Leve
Leve o meu Pandeiro !
No meu sepultamento, não quero choro e nem quero grito, mas se puder levem o meu padeiro e também alguns apitos.
Façam uma farra e cantem essa canção: Digam para todos, que Cristo é a solução.
Estou feliz, porque vou morar em um lindo País.
Em Rua de ouro e de Cristal, lá não existe tristeza e nem o homem do mau.
Vou para casa, que Cristo para mim conquistou; na bela Cidade, louvarei ao meu Senhor.
Que o tempo leve tudo aquilo q se tornou aprendizado;
que se torne apenas história como de um livro o qual não fazemos parte.
Encontro em Fumaça
Sentei-me diante de mim mesmo —
mais jovem, mais leve, mais inteiro —
como quem ainda não havia aprendido
a negociar com o mundo.
Havia silêncio suficiente
para caber duas versões da mesma alma.
Olhei para ele —
e, talvez por hábito, talvez por fuga —
acendi um cigarro.
A chama breve iluminou o intervalo
entre quem fui
e quem me tornei.
Ele me olhou sem dureza,
sem reprovação —
apenas com um espanto limpo,
quase infantil.
E então se levantou.
Sem pressa.
Sem ruído.
Sem discurso.
Levantou-se como quem não reconhece mais
aquele gesto,
ou talvez —
aquele homem.
Fiquei ali,
com a fumaça desenhando dúvidas no ar,
tentando entender
em que ponto da estrada
eu havia aprendido a precisar daquilo
que antes não me habitava.
— Não era sobre o cigarro.
Era sobre ausências.
Sobre os silêncios que deixei de escutar.
Sobre os pesos que aceitei carregar
sem perceber quando começaram.
A cadeira à minha frente vazia
doía mais do que qualquer julgamento.
Mas então —
quase como um eco que não se apaga —
senti que ele ainda estava ali.
Não no corpo,
mas na lembrança intacta
de quem eu fui
antes das camadas.
Apaguei o cigarro.
Não como redenção —
mas como gesto de escuta.
E no instante em que a fumaça cessou,
algo em mim também se assentou.
Ele não voltou a sentar-se.
Mas também não foi embora.
Porque há encontros
que não pedem reconciliação em palavras —
apenas um pequeno retorno
àquilo que nunca deveria ter sido deixado.
E ali, no silêncio,
sem precisar dizer nada,
eu me reconheci de novo.
— ainda inteiro,
mesmo depois de tudo.
Paulo Tondella
"Minha decisão de te deixar ir
não é por sentir mágoa,
é uma decisão leve,
que vem do coração,
é como estar com folhas na mão,
e deixar o vento levar,
e sentir-se bem e leve,
e seguir"
Leve dentro de você em todos os momentos a alegria de viver, a joia de viver, de abrir os olhos e se levantar para iniciar mais um dia!! A vida é linda, portanto, cuide dela com muito amor, cuide de sua saúde para que você possa sempre desfrutar de todas as maravilhas que a vida nos oferece!
Que seu dia seja leve , mas cheio de
atitude.....
porque você não nasceu para ser
comum, nasceu pra marcar presença.
O presente se torna leve quando o amanhã perde a tirania, o excesso perde o lugar e o passado perde o peso.
A Máscara.
E quando a mascara caiu,
Não se envergonhou.
Pelo contrário, sentiu se
Leve, livre das mentiras
Cotidianas em que vivia.
'Diário da bipolaridade'
"Hoje eu acordei leve. Uma leveza estranha, daquelas que vem com uma loucura boa grudada no corpo. Dá vontade de sair abraçando as pessoas na rua, de inventar brincadeira, de rir até a barriga doer e depois rir de novo só porque sim.
Mas se você chegar mais perto, bem pertinho, vai ver que por baixo dessa alegria toda existe uma película. Fina, transparente, quase invisível. E embaixo dela mora uma sensibilidade em carne viva.
Ela sabe. Sabe que basta um olhar torto, uma palavra seca, um segundo de desatenção — e tudo desmorona. A leveza vira caco. E aí, 'a pessoa' chora. Porque é assim que funciona por aqui: festa em cima, vidro embaixo."
Eu achei que ainda não estava pronta…
mas talvez eu só não tivesse vivido algo leve o suficiente.
Ontem não teve jogo.
Não teve estratégia.
Não teve medo me guiando.
Teve presença.
Teve troca.
Teve verdade.
E pela primeira vez em muito tempo…
eu não quis acelerar, nem fugir.
Só ficar.
O Silêncio
A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista
" Nem todo dia vai ser leve, mas eu
escolho não carregar o peso que não me
pertence. O que é meu , eu cuido . O que não é , eu deixo ir - e sigo em
frente com mais paz do que ontem ".
Quero algo que me leve ao passado. Aos sentimentos explosivos, aquele amor que curava e matava. Quero algo que me leve ao passado. Aonde havia tanta ingenuidade, tanta inocência. Quero me sentir viva outra vez, com o vigor da juventude, e o meu velho estilo emo. Com a paixão que arrebatava e tirava o meu juízo, destruindo qualquer suspiro da razão.
Quero algo que seja como foi há tanto tempo. Antes de morrer ao ponto de perder o irrecuperável. Sinto falta de ser uma explosão de sentimentos, sonhos e ideias pro futuro. Sinto falta da melancolia e da alegria ao encontrá-la. Sinto falta de como cada acorde meu soava. Era o sentimento ganhando voz na canção.
- Marcela Lobato
Dia das crianças
Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.
Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.
Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos
Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.
Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.
Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.
Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.
