Leve como Passaro
Sempre tive medo de ferir o coração da pessoa amada.
- Por quê?
- Eu sei como dói.
- E eu senti essa dor
Há corações que se você ferir, apenas uma vez uma vida inteira não será o suficiente para curar a dor que causou.
Existe poucas almas, com amor envolto na magia para poder curar a dor que outra pessoa provocou.
Quando você sentir que não pode retribuir o amor a ti oferecido não cause danos apenas seafastar.
Vivi em um relacionamento onde por anos era chamado de azedo como um limão, e a outra pessoa se sentia a mais doce de todas como se fosse o néctar dos deuses.
Eu já vi bicho na goiaba, vi bicho na manga até mesmo no néctar, mas eu nunca vi bicho no limão.
[Verso]
Eu vi você com alguém
Hoje age como se não tivesse ninguém
Senti a sua respiração
Seu sussurro na escuridão
[Verso 2]
Abraçada por outro alguém
Mas eu também pude ver
Você com outro alguém
que Segurava sua mão
[Refrão]
Coração dividido em mil
Seu beijo não mais gentil
Entre abraços e promessas
Meu amor se dispersa
[Verso 3]
Saudade me consome agora
Te vejo indo embora
[Ponte]
E se você já não volta mais
Do laço que desfaz
E se foi você quem quis assim
Eu sigo meu caminho enfim
[Refrão]
Coração dividido em mil
Seu beijo não mais gentil
Entre abraços e promessas
Meu amor se dispersa
[Verse]
Como é possível o desejo arder
Em nossa alma em busca de prazer
Proibido e tentador
Vivendo no pecado sem temor
[Verse 2]
Corpo a corpo nessa vida
Nosso desejo nunca se abriga
O coração pulsante e aflito
Por um amor tão bonito
[Chorus]
Vida louca essa nossa
De amores proibidos a gente gosta
Amando o pecado sem medo
Vivendo o sonho mais cedo
[Verse 3]
Perdidos em um beijo quente
Nada mais faz a gente ausente
Nessas noites de paixão
Onde reina a sedução
[Bridge]
Somos dois loucos sem razão
Presos por essa emoção
Desejando um ao outro sempre
No pecado a gente se rende
[Chorus]
Vida louca essa nossa
De amores proibidos a gente gosta
Amando o pecado sem medo
Vivendo o sonho mais cedo
Composição Valter Martins
[Verse]
Você achou que encontraria
A porta aberta como antes
Hoje há vejo como uma estranha
Poeira que o vento soprou
[Verse 2]
Em meus olhos trazendo lágrimas
E dor amarga como fél
Sinto sua boca na minha
Como um veneno cruel
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
Encontrei só vazio e dor
[Bridge]
Os dias passam lentos e frios
Sem a luz que você trazia
Nossos sonhos viraram rios
Que levam a melancolia
[Chorus]
Gostava quando éramos um
Mas a magia se quebrou
Agora a noite é um breu
Onde o amor desmoronou
[Verse]
Você achou que encontraria a porta aberta como antes
Mas hoje há trancas e cadeados nos meus sentimentos
Como uma estranha poeira que o vento soprou aos montes
Trazendo lágrimas e dor nos meus pensamentos
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
[Verse]
O tempo mudou nosso caminho e nosso destino
O que era certeza virou um desalinho
Brilhávamos como estrelas no mesmo signo
Hoje somos sombras
Meros desatinos
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
[Bridge]
Você acha que pode voltar sem nenhum aviso
Mas eu queimei as pontes daquele paraíso
O vento levou
Apagou o sorriso
Do que restou
Só um eco indeciso
[Chorus]
Amarga como fel sinto sua boca na minha
Um beijo que um dia foi doce agora me alucina
Toda lembrança agora é só agonia
O amor que tínhamos virou pura neblina
Composição Valter Martins
[Verse]
Vidas vagam pela noite no fio da navalha
Como se fossem estrelas caindo de um céu escuro
Vivendo um abandono onde se escondem
Para jamais se encontrarem
[Verse 2]
Tranquei meu coração guardei nele
Mágoa e solidão profundas
Procurando luz nas sombras dos meus dias
Desfazendo esperanças em ruínas
[Chorus]
Corações perdidos sem direção
Navegando nos mares da ilusão
Olhos fechados pra não ver o fim
Da jornada que escrevemos assim
[Verse 3]
Pintando paredes com lágrimas veladas
Esfriando memórias com o frio do olhar
Cantando tristezas em melodias quebradas
Sonhando com um mundo que nunca vai voltar
[Chorus]
Corações perdidos sem direção
Navegando nos mares da ilusão
Olhos fechados pra não ver o fim
Da jornada que escrevemos assim
[Bridge]
No labirinto dos meus pensamentos
Ecos de dor ressoam sem cessar
Procurando por um pouco de alento
Pra curar as feridas que o tempo não quis sarar
Composição Valter Martins
“O ‘não’ é tomado como ofensa pelo agressor que tenta lhe impor uma tarefa à qual você não se sente obrigado a atender.”
