas,
Apetrechos e meu catre,
Cuidem bem do meu galpão,
Minha bomba e cuia do mate.


Sei que volto pra querência,
Pro velho fogo de chão,
Pra lidar com a cavalhada
E seguir a tradição.


E se acaso eu não volte,
Alguém siga meu legado,
De gaúcho de peão
Pra lidar no campo com gado.


E lembre que nessa terra,
Pros lados dessa fronteira,
Sempre haverá um gaúcho,
Rancho, galpão e mangueira.


Renato Jaguarão

Perder um pouco hoje,
para ter o muito amanhã

⁠Sou do tipo que se emociona com pouco: um sorriso sincero, um abraço apertado, uma presença leve. Porque, no fundo, a vida é feita desses instantes que ninguém vê, mas que o coração nunca esquece. A gente não precisa de muito… só de alguém que fique, mesmo quando o mundo vira as costas. Gente que olha nos olhos e diz: “Eu tô aqui.” e cumpre. É raro, mas existe: aquela pessoa que te lê no olhar, entende teu silêncio e te segura no caos… sem precisar dizer nada. Isso não é só amor. É lar.

Sinto muito, por ter sentido pouco(muito) por ter sido pouco(muito) por ter sido gente(outro) é que quando a gente sente(entende), não se esvazia(enche) os olhos, mas sim, o fundo do poço( Oco)

( Paixão e amor, um corre nu por emoção, outro ultrapassa os vazios da alma.)

Nem na ponta do lápis
Nem na ponta da língua
Daquilo que me disse
Daquilo que me escreveu
Pouco de ti eu vi
Muito de ti morreu

Feliz daquele que se satisfaz com pouco
Que não precisa de muito para se sentir pleno
Que sente prazer na simplicidade
Que encontra beleza nos mínimos detalhes ...
Eu antes pensava que o mundo pertencia
aos de grande status e poder .
Mas não !
O mundo pertence aos puros ,honestos e de
alma límpida!

Quer queremos ou não, somos todos um pouco das pessoas as quais convivemos durante a vida.

Negro tão pouco era eu, perto da imundície daquele lugar. Concreto descascado pelo tempo e judiado pelos descuidos de pessoas que um dia hospedaram-se aqui, caiam aos poucos sobre meu corpo desajeitado. Buracos na parede mostrava-me suavemente o cômodo ao lado. Janela aos pedaços, pouco protegia-me dos raios fortes daquela manhã. Sentia o odor de um corpo qualquer que foi enforcado, em algum cômodo ali perto. A dor nos meus braços e nas costas não me permitia levantar, chicoteando propositalmente meus músculos. Pareceu-me tão surreal. Enquanto eu desistia de levantar em pleno movimento, deixei minha cabeça bater na parede sem forças pra impedi-la e desmaiei mais uma vez.

⁠Eu gosto do meu drink se pareça comigo: forte, muito álcool e pouco gelo. Alegria garantida!
A hora de começar a beber eu sei, só não domino a hora de parar!
🙅🏾‍♂️Vapo vapo vapo

⁠ESPERAR

Não mais te darei o canto do amor tanto
E nem tão pouco a sensação por te amar
Siga-te no teu canto, quieto, e, portanto,
Permita-me idear na poética, e devanear...

Não mais te darei aquele desejo, encanto
Nem acalanto. Pois, a mim torou-se pesar
Fique aí, por aí... no teu qualquer recanto
Onde os versos não possam te encontrar...

Desejo-te mais e mais, e estar, bem mais
Pois cá, o meu coração tá cheio de canção
Esperar? Minh’alma saiu da beira do cais...

Largais o tempo, se foi, agora outra razão
As rosas marcadas de paixão, aquelas tais
Não mais. Te amar, somente na inspiração...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/09/2021, 19’45” – Araguari, MG

⁠Seja exigente menina , não se contente com tão pouco ...vc merece o mundo ...

⁠O tempo se mostra para milhões de pessoas. Mais pouco se vê o tempo.

⁠Parar para pensar no nosso futuro
Estando no presente, mas vivendo sempre no passado, é um pouco complicado, até para quem sabe o que quer

⁠algumas vezes o seu muito.

será pouco.

para
o suficiente do outro.


acontece muito.

⁠Você é tudo e mais um pouco e o que sobrou é o resto com inveja e recalque.

⁠Na estrada da vida, precisamos de tão pouco para sermos felizes, mas infelizmente, em alguns momentos somos obrigados a sofrer perdas para entender isso...

⁠Gostaria de pedir um pouco mais de tempo ao tempo...
Para que eu possa me organizar e me livrar dos meus tormentos...
Gostaria de pedir paz a reciprocidade, e que em sua ausência não me falte sanidade....
Gostaria de pedir calma ao amor,que me poupe de sua intensidade,apenas me traga felicidade, vagarosa,gloriosa majestade!