Leve como Passaro
As consequências das nossas escolhas são como ondas no lago: podem demorar a chegar, mas nunca desaparecem.
Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.
ALMA DE LUA
Hoje é lua cheia
E minh’alma
Ainda mais vazia
Hoje é lua crescente
Como a dor
Que minh’alma sente
Hoje é lua minguante
E em minh’alma
Mingua a alegria restante
Hoje é lua nova
E em minh’alma
A tristeza se renova.
"As religiões, assim como as luzes, necessitam de escuridão para brilhar".Arthur Schopenhauer. Sem dúvida, quanto mais estamos na escuridão, mais lembramos de Deus. Ademar de Borba
Resta o vázio
Como decifrar a ferida do coração?
Ainda sangram quando olho suas fotos, quando você sorri para outro e não para mim.
Como decifrar a ferida do coração?
Quando a ferida ainda não cicatrizou,
Desde que você partiu
E nunca mais voltou.
E mesmo que o tempo tente apagar,
O eco do seu riso ainda me persegue, como um fantasma que não sabe partir, ea ferida…
ela sussurra seu nome em silêncio.
E no fim, só resta o vazio
que você deixou.
Andando em meio à sombra das árvores, vou vivendo sentindo a brisa da manhã. Isso é como um sopro de vida. Aproveito cada momento, não sei como meu dia pode terminar. Hoje sou mais feliz do que ontem. Tenho conquistado aos pouco tudo que desejo, nunca saindo do caminho certo, nunca troco o certo pelo duvidoso. Sei que um dia terei conquistado a liberdade do coração, isso é o que falta para tudo se concretizar. Será q estou sendo otimista demais ou será só um devaneio? O que estou pensando? Ainda estou aqui preso nesse quarto branco com essa camisa de força, acho que o efeito dos remédios já passou.
O ano que iniciará é como uma grande peça de teatro: se você entrar nele com o mesmo roteiro, a peça será uma reprise.
Ser forte não é sobre o quanto você aguenta, mas sobre como você escolhe reagir ao que não pode aguentar.
Muitas vezes tratamos o nosso passado como um tribunal onde somos, ao mesmo tempo o réu e o juiz cruel. O sofrimento que carregamos não é pelo evento em si, mas pela nossa recusa em deixá-lo ser apenas memória no presente, caímos na armadilha da intelectualização. Tentamos compreender a vida como se ela fosse um problema de matemática a ser resolvido. No entanto, a vida não é problema a ser resolvido, mas uma realidade a ser experimentada. Enquanto gastamos energia tentando entender o porquê de tudo, a vida acontece no intervalo do nosso pensamento.
Podemos viver como expectadores da Vida ou subir no palco e desfrutar das maravilhas que ela nos proporciona.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Teus olhos são como a areia do deserto
Amarelos como o sol
Faróis que refletem a iluminação diurna e noturna
São mel e castanha
Você é o meu solo
Cor de argila, cor de barro.
Mãe dos vegetais
Verde é a minha cor,
Onde nasci, o que vi e vivi
O que sou, quando nasci
Como o canto das florestas.
Um pássaro verde nos uniu
Nas tuas raízes eu repousei
Como uma folha solta ao vento
Nas asas da minha liberdade
Encontrei você.
Meu doutorando de plantas
É como se o éter tivesse ouvido o eco dos meus pensamentos e das minhas mãos ao digitar aquele livro...
Você chegou como um resplandecente cometa.
Eu sinto você habitar dentro de mim.
Foi o que eu disse para ele.
Como o vento que entra pela janela,
Os fatos seguintes na Universidade
E tudo isso que sinto e sei dentro de mim,
Que também faz parte de quem é você.
Você é parte dessa nova história construída no éter de meus pensamentos profundos.
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