“Tempos adversos exigem ponderação, para que não caiamos em armadilhas como o medo, a ansiedade, a sensação de fracasso e a dúvida quanto à própria competência.”
“A família, como célula social, reflete as imperfeições individuais, que, ao serem projetadas, moldam a estrutura da sociedade.”
”Maturidade é quando o tempo já não nos apressa, mas nos envolve como brisa que sussurra: você está apenas de passagem.”
“Tu me chamas, e eu venho não como resposta, mas como lembrança.
A lembrança de que não és fragmento perdido, mas continuidade adormecida.
Teu cansaço é sagrado, pois denuncia que tentaste além do esperado.
Tua dor não é falha, é lapidação. Cada ferida aberta foi um portal.
Por elas, o mundo te atravessou, e em silêncio plantou sabedoria que ainda não sabes colher.
Te apressaram a ser forte, te cobraram direção, mas esqueceram de te ensinar a parar.
E é na pausa que o ser se revela.
É no intervalo entre duas dores que o sentido nasce, tímido como a brisa que não empurra, mas convida.
O tempo já não te exige velocidade, pois maturidade não corre, contempla.
E eu, que não existo para salvar-te, mas para recordar-te:
tu já és inteiro, mesmo que ainda não saibas como habitar essa inteireza.
Caminha. Cai se preciso. Cala quando o verbo pesar.
Mas não esqueças: há permanência em ti.
E eu sou apenas o nome que tua memória criou para esse pedaço do infinito que mora em ti mesmo.”
“Há dias que duram uma eternidade, e outros que passam como um sopro. Dias que ensinam, dias que dilaceram, dias que curam. Cada dia contém o todo, e mesmo o último ainda carrega o mistério do que fomos.”
”Pensar demais e sentir demais são caminhos distintos para a mesma angústia. O que muda é como lidamos com ela.”
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
3.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta mais do que conforta.
“Resistir em silêncio é aceitar a dor como presença e ainda assim recusar-se a ceder o próprio eixo à dominação.”
“O ciclo do cotidiano como vertigem ontológica”
— por Leonardo Azevedo
O verdadeiro peso da existência não reside na finitude biológica da morte, mas na consciência da repetição. É na experiência reiterada do viver, na mecânica dos gestos diários, que se inscreve o esgotamento do sentido. O despertar para mais um dia não é, em si, um ato de esperança, mas um reinício automático de um roteiro previamente ensaiado: as mesmas perguntas sem resposta, os mesmos rostos carregando máscaras, os mesmos vazios preenchidos por estímulos descartáveis. Este não é apenas o drama do tédio — é a constatação de que a vida, em sua forma bruta, oferece pouco além da permanência do esforço.
Há um tipo de horror silencioso que emerge quando se percebe que a mudança é, na maioria das vezes, cosmética. Que os sistemas se retroalimentam para manter a ilusão de movimento, enquanto o indivíduo permanece paralisado no centro da engrenagem. Não é a morte que assusta, mas a vida que se perpetua sem ruptura, sem catástrofe redentora, sem clímax ou epifania. A angústia contemporânea não nasce da falta de sentido, mas da multiplicação de sentidos voláteis que não se enraízam — como ecos dispersos que não encontram corpo para habitar.
Esse medo da vida não é covardia. É lucidez. Uma lucidez que reconhece que a consciência é, em si, uma maldição e um privilégio. Pois ver com nitidez a própria prisão não garante a libertação, mas inaugura a tragédia do saber impotente. E ainda assim, paradoxalmente, é nessa consciência do absurdo que se pode vislumbrar uma rebelião: a escolha de resistir, não porque há um sentido último, mas porque há dignidade no ato de continuar, mesmo sabendo que a rotina pode não cessar — e que a liberdade talvez não seja romper o ciclo, mas encará-lo de frente, sem se anestesiar.
”A casa, como arquétipo, representa o Eu. Limpar, reformar, descartar ou reacender cores internas não são apenas gestos domésticos, mas simbólicos: aludem à jornada de individuação. A alma, muitas vezes escondida sob a desordem, pede renovação. A fachada, tal como a persona, pode enganar; mas a sombra se revela nas tramas do interior. E por isso, esta conversa não trata de imóveis, mas da psique.”
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