Leve como Passaro
Mundo estranho: alguns dizem como fazer, fazendo diferente; e vivem como a sós, esquecendo de muita gente; respeito que é da boca pra fora; cuidado que não há nem consigo mesmo; mesmo que todos vão embora, por anamorfose, que o tempo traga o antigo habitante. Gente estranha.
A primeira vista vi o que quiz ou pude, diante daquilo que eu já conhecia e podia utilizar como referência. Hoje, melhor Lhe conhecendo, passei a referenciar tudo o mais a partir de Ti.
Tempo, bicho cheio de artimanhas. Se faz passado, futuro ou presente. Se apresenta como bem quiser, nos fazendo de bobos ao seu bel prazer. Isso porque é dele o passado. O futuro, só nele para se achegar. O presente, cuida viu? Pois em um instante o tempo te toma sem nem te avisar.
O outro não te vê como a si próprio, assim como não vês o outro como a ti mesmo. Isso é normal, comum e não há problemas nisso. Problema há quando o que fazem afeta de maneira ruim a tua existência, ou o que você faz afeta de maneira ruim a existência do outro, e ninguém se sente mal por isso.
Onde fazer o certo e correto é tido como uma vitória, não o óbvio, é porque o normal é fazer errado, é ser ruim.
Assim como nenhuma das folhas que caem das árvores não passam desapercebidas do Onipresente, quanto mais os pensamentos do homem.
Já vi pai bom para os seus filhos, já vi pai mau também, assim como mãe boa ou má. Não é por ser mãe ou pai que se sabe amar aos filhos, pois o título recebido não se estende, mesmo que por obrigação, à necessidade do ser. Parabéns aos pais que sabem ser pais, e as mães que também sabem deste seu valor para os filhos, que desejam apenas crescer recebendo o melhor de nós.
Sempre acreditei que quanto mais próximo da água nos construímos como ser, menos doem as mazelas que a vida nos obriga a viver. Até vejo força naqueles que procuram ser rígidos e fortes como as pedras, porém não conseguem se encaixar em nada, pois jogam no próximo a necessidade de absorvê-los e tendem assim a machucar aqueles que estão ao seu redor. Da dó das pedras que não podem ser maravilhosas como as águas, porém o homem não é assim, é ele quem escolhe quem quer ser, mas destes também tenho pena.
Somos como que feitos à mão, somos seres únicos, com histórias únicas e conjunto de sensibilidades únicas também. Mesmo juntos, misturados, quase que grudados desde a infância, cada um é um só, único e inigualável.
Nada que ainda possa ser lembrado deixa de existir. É como um tesouro perdido, disponível a quem possa achá-lo e sendo o seu dono, possa gastá-lo como quiser. Assim é a tua infância, querida, inesquecível, guardada a sete chaves só porque ansiavas ser gente grande, controlada e madura.
Em um reino distante, em tempo também distante, entenderam a realeza que continuar como eram não seria bom, devido também as mudanças nos sistemas de poderes fora dali. Assim, decidiram implantar um sistema de governo que pudesse ser agradável a todos, onde todos seriam donos daquele reino, mas no fundo não queriam perder o poder que tinham e apesar que tenham dado à todos o poder da escolha, dividiram essa escolha em duas partes, garantido desta forma a permanência no poder apenas daqueles que sempre os possuíram. Porém, passado um bom tempo, o povo, de esquerda do poder, parecia saber como jogar o jogo do sistema, mesmo sendo sempre quem está abaixo do poder lutando para tê-lo. Ainda que quem assume o poder sempre, sempre se confunde com algumas das essências de quem o possuía, pelas beiradas ou imperceptível, passa à direita. Talvez este seja sim um problema do poder, mas o capitalismo é sem dúvidas uma incrível saída política, pois, ainda que da riqueza à pobreza ou da pobreza à riqueza em um piscar de olhos, a crença de que a culpa de tudo é tida por diligência ou desleixos individuais, faz com que este sistema jamais seja questionado, e assim, seus ideais cúpidos passam despercebidos da maioria, e talvez este seja mesmo um problema do sistema...
Nossa melhor realidade sempre será onde melhor nos conhecemos como realmente somos, seja ela em sonho, realidade, paralela ou em qualquer outro universo, assistindo, lendo, cantando, tocando, construindo, divertindo-se ou apenas contemplando um outro existir, mas sempre será onde acreditamos ser o melhor de nós mesmos.
Quando entendermos o quanto tudo está conectado, como em uma teia de energia que une cada um dos seres e coisas existentes no universo, e que é nesse existir que tudo se faz tão incrível e maravilhoso, mas que a falta de um só desestabiliza todo o sistema de coisas, jamais desejaremos que algo ou alguém, inevitável a nossa existência, não exista.
Assim como os sãos não necessitam de médicos e Deus não veio para os justos, pois destes já é e estes possui, mas sim chamar os pecadores ao arrependimento, a cura está para os doentes assim como os demônios estão para os justos, não os pecadores. Desta forma, a batalha em curso cada um escolhe a sua.
Falam do boi olhando para a vaca, assim como falam da peça tendo visto apenas a cena. Essa é a mídia sensacionalista, alimentada por preposições de quem entende o outro, mal conhecendo a si próprio. O que nos faz perder tempo, pois, para não saber, já não sabemos.
Ao direito de dar também vale o direito de não aceitar. Assim como quem dá só pode dar o que têm, aquilo que não te cabe ou não te serve, que sirva a quem de direito é.
A última bolacha do pacote muitos são, por isso temos que ver os outros como se também fossem, não como se apenas nós fossemos. Não aceite ser a primeira sendo sempre a última, tampouco faça de outros a primeira sem que eles mesmos decidam ser.
Sem tempo para fazer
Não têm como educar
Permite acontecer
Espera o tempo passar
Ao tempo dá a semente
Pensa a vida cuidará
Não sabe o que vai colher
Esquece como plantar
Não percebe, nem vê
Como deve madurar
Precisa realmente
Aprender, saber cuidar
Não se deixe esquecer
Seu motivo de estar
Oportunidades têm
De direito ensinar
Seja polivalente
Os deveres, sim cobrar
+Q Química
Assim como na Lei de Lavoisier e das Proporções Constantes, ainda que a vida faça cobranças sentidas injustas, o fato é que ela nunca tira nada que algo não deixe no lugar. Nessa existência, mesmo sem ter mais ou menos que ninguém, mesmo sem ser maior ou menor que ninguém, o rearranjo do agir com o que se tem é a grande transformação que nos torna inigualáveis entre nós mesmos.
Para se estar nos céus e com verdade dizer ‘como é bom estar aqui’, é preciso antes ter passado pelo inferno… Sem referências nada se entende, tão pouco se dá valor.
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